mão amarela

11 / 12 / 2007   Genéricas* comente esse artigo

 Um dos dois fez. Ahhh, fez!

Bebê chorão segurando bebê chorão

enviado por Marcos V.

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Melhor seria estar “melhor preparado”…

28 / 11 / 2007   Genéricas, política* 2 comentários

O jornalista Paulo Henrique Amorim costumava elogiar os tucanos. Até o dia da desgraça [deles]: essas aves bateram asas (ou tiveram suas asas batidas) pra longe do palácio do planalto (sim, com minúsculas). Hoje PHA costuma elogiar os (adivinhe!) petistas. Acho mesmo que se algum dia o Gabeira for presidente do Brasil é capaz de PHA ir trabalhar de bicicleta.

Jacque é pra ser rizível, retornando à fêmea fresca de bovino (voltando à vaca fria), em seu site/blog/ou-seja-o-que-for PHA, nessa nova fase, não perde a oportunidade de achincalhar Fernando Henrique Cardoso, eu também não. Mas, como diria o craque da bola, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Num discurso recente FHM FHC afirmou que um dirigente deve estar “melhor preparado”. PHA não perdeu tempo e jogou inquietante enquete no ar:

FHC diz ‘melhor preparado’ em lugar de ‘mais bem preparado’. Por que será?

  1. Porque ele é um analfabeto.
  2. Porque ele é de uma classe social inferior.
  3. Porque ele é metalúrgico.
  4. Porque ele é nordestino.

Hummm, senão, contudo, entretanto, vejamos: a expressão “mais bem” funciona como advérbio de modo. “Melhor” como adjetivo. Ou seja,”mais bem” se relaciona com ou é comparativo de “bem” da mesma forma que “melhor” se relaciona com ou é comparativo de “bom”. Como ninguém diria “bom preparado” e sim “bem preparado” conclui-se que o correto é “mais bem preparado”, como quer PHA.

PHA, e uns outros tantos, e a vida? Sim, a língua vive. Nasce, cresce e morre. Vamos em frente. Que tal falar do Luís (pode perguntar que Luís, o nome não rima com armário)? Sim, o Camões. Está lá no canto IX: ” O pomo que da pátria Pérsia veio, Melhor tornado no terreno alheio. ” (Os Lus., IX, 58). Que tal o Camilo (Castelo Branco): “… um almoço melhor adubado que o da ceia …” (O Santo da Montanha). Não é um o “inventor” da língua e o outro o “primeiro operário”? Tudo bem que não são assim um… PHA.

Não nego que ‘mais bem preparado’ soa melhor, é a forma que a maioria utiliza, por isso dizemos ‘bem feito’,'bem falado’, etc… Mas daí a esquecer que ‘melhor preparado’ remete a ‘preparado de um modo bom ou melhor’ e que ‘melhor falada’ nos leva à ‘língua falada de um modo melhor’, portanto ‘melhor falada’, há uma boa distância. Esse português de manual de redação e estilo de jornal já deu o que tinha que (não) dar.

Parece que o PHA só tem PHD em aporrinhação: PHAla sério!

enviado por Marcos V.

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liberdade de expressão

05 / 09 / 2007   Genéricas* comente esse artigo

É simples assim: liberdade, de qualquer tipo, é quase insuportável. Somos todos a favor da liberdade de expressão, até que confrontados por ela.

Uma das minhas lembranças mais aguda foi o primeiro tapa que a liberdade me deu. Mostrou bem qual o peso da sua mão. Não sei se há outro lugar no mundo em que isso pudesse ter ocorrido. Alguns dirão que não vale a pena. Eu disse e estava errado, demorei a entender que a expressão pode não valer nada, a liberdade de expressar-se é tudo. Vamos à história.

De férias na Florida, naquele passeio típico Disney/Nasa/Miami, uma rua fechada. A polícia deslocando o tráfego por uma via alternativa. Realmente tem que ter muita “sorte” pra pegar o caminho de um desfile e ficar preso no caos do trânsito. Tudo o que um paulistano não quer em suas férias é ficar parado dentro do carro. Mas ao menos veria uma cena daquela com bandinhas, carros alegóricos e um monte de americanos comendo pipoca e aplaudindo. Há um lado antropólogo meu que resolveu curtir a cena. Bom, mas não era nada disso. Lá vem um pessoal marchando, muita gente xingando e… -não pode ser! Mas é!- um desfile de neo-nazistas. Vestidos com aquelas roupinhas esse-esse, suásticas, keps brilhantes, marchando à passo-de-ganso e estampando um sorriso desafiador. Claro que todos os “apoiadores” estavam no próprio desfile, a “audiência” queria mesmo era esganar aquela gente. Cabia à polícia assegurar a integridade física dos “arianos”. Sul dos EUA, a maioria dos policias eram latinos ou negros. Quem garantia a vida daquela gente eram os que eles (os nazi) juraram odiar. Que loucura, pensei.

Mais tarde, passa na TV uma entrevista com um policial (negro) explicando que tudo transcorrera da forma mais calma possível e ninguém havia tentado qualquer ação violenta. Ele estava satisfeito com o seu trabalho, estava satisfeito com a primeira emenda.

Congress shall make no law respecting an establishment of religion, or prohibiting the free exercise thereof; or abridging the freedom of speech, or of the press; or the right of the people peaceably to assemble, and to petition the government for a redress of grievances.

O Congresso não legislará no sentido de estabelecer uma religião, ou proibindo o livre exercício dos cultos; ou cerceando a liberdade de palavra, ou de imprensa, ou o direito do povo de se reunir pacificamente, e de dirigir ao Governo petições para a reparação de seus agravos.

Entendi finalmente. Ele não estava protegendo os tais nazistas, é bem provável que preferisse desferir uns sopapos neles, estava “lutando” por Martin Luther King declamando seu sonho de igualdade a uma platéia emocionada. Os constituintes americanos entenderam ainda no séc. XVIII as proposições de Adam Smith, na generalização de Vincent de Gournay, “Laissez-faire, laissez-passer” - “deixe fazer, deixe passar”. E eu achando que o problema era o mercantilismo! Deixe passar mercadorias e mais tarde deixe passar o capital. Na verdade o que deve passar é sempre o pensamento. Sem ele não há produto, não há dividendo. Em um ambiente para blogueiros eu diria “deixe pensar, deixe publicar”.

Não gostou de algo que leu? Manifeste-se! Há uma área para comentários por aí, em algum lugar. Em todo o lugar.

O que não podemos é transformar a Internet em uma praça londrina onde se pode falar o que quiser de qualquer um, menos “falar mal” da rainha. Por que? Simples, quem julga o que é bom ou não, no final das contas, é sempre a própria rainha, ela mesma ou seus cavalariços. O mesmo povo que “inventou” a câmara dos comuns manteve algo mais “comum” que as outras coisas.

Naquele dia entendi que a diferença entre mim e os que desprezo (nazistas/facistas/stalinistas/castristas/pinochetistas/etc-teristas) é que no meu mundo eles falam, no deles me calam. Me danam.

PS: claro que se a liberdade for com humor, melhor ainda.

enviado por Marcos V.

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promessa quebrada

24 / 08 / 2007   Genéricas* comente esse artigo

Eu sei que há um mês disse que havia voltado, e não voltei. Promessa é dívida, e vou paga-la com juros. Infelizmente uma série de acontecimentos ocuparam boa parte do meu tempo e tive que usar o pouco restante para as atividades que pagam as contas. Esse blog, ainda, não é uma delas, apesar que de não estar tão longe disso.

A boa notícia é que estou a apenas uma cirurgia de uma correção importante.  A má notícia é que ainda falta uma cirurgia.

Mas dessa vez confirmo, voltei mesmo!

Vou começar com duas alterações, uma na linha editorial do blog, vou falar um pouco de comportamento, sobretudo político, e (ataques à) liberdade de imprensa.

Além disso, atendendo a pedidos, pretendo construir um mini motor de busca, ainda não decidi se em perl, python ou java, mas certamente em uma dessas para que possa ser reproduzida em qualquer sistema operacional.

É isso. até daqui a pouco…

enviado por Marcos V.

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voltei (novamente)!

12 / 07 / 2007   Genéricas* comente esse artigo

muito trabalho e saúde claudicante me tiraram do ar por 30 dias. O tempo foi necessário para recuperação, mas agora vai! Digo, vou!

A partir de amanhã (re)começo a postar nesse blog. Um abraço e obrigado a todos que se mantiveram leitores e assinantes  durante esse mês sabático.

enviado por Marcos V.

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