10 mitos criativos

22 / 04 / 2007   criatividade, mente e cérebro* comente esse artigo

Vou amarrar essa sequência de posts sobre criatividade em um só, facilita a leitura. São conceitos pré estabelecidos sobre criatividade e que no final acabam por inibir o surgimento de novas idéias.

1. “Eu não sou criativo”
Esse mito não está em primeiro lugar à toa, essa é sem dúvida a frase mais ouvida quando as pessoas são colocadas contra a parede pra terem boas idéias. Claro que se estou chamando de mito é porque não considero verdade. Todos somos criativos, o problema é um desbalanceamento de personalidade. Conforme ficamos mais velhos aprendemos a nos auto censurar, com o tempo o id (que representa o desejo, a libido a busca pelo prazer imediato) fica reprimido e não nos liberamos mais. Uma explosão criativa é justamente isso, o prazer de ter uma grande idéia. Com os exercícios corretos aprendemos a apertar o gatilho da criatividade sem perder a (necessária) capacidade de nos controlarmos em outros momentos.
Há pessoas que são muito criativas mas não passam de umas chatas, tem muito artista com essa fama. Aprederam a desligar a censura mas não como religa-la. São criativos mas não são produtivos. Qualquer um pode ser melhor que isso. Essa é a razão pela qual alguns atores tem um grande papel na vida enquanto outros possuem toda uma carreira fantástica.
Resumindo, é criativo quem aprender a controlar o gatilho.

 

2. “Que idéia estúpida!”
As pessoas com alguns grau de intimidade dizem isso umas às outras o tempo todo. Essa é uma das razões pela qual tendemos a barrar a criatividade. Isso é uma trava a mais do gatilho a que me referi na parte 1. A verdade é que todos temos idéias que raramente são brilhantes, algumas são boas, a maioria é mediana, algumas são ruins e raramente temos idéias que são o extrato condensado do que há de péssimo. Da próxima vez que tiver uma idéia, não se censure e nem se permita ser censurado. Pense em como melhorar essa idéia, o que nos levará ao mito 3.

3. Pessoas criativas têm boas idéias
Têm nada! Coisa nenhuma! Pessoas que trabalham a criatividade tem idéias e compartilham com os outros, discutem e acabam transformando uma idéia mediana em uma boa ou excelente. Aliás, se esses “outros” disserem que a idéia é cretina, pergunte a eles o por quê. Se não tiverem nada de útil pra dizer -ahh, é cretina porque é, e pronto!- ignore. Mas se for uma observação boa, incorpore e aprimore a SUA idéia (mito 4). O que acontece é que geralmente esquecemos as “idéias estúpidas” das “pessoas criativas” a acabamos nos lembrando apenas das boas.

4. Crítica construtiva
“Uma crítica construtiva irá me ajudar a aprimorar a idéia”. A verdade é que (quase) toda a crítica é destrutiva, se mais ou menos elegante é outra questão. A melhor forma de lidar com isso é saber que o objetivo da crítica é te colocar pra baixo e analizar se há pontos relevantes nela ou não. Os pontos fracos da sua idéia foram apontados? Se foram, e você detectou isso, transformou uma crítica em uma possibilidade de aprimoramento.

5. “Nós precisamos de um especialista”
Essa, via de regra, é a receita certa pra ter um monte de idéias comuns em cima da mesa. O especialista, em geral, não é um sujeito criativo por conhecer tão bem as soluções existentes, e suas falhas, que acaba por se auto-censurar demais no que diz respeito a inovações. Mas como um especialista é necessário pra não fazermos burrada, o melhor é juntar pessoas de várias áreas em um brainstorm onde possam contribuir com algo novo.
Uma nota, especialistas criativos custam caro porque reunem duas qualidades que são quase antagônicas: capacidade de inovar e capacidade de prever falhas.

6. “Vamos apontar os erros”
“Apontar os erros” é melhor expressão que conheço pra inibir a capacidade de inovação das pessoas. Faz com que só queiramos aparar as arestas e escolhar sempre o lado da segurança (pricipalmente em empresas onde todos sempre tem medo de perder o emprego ou serem ridicularizados) e nunca o do risco inerente que uma nova idéia traz. Uma frase muito melhor é “Como podemos melhorar esse produto?”. Faz que com os erros sejam apontados, melhorar é corrigir o que não está bom, e incentiva o surgimento de uma nova solução (idéia).

7. “Que idéia boa, vamos implementar!”
A pressa é inimiga da perfeição. Não pare na primeira idéia boa, nem tente implementa-la direto, se fizer isso perderá as idéias excelentes que poderiam vir ou mesmo a oportunidade de transformar essa idéia boa em uma melhor. Mas como não dá pra ficar esperando a vida inteira, “as coisas tem que acontecer”, estabeleça, a priori, um prazo de amadurecimento. Na média, dois ou três dias pensando sobre o assunto.

8. “Sou mais criativo quando bebo”
Sei, sei… e deve dirigir melhor também. O álcool, e várias outras drogas, tem o poder de liberar o gatilho (veja o mito 1) ao ponto em que você não irá se criticar o tempo todo, o que ajuda a ser mais criativo, mas anestesia os sentidos, o que piora a capacidade criativa. O melhor é aprender como se “destravar” de forma consciente. O sujeito que está “alto” pode até se achar muito criativo e divertido, mas pra quem tá em volta ele está só… bêbado.

9. “Em time que está ganhando não se mexe”
A nossa tendência é a acomodação, -se já tá bom, pra que mudar?-, quem quer sempre inovar é até visto como um chato. O que é bom hoje deixará de ser assim que alguém vier com uma opção melhor. A carroça era ótima, levava todo mundo pra cima e pra baixo. Aí um sujeito inventou o automóvel e as viagens ficaram 10 vezes mais rápidas. Ai de quem só sabia fazer carroças… Ai de quem não inovou.

10. “Anotar pra quê? Eu tenho boa memória!”
Tem mesmo. E outro dia eu vi uma vaca voando. Memória é contexto, criamos uma pequena história que nos permite lembrar dados ou eventos. As boas idéias muitas vezes ocorrem fora de contexto, em lugares e situações inesperadas. Seu cérebro não está treinado pra reter informações nessa situação, o meu pelo menos não está. Por isso o melhor é anotar a idéia e voltar a ela depois.

 

Esses foram os pontos que considero mais importantes entre os que atravancam a criatividade.

enviado por Marcos V.

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10 mitos criativos: 10 de 10 - “Anotar pra que? Eu tenho boa memória!”

21 / 04 / 2007   criatividade, mente e cérebro* 2 comentários

Tem mesmo. E outro dia eu vi uma vaca voando. Memória é contexto, criamos uma pequena história que nos permite lembrar dados ou eventos. As boas idéias muitas vezes ocorrem fora de contexto, em lugares e situações inesperadas. Seu cérebro não está treinado pra reter informações nessa situação, o meu pelo menos não está. Por isso o melhor é anotar a idéia e voltar a ela depois.

enviado por Marcos V.

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10 mitos criativos: 9 de 10 - “Em time que está ganhando, não se mexe”

20 / 04 / 2007   criatividade, mente e cérebro* comente esse artigo

A nossa tendência é a acomodação, -se já tá bom, pra que mudar?-, quem quer sempre inovar é até visto como um chato. O que é bom hoje deixará de ser assim que alguém vier com uma opção melhor. A carroça era ótima, levava todo mundo pra cima e pra baixo. Aí um sujeito inventou o automóvel e as viagens ficaram 10 vezes mais rápidas. Ai de quem só sabia fazer carroças… Ai de quem não inovou.

enviado por Marcos V.

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10 mitos criativos: 8 de 10 - “Sou mais criativo quando bebo”

19 / 04 / 2007   criatividade, mente e cérebro* comente esse artigo

Sei, sei… e deve dirigir melhor também. O álcool, e várias outras drogas, tem o poder de liberar o gatilho (veja o mito 1) ao ponto em que você não irá se criticar o tempo todo, o que ajuda a ser mais criativo, mas anestesia os sentidos, o que piora a capacidade criativa. O melhor é aprender como se “destravar” de forma consciente. O sujeito que está “alto” pode até se achar muito criativo e divertido, mas pra quem tá em volta ele está só… bêbado.

enviado por Marcos V.

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10 mitos criativos: 7 de 10 - “Que idéia boa, vamos implementar.”

18 / 04 / 2007   criatividade, mente e cérebro* comente esse artigo

A pressa é inimiga da perfeição. Não pare na primeira idéia boa, nem tente implementa-la direto, se fizer isso perderá as idéias excelentes que poderiam vir ou mesmo a oportunidade de transformar essa idéia boa em uma melhor. Mas como não dá pra ficar esperando a vida inteira, "as coisas tem que acontecer", estabeleça, a priori, um prazo de amadurecimento. Na média, dois ou três dias pensando sobre o assunto.

enviado por Marcos V.

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