O senado brasileiro está prestes a dar um salto quântico. Eu tive a impressão que passaram o século XX no século XIX. Tudo bem, alguém poderia dizer tratar-se do meu veneno habitual, mas tente se lembrar de um momento histórico do senado. Com Café Filho, não, não… Ahh, oposição ferrenha a Getúlio! Também não… Tá, deixemos a política de lado antes de enumerar figuras viventes.
Um dos problemas recentes do Brasil é a tentativa infantilóide de “legislar a web” da mesma forma que se faz com meios de comunicação regulados por concessões estatais. Foi assim nas últimas eleições, e uma tremenda confusão. Pode blog? -Pode sim. E vídeo no youtube? Ahh, isso não pode.
Essa esquizofrenia 2.0 está para acabar. Um projeto do senador Expedito Junior (PR-RO) quer liberar o uso da internet (até mesmo para campanhas políticas) a qualquer tempo. É uma tentativa louvável de dizer: libere-se o que não pode (e na opinião desse blogueiro não deve) ser controlado. Eis o texto que altera o artigo número 36 da lei 9.504, de 1997, que passaria a ter a seguinte redação:
“Art. 36. A propaganda eleitoral somente é permitida após o dia 5 de julho do no da eleição, salvo na rede mundial de computadores (internet), em que é livre, a qualquer tempo, a manifestação do pensamento para fins eleitorais, vedando-se o anonimato e o uso de métodos contrários à lei penal.”
Claro que ainda deve ser aprovado nos plenários da câmara e do senado. O que pode significar uma eternidade. Mas pra que não passemos o século XXI legislativo no século XX temporal, que tal escrever para o seu senador e deputado federal cobrando agilidade no processo?
via blog do Fernando Rodrigues.
enviado por Marcos V.
Prometi que não falaria de política aqui no webcétera, mas como não consigo mais ficar calado, abri um novo blog pra tratar de negócios, gestão e, claro, minhas opiniões sobre os “poderosos”. Um primeiro artigo para inaugurar o tema [política] por lá.
enviado por Marcos V.
Já escrevi sobre isso, mas não custa lembrar as benesses da democracia. Mais um blogueiro foi preso, dessa vez na Arábia Saudita. Eis um trecho de uma carta aberta que escreveu pouco antes da prisão. Há pequenas intervenções minhas para que o pedaço abaixo faça sentido. O original em inglês seguido de uma versão em português:
The issue that caused all of this is because I wrote about the political prisoners here in Saudi Arabia and they think I’m running a online campaign promoting their issue. All what I did is wrote some pieces and put side banners and asked other bloggers to do the same.
he asked me to comply with him and sign an apology. I’m not sure if I’m ready to do that. An apology for what? Apologizing because I said the government is liar when they accused those guys to be supporting terrorism?
O que causou tudo isto [ a ordem de prisão ] foi o que escrevi sobre prisioneiros políticos aqui na Arábia Saudita, eles [ o governo ] pensam que estou em capanha para promover a causa [ dos presos ]. Tudo o que fiz foi escrever alguns artigos e colocar alguns banners [ pedindo a liberação ] e pedindo a outros blogueiros que fizessem o mesmo. Ele [ o ministro do interior ] solicitiou que eu cooperasse e escrevesse um pedido de desculpas. Não creio que estou preparado para isso. Desculpar-me pelo que? Pedir desculpas porque disse que o governo mente quando acusa essas pessoas de ajudarem o terrorismo?
Não estou defendendo o blogueiro ou seus textos. Não leio árabe, nunca havia ouvido falar dos prisioneiros, não sei quais suas causas, atos, métodos ou motivação. Tão pouco sou um especialista em política internacional/exterior. Não pense, por favor, que com isso digo ser imparcial. Não sou imparcial, sou radicalmente a favor da liberdade de expressão. Só ela não é suficiente para a vida plena, mas não há vida plena sem ela. Se Fouad al-Farhan foi preso por manifestar-se, vive em uma ditadura.
Esse é (o perigo da ditadura) o motivo pelo qual já me manifestei antes, várias vezes, contra QUALQUER tipo de controle da mídia. A mídia deve ser auto-regulamentada, se alguém se sentiu invadido, caluniado, chantegeado ou seja o que for por um órgão de imprensa, pessoa, papagaio, etc… o lugar para resolver a questão é no poder judiciário, nunca no executivo. O executivo, como diz o nome, executa. Se serão ordens e diretivas (as executadas) ou pessoas, depende do que defendemos agora quando temos (alguma) democracia.
É quase uma relação esquizofrênica, abomino os lulista lambe-botas que tentam desde o primeiro dia de governo instalar algum tipo de controle. Enoja-me qualquer “jornalista responsável” que pede uma imprensa imparcial. Sem lado desde que penda para o lulismo. Na verdade pedem uma imprensa lambe-botas.
Mas abomino ainda mais tirar, dos puxa-sacos, o direito de manifestar-se contra o estado de direito.
enviado por Marcos V.
enviado por Marcos V.
Quando era menino meu pai me explicou sobre o Garrincha: -ele tinha uma só jogada, saia driblando pela direita. Sempre. E quase ninguém tirava a bola dele.
A oposição conseguiu sua primeira vitória importante em cinco anos: derrotou a CPMF. Nessa noite (12/12/2007) o governo arregimentou 45 votos contra 34 da oposição. Seriam necessários 49 votos para aprovar a emenda constitucional de prorrogação da CPMF. Ótimo, não só por ser um imposto extremamente nocivo mas também por que faz bem à democracia que o poder instalado (ou os instalados no poder) percam de vez em quando.
Então por que não levou? A conta é simples. Lula nada de braçadas na popularidade das classes mais baixas e vem crescendo até na classe média, por conta da melhora na economia. E, como se sabe, se vende como o novo “pai dos pobres”. Resumindo, tudo o que ele faz é “bom”, todos os que são contra ele são “maus”. A lógica lulista, como toda populista, é a da massa de manobra. Fará o possível para convencer a população que ele [Lula] tentou de todas as formas ajudar os mais pobres e carentes com a CPMF, mas a oposição, esse conchavo de vilões, não permitiu. Ahh, por ele estaríamos todos muito melhor, mas tem essa oposição pra atrapalhar a vida. Ou seja, sua vida está ruim? Não é culpa do Lula, que DIRIGE a máquina pública, que cria milhares de cargos de confiança, que loteia altarquias e estatais. Não, a culpa é da oposição que faz… oposição. Como dira Tuty Vasques: ô, raça! Note-se que quando o PT fazia oposição (até à própria CPMF) a culpa era de quem dirigia a máquina pública.
Claro que culpar os “outros” é inerente à democracia, o que assusta é o maniqueísmo (o bem contra o mal) da máquina lulo-petista. Cabe agora à oposição convencer o eleitorado que a saúde está mal porque é mal gerenciada.
Lula “sairá pela direita” (no sentindo Garrincha do termo) jogando a culpa das desgraças do pais nas costas da oposição que, por sua vez, tem que ser um zagueiro bom o suficiente e desmascara-lo como, volto a repetir, gerente inapto.
enviado por Marcos V.
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