Se você quer atrair cada vez mais visitas e garantir que elas voltem, só há uma forma: bom conteúdo! Todos visitamos um blog porque tem informação útil, ou inútil a ponto de nos fazer rir. O conceito de utilidade certamente varia de leitor para leitor, mas existe um denominador comum que não é difícil de ser encontrado. Por exemplo, se na sua escola, faculdade, local de trabalho, etc… todos riem das bobagens que você diz, ótimo, isso pode ser um bom conteúdo, escreva suas gracinhas no seu blog. Mas vamos às regras:
1. Escreva bem
Escrever bem não significa nunca cometer um erro gramatical ou fazer o Pasquale se sentir no pré-primário. Escrever bem é transmitir uma idéia com clareza, seguir as regras de um bom texto e ser capaz de prender a atenção do leitor.
2. Promova a discussão
Um blog começa no post, mas termina nos comentários dos seus leitores. Promova a discussão entre eles incentivando os comentários. Frases como “E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário” realmente funcionam. Apenas tome cuidado para não promover uma guerra na área de comentários do blog.
3. Escolha temas relevantes
Quanto mais importante o tema maior a probabilidade das pessoas se interessarem por ele. Isso independe do nicho do seu blog. Escolha algo que seu público gostaria de saber mais a respeito. Para blogs temáticos, uma boa regra é fazer a pergunta: “Se eu fosse leitor desse blog, gostaria de saber mais sobre isso?” Seja sincero consigo mesmo e, convenhamos, se nem você se interessaria pelo tema, por que seus visitantes iriam gostar?
4. Não se prolongue
Esse item deveria ser apenas: seja tão breve quanto possível. Mas vou quebrar essa regra e me extender
Se a sua intenção é escrever a nova versão de “Os Sertões” a cada post, seus leitores irão fugir. Há quem goste e quem odeie o fato de os internautas não gostarem de posts bíblias de tão longos, mas é um fato: posts sucintos, que vão direto ao ponto, atraem mais leitores. Se você quiser que seu site seja algo além do “blog do eu sozinho”, tem que respeitar esse fato.
5. Escolha temas atuais ou eternos
Na hora de escolhar o tema do artigo, há três possibilidades: 1. pode ser um assunto extremamente atual, como a grande notícia do dia; 2. uma questão eterna, daquelas que estão sempre nas rodas de discussão; 3. notícia velha.
Qualquer post que se encaixe nos casos 1 e 2 está ótimo, mas não existe nada melhor pra espantar leitores que tratar um assunto que foi mediamente importante há dois ou três meses como se fosse o grande tema do momento.
obs: pra quebrar esse tese, se você conseguir “requentar” um assunto, marcará muitos pontos com seus leitores.
E pra lembrar do item 2: deixe um comentário sobre o que te faz ler um post até o final.
enviado por Marcos V.
Esse blog é sobre blogs. Via de regra, blogs são “escritos”. Portanto, cabe comentar a língua. Eis aqui mais um artigo.
A expressão concordo em “gênero, número e grau” é mais rodada que baiana de escola de samba, ouve-se a todo momento. Mas está correta? Bom, isso depende de quem responde. Não vou chegar aos “palavrões” como sintagma, mas pretendo cobrir o assunto. Primeiro, uma explicação sobre o significado de cada elemento da expressão.
gênero: o que distingue o masculino e o feminino. Ex: o barco (gênero masculino), a casa (gênero feminino).
número: indica o número de entidades. Em português, há duas flexões: singular e plural. Ex: um carro, dois carros.
Uma curiosidade, em algumas línguas há uma terceira forma, o dual. Assim, teríamos uma palavra para o singular (carro), outra para três ou mais (carros) e uma terceira para indicar apenas dois carros (carroi - isso foi apenas um exemplo inventado, carroi não existe em português!).
grau: indica o nível de “grandeza” do elemento. Em português, para substantivos, há duas formas: diminutivo (carrinho) e aumentativo (carrão).
Agora começa a suposta confusão. Em português, o gênero e número devem seguir a concordância.
Exemplo de gênero: casa amarela, carro amarelo. Casa é feminino, portanto amarelo deve concordar e também ir para o feminino (amarela). Como carro é masculino o adjetivo vai para o masculino (amarelo).
Exemplo de número: casa amarela, casas amarelas. No caso em que o substantivo está no plural (casas), o adjetivo deve concordar e também aparecer no plural (amarelas).
A polêmica surge porque em português não há exigência da concordância em relação ao grau. Eu posso dizer carrinho amarelo, não é necessário diminuir o adjetivo (carrinho amarelinho). Por não ser obrigatório, diz-se não se tratar de uma concordância, mas de uma derivação.
E justamente por não ser o grau uma concordância, o mais “correto” seria dizer apenas “concordo em gênero e número”.
Há também quem defenda que a expressão deveria ser “concordo em gênero, número e caso”. É puro pedantismo. Explico.
Quem já teve a sorte de estudar latim sabe que há derivações para cado caso (acusativo, nominativo, etc…) e, por ser o português uma língua latina, poderia ser utilizado na expressão. Eu discordo, isso vale para o latim, não para o português. E, sendo assim, também há línguas em que a concordância de grau é compulsória, línguas latinas inclusive, isso torna a expressão “concordo em gênero, número e grau” correta? Claro que não, mas por ser de uso comum e popular eu concordo com seu uso em “gênero, número e grau”.
Espero que o artigo tenha sido útil, e aguardo os comentários.
enviado por Marcos V.
Sei não, penso que de tanto admirar a qualidade do texto vejo lições em tudo o que escreve Ivan Lessa. Na coluna publicada hoje na BBC Brasil, o autor explica como prender a atenção do leitor. Interessante a técnica, basta ser “íntimo” do internauta, ser “pessoal”. É uma ótima explicação sobre o sucesso de alguns blogs: seus autores estão expostos ao leitor, são um igual.
Também mostra como citações, surradas ou não, humm, acho que apenas as surradas, dão uma ajuda.
Bom, espero que nenhum maluco me acuse de plágio ou violador - de direitos, que fique claro - por este excerto.
Mundo, mundo mínimo
Da BBC Brasil - BBC
(Ivan Lessa)
- Colecionador implacável que sou de lugares-comuns, um dos que mais me aflige é essa mania de pegarem os versos de Drummond e encaixar numa tolice qualquer, tal como estou fazendo aqui. É só o leitor bobear que o jornalista taca lá uma variação sem graça do “mundo, mundo, vasto mundo, se eu me chamasse Raimundo…”
Pois é. Vocês manjam. Não sei qual o mais violentado de nossos poetas, se o Drummond do Raimundo e sua rima, ou se o Vinícius de Moraes de “as muito feias que me perdoem, mas beleza é fundamental”. Fundamental é deixar os poetas em paz e seguir adiante com o texto.
Que é o que vou tentar fazer agora.
Já quebrei a cara - ou terei feito ironia? Cabe ao leitor escolher, embora eu saiba que deixar as coisas por conta de leitor é cutucar onça com vara curta -, já dei com os burros na água, para mudar de imagem, já engrossei, então, segundo meu próprio raciocínio, ao dar o nome que dei a estas pífias digitações numa manhã fria e ensolarada de fevereiro em que curto e sou curtido por um resfriado que ameaça virar gripe.
Peguei intimidade. Dei satisfações do tempo na cidade em que vivo. Prestei contas de minha saúde, ou pelo menos da parte dela (tem cacófato aí, professores?) que julgo procedente compartilhar com o cavalheiro e a senhora aí na quinta fila.
Esse o jornalismo moderno. Informatizado. Eletrônico. Fugaz e vivaz simultaneamente. Fisgar 40 segundos da atenção do internauta não é mole não, minha gente. Vinte segundos, para pegar o título e as primeiras duas linhas, e eu me considero um Paulo Coelho, de tão lido, de tão vendido (no melhor sentido possível, ó bom Coelho!).
Escrever é seguir em frente.
enviado por Marcos V.