O assunto do momento entre os “mídias”, nome auto-dado a quem estuda comunicação, publicidade, etc… é uma pesquisa da Price Waterhouse que constatou que 62% dos internautas estão dispostos a pagar por conteúdo online. Alguns grandes jornais, como o Sunday Times, segundo o próprio dono do jornal, o bilionário australiano Ropert Murdoch, cogita cobrar pela informação em seu novo site. O Washington Post nunca saiu desse modelo, seu site foi, ainda é e deve permanecer cobrando pelo acesso. o The New York Times, já foi pago, virou gratuito e cogita voltar a ser pago.
No Brasil
Por aqui os três maiores jornais impressos do país seguem o mesmo modelo de negócio.
O Estado de São Paulo adota o modelo mesclado, cobra pelo acesso a algumas notícias e editoriais em seu site (apenas notícias da vesão impressa e ao custo de R$ 29,90/mensais), mas com acesso livre para assinantes da versão impressa.
A Folha de São Paulo também segue essa linha, os assinantes da versão impressa ou do UOL (o controle acionário do portal é do Grupo Folha) podem ler as notícias da versão impressa, os demais internautas apenas da versão online.
E finalmente O Globo, cobra R$ 35,90 pela versão digital. Nos três casos, o assinante também possui acesso ao “histórico” do jornal.
Um modelo diferente foi o da Editora Abril para a revista semanal Veja, o acesso online à edição atual é restrito aos assinantes, todo o resto, incluindo o arquivo de edições, está liberado.
Quem vai bem com o modelo pago?
Até agora, quem vai bem com o modelo pago são os sites que fornecem informações muito valiosas a poucos usuários. Dois dos exemplos mais famosos são a Bloomberg e o The Wall Street Journal. Mas é interessante notar que boa parte do conteúdo de noticiário está liberado. O que é (bem) pago são entrevistas, análises e, claro, as informações do mercado financeiro, especialidade das duas instituições. Pelas últimas informações liberadas pelos controladores, os dois negócios vão muito bem, obrigado, mesmo nesse período de crise internacional.
Por que insistir no pago?
Os grandes grupos de informação dizem que não é possível fornecer um material de alta qualidade apenas com a receita publicitária. Segundo eles, o custo de obtenção da informação (jornalistas, viagens, equipamentos, backoffice, etc…) é muito alto, proibitivo mesmo, tornando a operação inviável.
Sinceramente, isso é muito estranho. Certamente não existe nenhuma operação de internet é mais cara que o Google. Acredita-se que o líder absoluto das buscas na internet possua centenas de milhares de pequenos servidores e links na casa dos terabits. São milhares de funcionários e boa parte deles dedicados apenas às inovações de amanhã, ou seja, muita gente trabalhando em algo que possivelmente nunca irá pro ar. Então como sobrevive e obtem seus gordos lucros? O Google, e também o Yahoo! foram capazes de montar eficientes sistemas para a venda de anúncios online. Curiosamente os dois sites são especialistas nos opostos do espectro de anúncios: o Google tem a frente no varejão e o Yahoo! nos anúncios Premium.
Além dos dois há muitas outras redes de anúncios surgindo e se estabelecendo, todas apostando em conteúdo gratuito, afinal, é esse tipo que fornece o maior número de visitas, consequentemente o maior número de cliques e renda. Pra quem não sabe, nessa modalidade de negócio (geralmente) a anunciante só paga quando seu anúncio é clicado, e o veículo, que pode ser um blog como esse, só recebe nessa mesma situação, quando o anúncio é clicado.
Conclusão
A conclusão com maior probabilidade de estar correta é que estamos em um momento de transição do modelo de arrecadação com anúncios, e quem não entender o novo mecanismo ficará pra trás, quem sabe até lidando com o fim do próprio negócio. É muito cômodo aos grandes grupos dizer que não é viável viver apenas de propaganda (quando sabemos que sim, é possível, ou ninguém mais lembra que a TV aberta SEMPRE viveu apenas disso?) . Mais difícil e provavelmente mais eficiente a longo prazo, seria construir parcerias e equipes de vendas mais agressivas e/ou sintonizadas com os novos tempos.
Apenas como nota final, muito se diz que os blogs não seriam competição para os “jornaizões” por não terem equipe ou buscarem a notícia no lugar real. Cada vez menos verdadeira essa visão, há vários blogs com equipes PAGAS e até mesmo enviados. É como disse, apenas são mais enxutos nos custos e eficientes na hora de vender seus espaços publicitários.
enviado por Marcos V.
Eu sempre gero sitemaps nos meus sites e nos blogs movidos a Wordpress utilizo o ótimo plugin Google XML Sitemap Generator. Faço isso por ser uma das recomendações oficiais do Google.
Pois bem, estava colocando a leitura dos feeds em dia e me deparo com um artigo no SEOmoz.org sobre Como Sitemaps afetam os robôs dos sites de busca. Segundo o autor do post, a submissão automática de um sitemap sempre que o blog for atualizado provoca um substancial aumento na velocidade com que a página é indexada. No caso relatado o tempo caiu para 1% no google, de 1300 minutos para apenas 14 minutos!, e menos de 20% no Yahoo, de 1700 para 250 minutos. É um ganho impressionante na velocidade de indexação de uma página. Note que isso não garante melhoria no pagerank, apenas faz com que a página seja indexada mais rapidamente.
Eu já notei isso com alguns comentário sobre economia e política que faço no Mavit. Muitas vezes o meu artigo ficava por horas nas primeiras posições e caia conforme os portais (melhor ranqueados) publicavam textos sobre os mesmos temas. Ou seja, ganho algumas visitas simplesmente porque instalei um plugin que faz tudo automaticamente pra mim.
Resolvi então repetir o teste aqui no Brasil, não fiz tantos casos como os relatados nos artigos, mas deu pra ter uma idéia. Um artigo publicado aqui no Webcétera sem ter o sitemap submetido levou 1087 minutos para ser lido pelo robô do Google. O artigo seguinte, já com o plugin novamente ativo, foi lido em 23 minutos!
Pra mim é razão mais que suficiente para manter o sitemap sempre atualizado e submetido aos principais sites de busca.
enviado por Marcos V.
Esse artigo foi escrito para um dos meus outros blogs, mavit.com, mas como o assunto cabe bem aqui, vou reproduzir. Os leitores do webcétera são mais bem informados em internet que os de lá, por isso alguns pontos podem parecer óbvios. Fora isso, boa leitura.
A Google Inc. tem oferecido ajuda e parceria a qualquer empresa com uma fatia considerável de mercado. A razão é simples, impedir os avanços da Microsot. Por isso a já noticiada retomada de conversas entre os executivos das duas gigantes da internet. Tenta-se uma parceria pois uma tentativa de compra dessas empresas por parte da Google dificilmente seria aprovada em uma comissão anti-monopólio.
Um exemplo recente dessa política da Google é o contrato firmado com o portal Ask.com: US$ 3.5 bilhões pelo direito de vender anúncios nas buscas durante um período de 5 anos. A participação de mercado da Ask.com foi de 1,1% em dezembro de 2007, segundo a comScore. Se considerarmos a fatia do Yahoo!, 12,8%, o valor seria de US$ 40 bilhões por 5 anos. Um ganho de US$ 10 bilhões sobre o projetado. Os rendimentos do Yahoo! com venda de anúncios em 2007 foi de US$ 6 bilhões.
Ainda não ficou claro se a dinheirama seria usada para tentar recomprar ações nos mercados ou oferecer dividendos aos acionistas e tentar livra-los da tentação de venda para a Microsoft.
A empresa da California, assim como Google e Microsoft, também possui uma rede de venda de anúncios. Esse é o filão mais lucrativo da internet no momento. As duas empresas, no entanto, apostaram em modelos distintos de negócios. O Yahoo!, assim como o WindowsLive e a AOL, montou uma série de sites próprios. Essa colossal quantidade de visitas e páginas garante o volume necessário de exposição e cliques para atrair anunciantes de todas as áreas. O Google partiu para montar a maior rede de sites para exibição de anúncios, através de seu programa adsense. Nesse modelo de negócio, qualquer um que possua um site ou página na internet pode exibir seus anúncios. A principal diferença está no ganho que cada uma das estratégias traz para a empresa. Calcula-se que para cada dólar pago por anunciantes o Google fica com apenas 20%, o resto vai no programa de parcerias e sua administração. O inverso das redes próprias, nesse caso a maior parte fica com a empresa.
Esse é o principal motivo da Microsoft enxergar um grande pontencial na compra do Yahoo!. Mesmo com um faturamento menor, as duas redes de anúncios combinadas, teriam uma lucratividade igual ou talvez um pouco maior que a rede Google.
Já há alguns anos que se anuncia o incômodo que os produtos Google (planilhas, editores, sistema operacional, etc…) causariam para a Microsoft, que parecia fazer pouco a respeito. Agora, com o agressivo Steve Ballmer ainda à frente da companhia e sem a sombra de Bill Gates, a empresa de Redmond prepara o seu ataque. Certamente ainda veremos muitos lances dessa guerra.
enviado por Marcos V.
Uma das coisas mais irritantes em um blog é a tonelada de comentários que não servem pra nada exceto colocar um link pra algum site/blog. Essas maldições são os spams nos comentários.
O objetivo principal disso não é gerar visitas a partir dos leitores do blog mas aumentar o rank nos sites de busca. Para os sites como vecom, google, yahoo, etc… um dos critérios de ranqueamente são os links de entrada. Traduzindo, quantos e qual a qualidade dos sites que apontam para o seu. Quanto mais, melhor. Os spammers sabem disso e tentam utilizar os comentários dos blogs pra crescer.
Os bons programas de blogs, como Wordpress e Typepad, possuem alguma forma de controle sobre os comentários, o que torna mas fácil a filtragem. Desde aprovação manual até algoritmos de detecção de spam, passando por CAPTCHAS, aquelas imagens com letras e números que temos que colocar pra mostrar que se trata de uma pessoa e não um programa.
Um comentário deve acrescentar algo à discussão. Não há nada de errado em colocar um link para um artigo em seu blog, desde que seja algo relacionado ao assunto. Essa sim uma forma legÃtima de colocar sua cara na rede e divulgar o seu conteúdo.
enviado por Marcos V.