Todo mundo que possue um blog e se compromete com uma frequência de atualizações já se viu na forca pra escrever um novo artigo, sem que as idéias surjam.
Em agosto resolvi lançar um novo blog sobre dicas com computadores, o compdicas.com.br, que ficou pronto no início do mês passado. O nicho do blog são os artigos com truques para windows, linux, navegadores, office e outras coisas do dia a dia de qualquer usuário. Sempre com atualizações diárias.
Na hora de formatar o produto eu já escrevi uma série de artigos que me deixaram com 1 mês de material pronto, o suficiente para a engrenada inicial. Claro que um blog com artigos diários precisa de constante inspiração para novos artigos. As fontes pra isso são as mais diversas, desde as conversas diárias (sendo um nerd padrão, todo mundo que olha pra minha cara tem sempre uma dúvida sobre algum programa) até perguntas em foruns e outros sites que leio e/ou participo.
Mas um item que vem sendo cada vez mais importante na hora de bolar um post para o compdicas são os termos de busca que levam ao site. Por ser um blog que trata de muitos assuntos, os sites de busca enviam de tudo pra lá. Um exemplo: eu havia escrito um artigo sobre como converter um arquivo PDF em imagem. Eis que, analisando os termos utilizados nas buscas, vejo três vezes, em menos de uma semana, algo parecido com “como salvar uma pagina web em pdf”. Obviamente serviu de inspiração para um novo artigo sobre como salvar arquivos em formato PDF.
Ou seja, não são apenas os comentários no blog e leituras diárias que servem de inspiração, mas também o que os internautas imaginam (por culpa dos sites de busca) que vão encontrar no site.
enviado por Marcos V.
Genial comercial da Ford com artistas do Cirque Du Soleil. Abaixo um aperitivo, veja mais no inovaVox.

enviado por Marcos V.
Com efeito, que é definir? É encerrar a ideía de uma coisa nos seus justos limites. E que é dividor? É separar uma coisa em suas diversas partes. - Erasmo de Rotterdam, Elogio da Loucura.
A maioria dos artigos são dissertativos, esse também. Então vale as perguntas: o que é uma dissertação e como escrever uma?
O que é uma dissertação?
No dicionário Houaiss há a seguinte definicão:
dissertação - substantivo feminino: 2. exposição escrita de assunto relevante nas áreas científica, artística, doutrinária etc.; monografia
Para mim, o termo mais importante da definição acima é “exposição escrita”. Vou expor (mostrar) algo da forma mais direta possível e, quando couber, definir também. A forma mais simples de se alcançar esse resultado é dividindo o texto em três partes básicas: introdução, desenvolvimento e conclusão.
Como escrever uma dissertação?
Desenvolvendo os três pontos citados acima. Vamos a eles.
A introdução é a apresentação da(s) questão(ões) ou tema(s) e suas hipóteses. Ex: Qual a melhor forma de se posicionar os anúncios em um blog? Os usuários se “cansam” dos anúncios? etc…
O desenvolvimento é a construção da argumentação. Vou explicar porque considero essa ou aquela a melhor maneira de exibir os anúncios e como evitar a “cegueira” por parte dos meus visitantes.
A conclusão é o desfecho. Baseado na argumentação apresentada no desenvolvimento, posso chegar a três conclusões para cada uma das perguntas:
- A melhor maneira para apresentar os anúncios é essa.
- Não há “melhor” maneira para apresentar os anúncios.
- Não é possível concluir se há ou não melhor maneira de apresentar os anúncios.
Um erro comum é descartar o item 3 como uma possibilidade de conclusão. Do ponto de vista da estrutra, ela é tão boa quanto as outras duas.
Pois bem, agora que já defini como vou estruturar o texto, por que não buscar técnicas que facilitem o trabalho? Eu coloquei esse artigo na categoria “criatividade”, e não foi sem motivo. Já disse aqui [no blog] que criatividade não é algo inato, mas sim uma característica a ser treinada e desenvolvida. Pra quem tiver interesse, é só olhar os artigos com exercícios para desenvolver a criatividade. Baseado nisso, vou apresentar os 7 passos para facilitar a construção de um texto dissertativo.
1. Defina o tema - Pense bem sobre o assunto que deseja desenvolver e frases que possam apresenta-lo. Ex: exposição de anúncios. Evitar “cegueira” dos anúncios, etc…
2. Palavras-chave - Selecione algumas palavras que não podem faltar na argumentação. No caso dos sites e blogs esse trabalho é facilitado porque as palavras são basicamente as tags escolhidas. Ex: anuncios, adsense, design, cores
3. Dividir o desenvolvimento - Elabore as perguntas que precisam ser respondidas. Já escrevi um artigo sobre as 6 perguntas para desenvolver um post , basta aplicar a regra. Depois de formuladas as perguntas que cabem, é “só” responde-las.
4. Definir a conclusão - Isso pode parecer estranho, mas ao menos que seu trabalho dependa de dados experimentais desconhecidos de antemão, geralmente é melhor já definir qual será a conclusão do texto. Não significa que não posso mudar de idéia com o desenvolvimento do tema, mas é melhor já saber onde quero chegar.
5. Impor limites ao tema - Qualquer tema a ser desenvolvido - qualquer um mesmo! - pode acabar nas perguntas fundamentais do universo e da vida. Como não queremos isso, é melhor repassar os items 1, 2, 3 e 4, sobretudo o terceiro, e descartar o que foge do tema central a ser desenvolvido. Uma coisa boa sobre esse “descarte” é que você já estará selecionando alguns temas para outros posts/artigos. Algo que seria excessivo aqui, será excelente se for comentado sozinho.
6. Argumentação - Formular a argumentação para as perguntas que “sobraram” do item 3, de forma que nos leve às conclusões desejadas (item 4).
7. Mãos à obra - Hora de aplicar o seu estilo e colocar os itens em ordem. Primeiro enunciar o tema (perguntas) [ item 1], em seguida apresentar a argumentação [item 6] e por último enumerar suas conclusões [item 4].
Essa técnica eu aprendi nos tempos de escola e vestibular, apliquei muito durante a faculdade e utilizo até hoje na minha vida profissional. Claro que nem todos os artigos são dissertativos, há outras formas - narração, descrição, etc… - mas, mesmo nesses casos, quase sempre há uma “dissertaçãozinha” embutida ali no meio.
Gostaria muito de conhecer as técnicas de outros “escreventes”.
enviado por Marcos V.
Li isso há alguns anos. É jornalismo 101, o básico para desenvolver um artigo. Se respondidas essas 6 perguntas o autor sabe que cobriu bem a história. Para um blogueiro possuem uma outra utilidade. É normal lermos alguma coisa em um jornal, site, livro, blog, etc… e acharmos que o tema não foi desenvolvido sobre um determinado aspecto. Às vezes esse pensamento é intuitivo e fica difícil saber o que falta. Formulando - e respondendo, claro - as 6 perguntas é possível descobrir o que faltou, ou simplesmente desenvolver o tema sobre outro ponto de vista.
A seguir, os “pontos” e as perguntas possíveis para cada um.
1. Quem? (agente): Quem está envolvido? Quais os aspectos humanos do assunto? Quem fez ou fará algo? Quem possui ou deseja algo? Quem se beneficiará, será prejudicado, incluído ou excluido de algo?
2. O que? (ação): O que é isso? O que aconteceu? O que foi feito, deveria ter sido feito ou não foi feito? O que deu errado? O que deu certo?
3. Quando? (tempo): Quando aconteceu ou acontecerá?
4. (A)onde? (lugar): Onde aconteceu ou acontecerá? Onde mais aconteceu ou acontecerá a mesma coisa? Outros lugares foram afetados?
5. Por que? (motivo): Por que isto foi ou deveria ser feito, evitado ou permitido? Por que aquele determinado agente (pessoa, grupo, etc…) fez ou fará? Por que essa determinada lei, ação, idéia, problema, etc.. e não outra? Por que juntamos esse agente (quem), nessa ação (o que), nesse momento (quando) e nesse lugar (onde)?
6. Como? (método): Como foi feito ou poderia ter sido feito ou deveria ter sido feito ou evitado, destruido, melhorado, alterado? Como pode ser descrito ou explicado? Como essa ação ou ocorrência levou àquela outra ação ou ocorrência?
enviado por Marcos V.
Mulheres são abóboras, homens são cenouras e seu blog é como… a grama crescendo?! Acho que estou no ramo errado, essa história de ficar desenvolvendo portais, algorítmos de busca, e ‘otras cositas mais’ está toda errada. Eu devo é pegar uma imagem clichê ou outra totalmente ridícula, escrever uma tese complicando e depois elucidando o óbvio e jogar no ar como “auto-ajuda para blogueiros”. Funciona. Duvida? Que tal o último vídeo do Darren Rowse?
O cara comprou uma casa legal, com um belo jardim e mandou plantar uma graminha, sacomé, pra ficar bonito e a molecada brincar… Até aí tudo bem, mas eis que ele descobre que “observar a grama crescer” é como blogar. Blogar?! Humm, troço esquisito. Ele explica. Assim que plantamos a grama, nos primeiros dias, tem-se muito trabalho, preparar o terreno, adubar a terra, regar mais de uma vez ao dia, etc, etc, e mais alguns etcéteras, e o que vemos? Praticamente nada. Nas primeiras semanas é só uma ralinho de mato verde, nada daquele gramado exuberante. Eis que, quase como por enquanto, não mais que de repente, começa a vicejar um belo e verdejante gramado.
Exatamente como o seu blog. Se você escrever bons artigos, fizer a parte de SEO direitinho, cuidar do design, montar uma rede de contato com outros blogs, responder às mensagens e comentários, etc, etc e uns outros tantos etcéteras, seu blog também irá vicejar. Uau! Quem poderia imaginar? Humm, talvez todo mundo. Ok, o vídeo é bom, encorajador, a execução é simples e funcional e o Daren pode não ser o Paulo Autran mas comporta-se direitinho em frente à câmera. Então qual o problema? São essas analogias lugar comum, um refúgio confortável e uma técnica razoavelmente simples de ser utilizada. Eu já usei e você, se bloga sempre, também já usou. O duro é quando atrapalham um bom post em potencial. Você está todo inspirado e de repente seu cêrebro é invadido por um ataque maciço de beta-caroteno e surge um título ridículo como o desse post. O pior é que seu lado “novela das 8″ começa a amarrar um clichê no outro e a coisa se desenrola com metáforas às vezes simplórias, às vezes estapafúrdias.
Geralmente a melhor forma de se dizer o óbvio é ser óbvio. E também dê tempo ao tempo. Se escreve para fazer uma reserva (artigos com data futura) experimente ler antes de ir ao ar, de preferência um ou mais dias depois de escrito. Ou seja, se escreveu algo que está programado para aparecer no blog daqui uns 4 ou 5 dias, amanhã ou depois pode ser um bom momento de revisar e ver se não viajou.
E eu já estou antevendo a continuação do vídeo: depois que seu gramado (blog) vicejou, é preciso tomar cuidado com as ervas daninhas.
Zeus nos acuda!
enviado por Marcos V.
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