recebi uma mensagem perguntando se não vou comentar o relatório da technorati sobre o “estado da blogosfera”. Ainda não, por uma razão que considero ehmmm… razoável. O resumo do relatório pode ser lido nos canais de tecnologia dos portais e nas revistas info da vida. O que eu quero é trazer o que normalmente não vem nas manchetes mas que é igualmente interessante. Vou dar um exemplo com um fato apresentado no relatório da Edelman (em conjunto com a technorati) do ano passado. Não é notícia fresca mas acho improvável que alguém tenha lido na grande mídia, eu não vi. Vamos ao caso.
Blogs no japão são um fenômeno muito maior que em qualquer outro lugar, o relatório de 2006 indica 33% dos posts no mundo em japonês (no de 2007 já há mais posts em japonês do que em inglês), isso é impressionante porque são menos de 130 milhões de falantes de japonês no mundo contra mais de 1 bilhão falando inglês e só os EUA possuem o dobro de internautas do Japão -e dai? essa informação tá em todo lugar- eu sei, eu sei, já vou ao caso que interessa. No meio do relatório há uma série de consultores de cada país comentando os dados. No do Japão, Takashi Kurosawa, consultor local da Edelman, fala sobre blogs corporativos e conta que empresas como Nissan, Sharp e Nike foram bem sucedidas na utilização dos blogs como ferramenta de marketing. Eis que a Sony resolve dar o pulo do gato. Quando lançou o MP3 Walkman, alguém surgiu com uma idéia genial: que tal criar um blog de uma garota, Pinky, contando suas aventuras e desventuras, sempre com o aparelhinho no meio das histórias. Não fui irônico, não, achei a idéia muito boa mesmo. O problema é que os leitores começaram a desconfiar das discrepâncias nos posts e logo ficou claro que não havia Pink alguma e era o próprio pessoal da Sony que alimentava a página. Uma informação preciosa que a companhia não conseguiu manter em segredo.
Vamos divagar um pouco. Que tal se a Sony contratasse uma bela estudante, com aquele sorriso gracioso típico das japonezinhas e, discretamente, bancasse as aventuras dela pelo país e mundo. Sempre, claro, com os fones no ouvido. Daria pra incluir vídeo, fotos, sons, etc… não tenho a menor dúvida que seria uma peça de marketing das mais bem sucedidas. Faltou apenas uma coisa ao projeto original: veracidade.
As pessoas até aguentam uma verdade xoxa, mas ficção travestida de verdade geralmente causa revolta. E nos blogs, principalmente os corporativos, a mentira tem pernas curtíssimas.
Em alguns dias volto com o relatório desse ano.
enviado por Marcos V.
Antes que alguém pense que eu tô maluco, acho melhor me explicar. Não tenho nada contra os bons anunciantes, tenho é muito a favor, só não quero os maus anúncios. Se um bom anunciante possui um mau anúncio, que prejudica o meu o CTR (porcentagem de clicks) da página, é melhor bani-lo.
Não vou dar nome aos bois porque acredito ser contra as normas do google adsense, mas dá pra explicar bem o que tá acontecendo.
Dos blogs que gerencio, o que tem melhor resposta apresenta um CTR em torno de 8,5%. É bastante alto, principalmente porque o número é real e não aqueles exercÃcios deturpados do pessoal que vende e-books sobre "como faturar milhoes com seu blog em apenas uma semana". É uma página bastante limpa, o único ponto de anúncio está na barra lateral em um quadrado com duas entradas apenas em uma caixa, parecida com aquelas do google, de 200×200 pixels. Pois bem, na última semana o CTR caiu para 5,5%. Alerta geral! O que está acontecendo? Comecei a acompanhar os anúncios e descobri que um deles SEMPRE se mantinha em primeiro lugar. O anunciante resolveu jogar pesado no leilão do adwords e, sem querer, acabou me prejudicando.
Uma das mágicas dos anúncios de texto é a rotatividade, o usuário vê sempre algo diferente e uma hora encontra algo interessante. Se o anúncio não muda a tendência é ser ignorado, vira um "enfeite" da página, sem condições de competir com o conteúdo. Foi o que aconteceu no caso acima. Só lembrar que eu disse "se o anúncio não muda…", o anunciante pode ser sempre o mesmo. Sei disso porque já fiz diversas experiências em sites meus, mudo apenas o anúncio, o destino continua sendo o mesmo. Isso mantém a taxa de clicks e a de vendas efetivas como retorno desses clicks. Não é, também, o caso do anúncio citado, o texto é uma droga.
Imagine que eu queira fazer um anúncio do webcétera e crie a maravilha a seguir:
TÃtulo: webcétera
Texto: um blog sobre internet.
É horrÃvel e pobre porque é genérico demais, apesar de não ser mentira não diz muito do que o usuário irá encontrar. Agora imagine essa porcaria o tempo todo representando 50% dos anúncios do seu blog. É de fazer chorar. O resultado? bani o cliente no adsense. Fiz isso ontem à noite e hoje o CTR se recuperou um pouco, já voltou a 6,5%.
A princÃpio parece o melhor dos mundos, um anunciante que compra todas as palavras mais importantes do seu blog e paga caro por isso, mas nesse caso é melhor olhar os dentes do cavalo dado. Os anunciantes "mais baratinhos" podem representar um melhor negócio.
E pra fechar (continuando) no mote equestre: antes burro que me carregue do que cavalo que me derrube.
enviado por Marcos V.
Com essa história de SEO, assunto que comecei a abordar aqui no blog, algumas práticas comuns viraram moda. Entre elas, e é realmente um dos pontos mais importantes pra estar bem ranqueado nos sites de busca, o objetivo de muitos SEOs passou a ser conseguir links a partir de sites importantes. O link a partir de um site bem ranqueado vale muito para aumentar o rank de outro. Criou-se o comércio de links e o troca-troca. O primeiro é simples, paga-se para um site colocar um link apontado para o seu site ou blog, o segundo é "gratuito", -coloca aà no seu que eu coloco aqui no meu-
O Edney vem tratando de troca de links no blog dele e o Cardoso também já publicou link não é esmola. Poderia citar vários outros artigos de uma infinidade de blogueiros a respeito, a maior parte deles discutindo a parte social dos links. Mas vamos voltar ao ponto que me interessa agora, SEO.
Que a experiência de montar a Vecom tem sido de outro mundo nem preciso dizer, sair com um site de busca do zero (ainda que parte de base de dados de páginas seja comprada) me levou a ter que pensar em uma série de fatores. Um dos principais é como ranquear os sites. Por que um site merece estar em uma posição melhor do que o outro na sua busca? Entre os mais de 100 fatores que hoje explicam esse ranqueamento, tem um que é muito negligenciado nos artigos sobre SEO, os links que SAEM do seu site, e é fácil entender a importância disso.
O que um sistema de busca quer te entregar como resultado de uma pesquisa é uma lista de endereços com conteúdo relacionado (o melhor possÃvel) com o elementa da busca. Se o seu site apresenta uma lista de links com conteúdos que também são bem ranqueados para o assunto no qual você é mais forte, isso indica que pode se tratar de uma página de referência para o assunto. Para mim, como administrador de um site de busca, é sopa no mel! Listado a sua página eu envio o meu cliente, internauta em um site de busca, para um endereço que aborda, através de links, vários aspectos do assunto. Legal! Consegui uma boa resposta.
Portanto, ao linkar pra fora, você aumenta o valor do seu site. Simples e não exige contrapartida de ninguém. -Ah, mas eu vou perder as visitas porque o internauta vai embora. Até isso é discutÃvel. O mais provável é que você se torne referência para o assunto, atrainda cada vez mais um público afinado com o seu conteúdo e, por isso mesmo, mais propenso a clicar nos seus anúncios (que também são relacionados ao assunto da página).
Atenção, há mais dois fatores que procuramos.
- Links circulares: uma série de endereços que se ligam e a mais ninguém. Não contam pontos.
-
Links demais: se o seu site tem links demais é bem possÃvel que perca pontos, pois pode ser uma tentativa de ludibriar os sistemas de busca. Eu, por exemplo, tenho na minha página de links o blog do Bruno Alves (quebrei a regra porque não lembro o sobrenome) porque falamos de assuntos próximos., mas não tenho nada apontando para um blog sobre borboletas da Tasmânia.
A melhor solução para os dois casos não é uma lista de links em todas as páginas, mas em cada post (para um blog, por exemplo), colocar links relacionados. É simples, barato, ético e funciona.
enviado por Marcos V.
Eu achava que entendia de SEO (veja a definição a seguir), mas depois que comecei a trabalhar mais seriamente no projeto da Vecom descobri que sabia muito pouco. Já temos mais de 100 critérios para definição de ranking de sites e, apesar dos pesos deles serem diferentes, cada um tem uma importância capital na hora de colocar suas páginas em destaque. Como não é possÃvel descobrir o fogo todo dia, alguém já fez isso por nós há uns 40.000 anos, os sistemas de busca trabalham com critérios muito parecidos, tanto que aproximadamente 70% dos primeiros 100 resultados coincidem para as principais buscas. Mas vamos à definição.
O que é?
SEO - Search Engine Optimization, Otimização para sites de busca. É a tentativa de transformar em método os caminhos utilizados para um site obter destaques nas buscas feitas no google, yahoo, vecom, etc…
Hoje a maioria dos sites de busca envolvem robôs, programas que varrem a internet indexando tudo o que encontra pela frente, depois computa as relações entre elas e, a partir de critérios (muito bem) estabelecidos, define um ranking para cada página/site.
Por que me preocupar com isso?
Um site nas primeiras posições recebe mais visitas e, consequentemente, ganha mais dinheiro, seja efetuando vendas ou esperando cliques em anúncios.
É ciência ou chute?
SEO é marketing (e não chute) porque envolve saber (descobrir?) como funciona um site de busca. Consiste na combinação de uma série de técnicas e na aplicação delas em diversas partes do site: código, design, estrutura, etc… sem que isso produza uma alteração perceptÃvel ao usuário, apenas aos sites de busca. Em outras palavras, o design do seu site deve se preocupar com os humanos que irão visita-lo, depois de definida essa parte, começam as alterações que se preocupam em facilitar a vida dos sistemas de busca.
A qualidade do tráfego
Não adianta nada ter visitantes no seu site se o tráfego é de má qualidade. Um visitante de boa qualidade é aquele que chega ao seu site buscando o que ele tem de melhor. Por exemplo, se alguém está procurando por pescaria e chega até seu blog que fala de natação (note que há uma relação, os dois envolvem água) a probabilidade do usuário consumir algo (comprar, clicar em um link patrocinado, etc…) é muito pequena. Todo usuário que não consome representa um custo. Afinal, hospedagem, criação, manutenção, alimentação do conteúdo, etc… têm um custo, seja pagando a terceiros ou em horas do seu trabalho. SEO deve melhorar o desempenho do seu site para as buscas nas quais seu conteúdo é mais forte. Ainda no nosso exemplo, irÃamos querer melhor em busca como natação, aprenda a nadar, michael phelps, etc…
Resumo da ópera
Crie um bom site com bom conteúdo e, uma vez definido seu projeto, comece com as alterações, a maior parte delas imperceptÃveis para os usuários, que irão melhorar o desempenho das suas páginas nos sites de busca.
Essa post é a abertura de uma nova seção do blog (SEO). É um assunto que me interessa muito (não estou montando um site de busca com bilhoes de páginas indexadas porque acho isso chato) e com uma frequência alta vou comentar aqui sobre as técnicas de otimização.
enviado por Marcos V.
A expressão problogger virou sinônimo do sujeito que bloga profissionalmente. Mas a popularidade do termo é um tanto recente, tem uns dois anos. E, que eu me lembre, quem realmente transformou problogger em uma palavra conhecida foi o australiano Darren Rowse do problogger.net. Reparou no domÃnio? Tem final .net e não .com. Imagino que quando registrou alguém já tinha o .com (disse que ele popularizou, não que inventou a expressão).

Recentemente o dono do problogger.com colocou o domÃnio em um leilão com preço de reserva de US$ 4.000,00. Ninguém levou. Nem mesmo o Darren. Acho difÃcil imaginar que o faturamento do blog dele não suporte um investimento de uns poucos milhares de dólares, apenas não achou necessário. Por que? De qualquer forma parece que chegaram a algum tipo de acordo e agora o problogger.com abre no blog dele. Se não pagou os 4 mil, e ninguém mais quis, é de se imaginar que levou por menos.
Humm, claro que o .com tem um valor intrÃnsico, afinal a maioria das pessoas digita qualquer coisa com .com no final, da mesma forma que no Brasil colocamos .com.br no final de tudo. Mas a construção de uma marca é o mais importante. Se ao pensar no seu site o que vier à cabeça do internauta for uma terminação .net e não .com.br o trabalho já está feito. Perde-se algum tráfego, claro, mas a maior parte irá guardar a informação. Na verdade, dependendo de como for trabalhado, um domÃnio diferente pode até ser um fator a mais na retenção da marca.
Temos um exemplo no Brasil. Um dos blogs mais acessados, se não for o individualmente (em outro post explico o motivo desse individualmente) o mais, é o contraditorium.com. O .com.br abre um daqueles insuportáveis sites parasitas de propaganda (por isso não tem link aqui) e nem por isso é um fracasso. Ao contrário, como já disse, é um sucesso. O Cardoso conseguiu construir um nome.
E há um outro fator, para os sites de busca tanto faz qual o seu domÃnio, os robôs irão varre-lo e indexar o que encontrar pela frente. Para as listas de blogs (technorati, blogblogs, etc…) também é indiferente. Ou seja, seu domÃnio aparecerá nas buscas.
Costumo dar dois conselhos aos meus clientes, primeiro escolha um nome que goste e registro os importantes relativos a ele (.com.br, .com, .net, etc…)
Se não for possÃvel reter a extensão mais comum trabalhe bem o domÃnio por todas as mÃdias. A primeira delas é o seu próprio site. Se a sua terminação não for .com.br, como a maioria dos brasileiros está acostumado, toda vez que se mencionar digite o domÃnio inteiro e não apenas o radical. Por exemplo: -… já publiquei aqui no 123dasilva4.net a importância do truco na minha vida afetiva…
Eu sempre insisto nessa tecla, mas o primeiro fator que trabalha a favor do seu site é o conteúdo. Se for um conteúdo de qualidade sua marca (domÃnio) será lembrada.
enviado por Marcos V.
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