Os leitores assíduos do site sabe que sempre noticio abusos contra blogueiros, tão típicos dos regimes autoritários. É uma forma de lembrar a todos o quanto a democracia precisa ser preservada e aprimorada. Mas vamos aos fatos.
No domingo (13/01/08), o blogueiro Wei Wenhua, que trabalhava como gerente de uma companhia de construção em Tianmen, passou por um confusão entre guardas municipais e moradores. Como “jornalista comunitário” que era, imediatamente sacou o celular e começou a filmar o ocorrido. Foi o que bastou para que os cerca de 50 fiscais, conhecidos como ‘Chengguan’, se voltassem contra ele e exigissem que apagasse a gravação.
Wei fez mais do excluir o arquivo, entregou o celular ao bando de covardes. Não bastou. Os ‘homens da lei’ começaram a espanca-lo e continuaram por aproximadamente cinco minutos.
No último domingo (13/01), o blogueiro Wei Wenhua, gerente de uma companhia de construção na cidade chinesa de Tianmen, passou por um tumulto entre guardas municipais e moradores do local.
Wei usou seu celular para filmar o protesto, mas foi visto e cercado por um grupo de cerca de 50 fiscais, conhecidos como ‘Chengguan’, que exigiram que ele apagasse a gravação. Quando Wei se recusou a fazer isso, foi espancado por cerca de cinco minutos, mesmo tendo entregado o telefone. Mais quatro pessoas foram feridas na balbúrdia.
Wei Wenhua morreu no dia 13 do 01 de 2008 por tentar denunciar oficiais da lei que cometem abusos. Com os blogs, a internet, mesmo um governo ditatorial como o Chinês é obrigado a prestar contas a seus cidadãos e ao mundo. 24 pessoas já foram presas, 100 guardas municipais estão sob investigação e o celular de Wenhua foi recuperado. Mas o arquivo já havia sido apagado.
“Wei é o primeiro ‘jornalista comunitário’ a morrer na China pelo que ele estava tentando filmar. Ele foi espancado até a morte por fazer algo que está se tornando cada vez mais comum e que era uma forma de expor oficiais da lei que continuam a passar dos limites”, manifestou-se a organização Repórteres Sem Fronteiras, segundo o site vnunet.com.
enviado por Marcos V.
o cara é fruta mas o blog é bão!

enviado por Marcos V.
leia também a parte 2.
Quer defender uma tese? Utilize a dissertação. O Merigo compreendeu essa aula na escola. De forma geral, é composta de três partes. Vamos a elas.
Apresente sua hipótese: descreva de forma rápida a idéia que pretende defender.
Marcos V., você é um merda.
Elabore seus argumentos: enumere e explique os pontos que corroboram sua tese.
Você começou um blog ontem, portanto deveria ser mais responsável nas suas “alusõesâ€. Aliás, porque não compara a senhora sua mãe a Bruna Surfistinha? Até “alusões” é um argumento.
Ao invés de mandar a Bruna, eu mesmo vou me mandar para preparar sua morte lenta. Foje Foge da defesa do tópico, serve principalmente como ilustração da paixão do autor pelo assunto ou objeto. Paixão no sentido budista, objeto no sentido literário.
Não gostei do debate? Tadinho, da próxima vez vai lá falar. Vai ser bom, porque nos encontraremos ao vivo. A pergunta atribuida ao suposto objeto (ou no caso desta tese, dejeto) seguida de uma frase que, na visão do autor, denota inferioridade (tadinho é contração e diminutivo de coitado, o que sofre o coito. As mulheres e os homosexuais, normalmente tratados com inferioridade na sociedade) tem por carácter reforçar a posição do autor como elemento qualificado à análise. O resto da construção deixa claro que, como ser superior, não teme o “oponente”.
A conclusão: é comum juntar-se os pontos e demonstrar ser inequÃvoca a correção da hipótese.
Seu merda. Podemos entender uma grande elipse aqui, algo como: considerando-se a argumentação acima, concluÃmos que trata-se de um merda.
Lembre-se, parte 2.
enviado por Marcos V.
Do merigo, nos comentários . O dele está em itálico.
Marcos V., você é um merda.
Devo ser, mas por favor use nome e sobrenome, um merda democrático.
Você começou um blog ontem,…
Uau! Tenho um biógrafo e nem sabia!
…portanto deveria ser mais responsável nas suas “alusõesâ€.
Houaiss. alusão. 3. …Quanto à forma, pode ser metafórica, metonÃmica, sinedóquica etc.,
Aliás, porque não compara a senhora sua mãe a Bruna Surfistinha?
ahh, a pureza de um argumento pre-adolescente.
Ao invés de mandar a Bruna, eu mesmo vou me mandar para preparar sua morte lenta.
O Cardoso de juiz do além foi engraçado, essa de “eu sou o executor” pega mal.
Não gostei do debate?
Em algum momento eu disse que não gostei do debate? Gosto que se debata até partida de bolinha de gude. Disse, e reafirmo, que não concordo com a taxação de lixo para um conteúdo. Por favor, leia e argumente em seguida.
Tadinho, da próxima vez vai lá falar.
Se ler o que escrevi ao Edney, nos comentários: “Não estou afirmando que eu ou qualquer outro terÃamos nos saido melhor, até porque aquilo foi uma arapuca”.
Vai ser bom, porque nos encontraremos ao vivo.
Encontrar “ao vivo” será ótimo, mas pelo que entendo das suas ameaças, eu sairei “ao morto”. Não tem problema, pode ir Bush que eu vou Gandhi mesmo, até já separei o lençol branco. Te convido pra tomarmos um chocolate, sacomé, merda e chocolate… a mesma cor.
Seu merda.
A confirmação da tese. Será?
se não leu, eis a parte 1.
enviado por Marcos V.
atualização: eu sei que não era a Bruna Surfistinha no debate, era pra aparecer entre aspas, uma alusão à profundidade, tipo assim, da participação. Mas faltaram as aspas e portanto crime cometido. O Cardoso sugeriu minha morte lenta por conta disso, provavelmente bem merecida. Apenas um último pedido: mande a própria Bruna pra fazer isso. “Tipo assim”, não a surfistinha pelo amor de Zeus!
atualização 2: eu sou uma besta mesmo, agora ficou mais claro o motivo da confusão, era pra ter saído assim: Bruna “Surfistinha”. É Cardoso, acho que o coisa ruim vem me puxar pelo pé mesmo.
A talent fez para o estadão uma campanha muito bem humorada com o mote “quem está por trás do site que você acha bom?”. Eis algumas fotos. Pois bem, uns tantos blogueiro se sentiram atingidos e começou um rebu tipico dos mundinhos. Qualquer mundinho.
Dado o ti-ti-ti, os caras chamaram alguns “intelectuais”, uns blogueiros, jornalistas e, é claro, a Bruna “Surfistinha” Bruna “Surfistinha” prá debater o tema. - Uma explicação, deixei a Bruna aí no cantinho da frase porque foi essa a posição preferida dela na tertúlia (sem nenhum duplo sentido), ficar de lado. -
Tem gente que já comentou bem esse assunto, os participantes Interney e Merigo, o Cardoso e outros tantos. Nesses textos há um monte de observações sobre técnicas de debates, propostas de comportamente, como repercurtir, etc… Tudo ótimo, mas há houve um consenso no debate (e nos artigos) que me incomodou. Todos concordaram que quase tudo que se produz na blogosfera é lixo. Houve interrupções afirmando que as mídias tradicionais também produzem muito lixo. O Cardoso vai além e diz que 90% do que a mente humana produz é lixo, tese com a qual concordo, e que a blogosfera não seria um nicho de excelência.
Um tal professor da USP, desculpem-me mas não vou voltar à página do debate pra “catar” o nome do sujeito, fez uma piadinha, que deve ter achado muito engraçada afinal repetiu umas cinco vezes, sobre qual seria o interesse do sujeito que posta em seu blog algo sobre suas férias com o cachorro em Florianópolis. E ainda adjetivou a internet de “lixolândia”. Uau, que original! Nunca tinha ouvido essa!
Entre os meus 438 interesses simultâneos está a arqueologia, particularmente o período romano. Há uns anos foi encontrado na inglaterra um acampamento militar de uma divisão bretã dos romanos e, entre os restos estavam os pertences de um soldado. O que provocou grande alvoroço foi uma carta enviada pela esposa na qual contava-se as novidades, pequenas novidades familiares sobretudo, e enviava junto um par de meias para que ele aquecesse os pés. Há ouro arqueo-antropológico aí, ficamos sabendo que havia sim comunicação entre a soldadela e suas famílias, troca de bens, etc…
Agora vamos imaginar que tal carta caísse nas mãos do contemporâneo Virgílio, provavelmente o grande poeta, autor da Eneida consideraria aquilo um lixo. A beleza está nos olhos de quem vê, o chavão está correto. Para os arqueólogos aquilo era algo inédito, para quem viveu em 50 A.C. era o “feijão com arroz”.
-Tá, e a praia em Floripa? Um mundo deste tamanho aproximado pela internet é como a máquina do tempo na carta do soldado romano, o que é trivial pra uns é algo inédito pra outros. O que é lixo lá pode ser ouro pras minhas próximas férias. Um blog contando o dia a dia de uma mulher iraniana pode me mostrar um novo universo.
-Ei, mas você disse que 90% do produzimos é lixo. Está se contradizendo! - É lixo pra mim, pra minha estreiteza.
E pra terminar, parece que vai esfriar, vou dormir de meias.
enviado por Marcos V.
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