Outros artigos da série planejamento estratégico do(s) seu(s) blog(s)
- Ganhe US$1,00/dia e faça US$5.000,00/mês
Este artigo é o primeiro de uma série sobre planejamento estratégico de blogs. Nesse primeiro texto vou criar uma “ambição”, o que desejo do meu blog? No próximo vamos planejar o blog em si e estudar mais detalhadamente as metas propostas aqui. Claro que na prática se dá o oposto, mas nessa ordem a leitura fica mais apetitosa.
O primeiro passo
Ok, o título está incompleto, o mais correto seria dizer “ganhe US$1,00 por dia e depois de 2 anos faça US$5.000,00 por mês”, mas seria muito grande, não? Uma vez estabelecida essa meta, vamos ver como alcança-la.
Todos conhecem o batido ditado que uma maratona começa com o primeiro passo, o mesmo se dá com os ganhos do seu blog, começam com o primeiro tostão. Por uma questão de conveniência utilizarei aqui US$ 1,00= 1 To$tão.
Estabelecendo metas
Vamos estabelecer uma média bastante conservadora de visitação por dólar, no caso vou utilizar 150 visitas para arrecadar US$ 1,00. Note que não falo de qualquer programa de monetização em particular, mas do faturamento total do blog. Com essa visitação seu faturamento é provavelmente maior, se não for é preciso analizar o que está errado. Uma exceção são os sites eróticos, que possuem uma taxa de conversão bem menor.
Claro que ninguém irá se satisfazer com 1 To$tão por dia, então é melhor planejar o crescimento do seu blog. A fase fácil do crescimento é o começo. Dobrar sua visitação de 150/dia para 300/dia ou de 300/dia para 600/dia é razoavelmente fácil, um ou dois links de boas fontes ou uma boa classificação no Google de algum termo com ocorrência média de buscas irá produzir esse efeito. Mais difícil é ir de 1.500 para 3.000. Para produzir esse aumento é necessário uma retenção de visitantes bastante razoável. Dificilmente um blog com uma taxa de fixação menor que 35% irá alcançar esse desempenho. Só para clarificar, o que chamo de taxa de fixação é o complemento do famoso “Bounce Rate”, ou seja, é necessário atingir um “bounce rate” menor que 65% (100% - 35%), e representa quanto dos usuários que chegam até o seu site (por links em outros blogs, através de sites de busca, escrevendo o endereço diretamente no browser, etc…) realmente navegam por ele.
Taxas de crescimento
O crescimento percentual espetacular registrado nos primeios meses, não irá se manter ao longo do tempo. Provavelmente você será eficiente em atingir alguns nichos de mercado, mas é improvável que consiga se espalhar a ponto de se tornar algo realmente popular e atingir diversas faixas etárias, níveis sociais e educacionais, regiões, etc… Com isso é necessário adequar sua expectativa de aumento de visitação para uma nova realidade. No exemplo abaixo eu trabalhei com 25%/mês de aumento de base nos doze primeiros meses (lembre-se que saímos de apenas 150 visitas/dia) e 10% ao longo do segundo ano. E como já disse, esses 10% são MUITO mais difíceis de serem mantidos que os 25% iniciais.
O resultado
Essa meta abaixo é factível? Posso afirmar que sim, mas exige uma enorme dedicação. Se você não tiver nascido com seus preciosos glúteos voltados na direção do satélite natural da Terra, e aposto que não, terá que trabalhar muito pelo seu blog, cumprindo todo o bê-a-bá das redes sociais, comentário, parcerias e muito conteúdo original.
Abaixo a tabela com as metas.
Lembrando que o crescimento para o primeiro ano é de 25% ao mês e 10% ao mês para o segundo ano. A taxa de conversão assumida é de 150 visitas para gerar US$ 1,00 de renda.
As colunas são, na ordem:
1. mês
2. faturamento diário em US$
3. faturamento mensal (30 dias) em US$
4. visitas necessárias para alcançar o faturamento
| taxa cresc. Ano 1 |
1,25 |
|
|
| taxa cresc. Ano 2 |
1,10 |
|
|
| visitas/US$ |
150 |
|
|
| |
|
|
|
| mês |
fat. Dia (US$) |
fat. Mês (US$) |
visitas diárias |
| 1 |
1,00 |
30,00 |
150 |
| 2 |
1,25 |
37,50 |
188 |
| 3 |
1,56 |
46,88 |
234 |
| 4 |
1,95 |
58,59 |
293 |
| 5 |
2,44 |
73,24 |
366 |
| 6 |
3,05 |
91,55 |
458 |
| 7 |
3,81 |
114,44 |
572 |
| 8 |
4,77 |
143,05 |
715 |
| 9 |
5,96 |
178,81 |
894 |
| 10 |
7,45 |
223,52 |
1118 |
| 11 |
9,31 |
279,40 |
1397 |
| 12 |
11,64 |
349,25 |
1746 |
| 13 |
12,81 |
384,17 |
1921 |
| 14 |
16,01 |
480,21 |
2401 |
| 15 |
20,01 |
600,27 |
3001 |
| 16 |
25,01 |
750,33 |
3752 |
| 17 |
31,26 |
937,92 |
4690 |
| 18 |
39,08 |
1.172,40 |
5862 |
| 19 |
48,85 |
1.465,49 |
7327 |
| 20 |
61,06 |
1.831,87 |
9159 |
| 21 |
76,33 |
2.289,83 |
11449 |
| 22 |
95,41 |
2.862,29 |
14311 |
| 23 |
119,26 |
3.577,87 |
17889 |
| 24 |
149,08 |
4.472,33 |
22362 |
enviado por Marcos V.
Há vezes em que uma página do seu site mostra anúncios (do adsense) sem relação alguma com o conteúdo, e, consequentemente, com um baixo CTR?
Se você monitora seus anúncios de perto sim, isso acontece. Há um instrumento do google adsense para direcionar os anúncios do site e ignorar outras partes. Eles dão o nome de “direcionamento por seção”. É um trabalho simples e rápido, basta envolver o conteúdo com comentários html que são, na verdade, diretivas para o adsense:
<!– google_ad_section_start –>
<!– google_ad_section_end –>
Informando ao adsense: ignore isso!
Algo que você provavelmente deseja ignorar são os comentários. Geralmente “lotam” a página com termos e expressões que fugiam do tema original do post acabam desvirtuando os anúncios. É bom lembrar que se há muitos comentários eles podem ser a maior parte do conteúdo. Isso mesmo, não é raro ter mais texto lá do que no artigo em si. Por isso, o bom é “passar a régua” neles (os comentários) e deixa-los invisíveis para o adsense. Para fazer isso, com os comentários ou qualquer outra área de uma página, insira o código como abaixo:
<!– google_ad_section_start(weight=ignore) –>
aqui está o conteúdo que o adsense deve ignorar comentários e outras bobagens
<!– google_ad_section_end –>
É só isso e o adsense irá ignora-los
Informando ao adsense: isso é importante!
Há também a situação oposta, sua página tem um monte de lingüiça cheinha e um pequeno pedaço onde está a informação importante. Que tal destacar isso para o adsense? Pois bem, é só utilizar a mesma diretiva, sem o ignore:
<!– google_ad_section_start –>
seu post ou conteúdo importante. Deve haver material suficiente para ser indexado pelo adsense. Se você colocar umas poucas palavras o google não conseguirá formar uma base para anúncios relevantes e em quantidade.
<!– google_ad_section_end –>
Não espere uma mudança radical e instantânea. Eis o que diz na página do adsense:
Você pode usar o direcionamento por seção em uma página para quantas seções desejar. Não podemos garantir resultados, no entanto, e pode levar até duas semanas para que os nossos indexadores levem em consideração quaisquer alterações que você faça em seu site.
Eu recomendo, sobretudo ignorar os comentários. Estou fazendo uma limpa nos sites que administro pra fazer isso.
enviado por Marcos V.
Vale a pena ler o que escreveram o Bruno e o Nospheratt sobre as alterações no adsense. São basicamente três:
- a partir de agora há espaços navegáveis: duas setas (avançar e retroceder) permitem carregar novos anúncios sem recarregar a página (enquanto escrevia isso não apareceu nenhuma, assim que chegar coloco uma imagem)
- antes, a área clicável do adsense era todo o anúncio, agora apenas o título e o link do site são clicáveis. Ilustro a diferença na imagem abaixo, as áreas clicáveis estão em verde.

- sua taxa de conversão será examinada. Grosso modo, o Google irá monitorar quanto dos cliques nos anúncios de um site são, de fato, convertidos em vendas para o anunciante.
As implicações são todas a favor do anunciante, o que é muito bom para os “bons” blogueiros. Você caça para-quedistas? Não? Então não tem com o que se preocupar em relação ao item 3, sua taxa de conversão deve ser muito boa.
Quanto ao item 2 (a área clicável), segundo o próprio blog do adsense, é de esperar uma queda no CTR do anúncios. Humm, não foi o que vi por aqui. Nossos melhores sites continuam com taxas boas e os piores com taxas ruins. Não houve nada além da flutuação normal. Na verdade dois dos principais sites flutuaram para cima. A explicação, creio, é simples: todos estamos acostumandos com o formato de um link e a tendência é dirigir o ponteiro do mouse diretamente sobre ele.
E finalmente quanto ao item 1 (as setas), acho que se trata apenas de uma experiência deles (google) com a mídia. Será uma surpresa para mim se isso provocar um aumento no CTR, pelo menos em um primeiro instante. É capaz que com o tempo os internautas “descubram” esses discretos ponteiros e passem a brincar com eles, mas acho improvável que isso represente uma ganho real para os “publishers”. Um aumento de 0,1% é irrelevante para nós, mas imagine isso sobre o total faturado pelo Google com o Adsense. Para eles faz sentido.
Essa foi a minha volta ao tema original do blog.
enviado por Marcos V.
Essa semana, um belo dia pela manhã, abro os portais pra me atualizar (enojar) com as notÃcias, resultados do esporte, etc… Quando vejo uma nota bombástica em destaque: o asteróide Pallas vem em direção à Terra! Sou um viciado em astrofÃsica e por isso sei que o Pallas é um monstrengo com lado maior de 500km. Pra se ter uma idéia o asteróide que teria acabado com os dinassauros tinha 8km no lado maior! Um choque com algo tão grande (como o Pallas) tem a capacidade de “rachar” uma placa tectônica. A erupção gigantesca lançaria tal quantidade de detritos que o planeta entraria em uma fase sombria de milhões de anos. Já houve uma megaerupção dessa na história do planeta, onde hoje fica a sibéria, e destruiu mais de 90% da vida. Enfim se o Pallas se chocar com a Terra, acabou, fim, bau bau.
Mas peraÃ, esse é um dos asteróides mais conhecidos (por ser o segundo maior), não tem como sua rota se desviar dessa forma. Bom, vamos ver na nasa: nada. Na esa: nada. No new york times: nada. No london times: (adivinhou) nada. Só tem no estadão, no uol e no terra? humm estranho. Vou ler a notÃcia novamente.
O link leva para um site chamado mundodaastronomia.com e cita uma tal de “international astronomical center”. PeraÃ, esse negócio não existe. Quem manda em astronomia é a IAU (International Astronomical Union).
Caramba, os portais brasileiros comeram bola e noticiaram algo que não existe?
Claro que a essa altura todos sabemos o desfecho, era uma propaganda. Algum “genial” publicitário teve a idéia de disfarça-la de notÃcia. Algum “estupendo” vp de publicidade de renomada empresa automobilÃstica aprovou. Alguns diretores comerciais de veÃculos de comunicação aprovaram.
Não foi genial, não foi estupendo. Foi ridÃculo. Mas pior do que isso, foi anti-ético. E não estou me referindo à ética babaquinha do bom mocismo. Aqui se trata de mentira, pura e simplesmente. E não adianta dizer que estava descriminado como “publicidade”, porque aparecia de forma muito disfarçada, era necessário procurar por isso para achar. Houve a clara intenção de enganar os leitores.
O CONAR (conselho nacional de auto-regulamentação publicitária) não se manifestou ainda mas já deixou claro que propaganda NÃO PODE ser exibida como notÃcia. Propaganda é propaganda, notÃcia é notÃcia. Isso de tão óbvio parece até frase de jogador de futebol.
-Tá, vc fica quase um mês sem aparecer e vem com essa historinha de propaganda anti-ética? É verdade, caro leitor, mas é que essa historinha me lembra aqueles links de propaganda inseridos no meio do texto e que tantos blogueiros gostam.
Afinal, qual a diferença entre inserir uma propaganda que parece notÃcia e um link que parece notÃcia ou opinião?
Pois é, voltei e continuo, com as minhas galochas, um chato.
enviado por Marcos V.
Tirando o atraso dos blogs que assino, vi um posto no DailyBlogTips sobre anúncios no texto. Como esse é um assunto que tenho discutido com os novos parceiros, acho que merece uma reflexão aqui. Será que vale a pena colocar um anúncio no meio do seu texto? Isso afeta a qualidade da visita do seu leitor? É ético?
Eu me lembro de uma entrevista com o Carlos Nascimento, à época ainda trabalhando na Globo, sobre a cobertura do 11 de setembro, mais especificamente o ataque às torres gêmeas em NY. Na ocasião, ele dizia que a medição de audiência mostrou que mesmo quem estava assistindo a outros canais (e todos, sem exceção, pararam a programação e começaram a cobertura do fato), na grande maioria, mudou para acompanhar a Globo. Por que? Segundo o jornalista, a Globo seria garantia de jornalismo sério. Não vou discutir aqui a qualidade em si do jornalismo da Globo, mas a razão que leva o público a ter essa percepção me interessa.
Como não tenho as pesquisas em mãos só posso intuir, o que é sempre péssimo. Mas um dos motivos deve ser o fato de que não se vê jornalistas das organizações Globo (rádio, tv, jornais, etc…) fazendo propaganda, merchandize, testemunhais (aquele tipo de propaganda em que o jornalista diz -confira como esse molho de tomate é o mais gostoso!), matérias pagas, etc… O público pode até pensar que a Globo em si tenha uma agenda, mas seria editorial, não do jornalista. É muito duro acreditar em quem tem uma etiqueta de preço colada na testa.
E o que isso tem a ver com blogs? Afinal, blogueiros, em geral, não são jornalistas. Estamos mais para “palpiteiros” ou, sendo muito benevolente, colunistas. E não há nada de errado nisso. Há um espaço na web para indicações de links (o blog original era isso), “palpites ao vento”, interpretações de notÃcias, “consultorias”, histórias pessoais, e sabe-se lá mais o quê. Mas mesmo esses palpiteiros precisam de um pouco de credibilidade. Para sobreviver um blog precisa ser uma fonte confiável de informação. A história não pode ser alterada para servir a um determinado fim comercial. Há um comentarista esportivo em São Paulo que, quando era patrocinado pela cervejaria Schincariol, “mudava” o nome do estádio do Palmeiras. Ao invés de dizer Parque Antárctica (nome de um concorrente do patrocinador), chamava de Parque Schincariol. Pode parecer uma brincadeira inofensiva mas na verdade está alterando o conteúdo de uma notÃcia (o nome do lugar onde se deu o fato) para satisfazer um patrocinador (ei, eu não sou palmeirense e isso não é orgulho ferido, não). Esse é o motivo pelo qual sou contra o “paraquedismo”, outro assunto polêmico, engana o leitor. Mas há nos blogs essa outra prática já citada, os anúncios inseridos no meio do texto. Geralmente trazem o sublinhado como uma linha pontilhada e não o traço tradicional. Isso avisa(ria?) ao leitor que se trata de um anúncio e não de um link relacionado ao contexto da informação.
Tenho discutido com os blogs que entram no kabunzo se isso é aceitável ou não. Ainda não tenho uma opinião “genérica”, como no caso do paraquedismo. Mas há um caso em que essa prática não é aceitável e outro onde vamos experimentar.
O blog do site dermatologia não terá anúncios inseridos no meio do texto. Os artigos postados lá são informações médicas sérias e devem seguir o código de conduta (ética) dos médicos, ou seja, quando a Dra. Érica escreve um texto para o blog não pode ser influenciada por nada além da qualidade e independência da informação. Seria ruim para o leitor acreditar que o link [de propaganda] para um produto é uma indicação médica. Os anúncios que aparecem lá não estão misturados ao texto mas à volta dele, claramente diferenciados como anúncios. Não dá para ter dúvidas.
Já o blogóide é uma outra história. É um site de notÃcias falsas (algumas são tão absurdas que até poderiam ser verdadeiras), besteirol mesmo: fotomontagens, colagens, pÃadas, etc… Tudo lá ou é inventado ou é o ridÃculo da vida exposto. Não há informações que sejam relevantes para nada além de lazer. Nesse caso os links no meio de texto poderão ser usados.
Esse é o critério que resolvemos utilizar, por enquanto. Quando um blog fornece informações “sérias” não haverá anúncios no meio do texto. O leitor poderá ter certeza que o conteúdo foi pensado para ser bom na sua qualidade, e não bom vendedor. Já nos blogs de entretenimento a coisa muda de figura. Nesse caso não há credibilidade a ser mantida e o anúncio não interfere na qualidade da visita.
Claro que o argumento sempre será -ei, eu coloco os anúncios mas isso não interfere na qualidade da informação no meu texto! . Pode até ser, mas dependendo do tipo de informação vou ficar com o que dizia o ditador Romano Júlio César sobre sua mulher: -A mulher de César não deve apenas ser honesta, deve também parecer honesta.
Argumentos dos dois lados serão sempre bem vindos.
enviado por Marcos V.
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