atualização: eu sei que não era a Bruna Surfistinha no debate, era pra aparecer entre aspas, uma alusão à profundidade, tipo assim, da participação. Mas faltaram as aspas e portanto crime cometido. O Cardoso sugeriu minha morte lenta por conta disso, provavelmente bem merecida. Apenas um último pedido: mande a própria Bruna pra fazer isso. “Tipo assim”, não a surfistinha pelo amor de Zeus!
atualização 2: eu sou uma besta mesmo, agora ficou mais claro o motivo da confusão, era pra ter saído assim: Bruna “Surfistinha”. É Cardoso, acho que o coisa ruim vem me puxar pelo pé mesmo.
A talent fez para o estadão uma campanha muito bem humorada com o mote “quem está por trás do site que você acha bom?”. Eis algumas fotos. Pois bem, uns tantos blogueiro se sentiram atingidos e começou um rebu tipico dos mundinhos. Qualquer mundinho.
Dado o ti-ti-ti, os caras chamaram alguns “intelectuais”, uns blogueiros, jornalistas e, é claro, a Bruna “Surfistinha” Bruna “Surfistinha” prá debater o tema. - Uma explicação, deixei a Bruna aí no cantinho da frase porque foi essa a posição preferida dela na tertúlia (sem nenhum duplo sentido), ficar de lado. -
Tem gente que já comentou bem esse assunto, os participantes Interney e Merigo, o Cardoso e outros tantos. Nesses textos há um monte de observações sobre técnicas de debates, propostas de comportamente, como repercurtir, etc… Tudo ótimo, mas há houve um consenso no debate (e nos artigos) que me incomodou. Todos concordaram que quase tudo que se produz na blogosfera é lixo. Houve interrupções afirmando que as mídias tradicionais também produzem muito lixo. O Cardoso vai além e diz que 90% do que a mente humana produz é lixo, tese com a qual concordo, e que a blogosfera não seria um nicho de excelência.
Um tal professor da USP, desculpem-me mas não vou voltar à página do debate pra “catar” o nome do sujeito, fez uma piadinha, que deve ter achado muito engraçada afinal repetiu umas cinco vezes, sobre qual seria o interesse do sujeito que posta em seu blog algo sobre suas férias com o cachorro em Florianópolis. E ainda adjetivou a internet de “lixolândia”. Uau, que original! Nunca tinha ouvido essa!
Entre os meus 438 interesses simultâneos está a arqueologia, particularmente o período romano. Há uns anos foi encontrado na inglaterra um acampamento militar de uma divisão bretã dos romanos e, entre os restos estavam os pertences de um soldado. O que provocou grande alvoroço foi uma carta enviada pela esposa na qual contava-se as novidades, pequenas novidades familiares sobretudo, e enviava junto um par de meias para que ele aquecesse os pés. Há ouro arqueo-antropológico aí, ficamos sabendo que havia sim comunicação entre a soldadela e suas famílias, troca de bens, etc…
Agora vamos imaginar que tal carta caísse nas mãos do contemporâneo Virgílio, provavelmente o grande poeta, autor da Eneida consideraria aquilo um lixo. A beleza está nos olhos de quem vê, o chavão está correto. Para os arqueólogos aquilo era algo inédito, para quem viveu em 50 A.C. era o “feijão com arroz”.
-Tá, e a praia em Floripa? Um mundo deste tamanho aproximado pela internet é como a máquina do tempo na carta do soldado romano, o que é trivial pra uns é algo inédito pra outros. O que é lixo lá pode ser ouro pras minhas próximas férias. Um blog contando o dia a dia de uma mulher iraniana pode me mostrar um novo universo.
-Ei, mas você disse que 90% do produzimos é lixo. Está se contradizendo! - É lixo pra mim, pra minha estreiteza.
E pra terminar, parece que vai esfriar, vou dormir de meias.






