Seu blog no divã. Freud explica.

23 / 01 / 2008   Blogar* 3 comentários

freud.jpgDe tanto analisar sites por aí, resolvi fazer uma correlação entre o desenvolvimento de uma criança, numa perspectiva psicanalítica, e um blog. Faz sentido, blogs são, via de regra, extensões da(s) personalidade(s) do(s) autor(es).

Freud dividiu o desenvolvimento da criança em 3 fases, seguida de uma na puberdade, são elas: oral, anal, fálica e genital. O foco do prazer do indivíduo migra de local conforme as fases se sucedem. O mesmo acontece com os blogueiros, o que dá prazer nos primeiros meses de vida de um blog já não satisfaz tanto, ou nada, após um ano ou dois. Em tempo, os períodos citados abaixo referem-se ao desenvolvimento de uma criança, não de um blog.

As fases? Vamos a elas.
Fase oral: dos 0 aos 2 anos de idade. É fácil reconhecer, tudo o que a criança vê pela frente vai direto para a boca: brinquedos, roupas e até a embalagem do creme anti-assaduras. O mundo dela resume-se a si e aos pais, sobretudo o peito da mãe. O adulto que ainda manifesta bem a fase oral é o sujeito “mimado”, quer que os outros façam as coisas por ele.
No blog: No começo de um blog é comum um autor “oral”. Quer trazer tudo para o seu blog (”boca”), escreve muitos posts por dia. Às vezes copia artigos inteiros sem fazer citações ou dar créditos. O que chega à boca é seu.

Fase anal: dos 2 aos 4 anos. O foco do prazer está no esfincter e na uretra. A criança sente enorme felicidade em controlar as fezes e a urina. Até o ponto em que, como cita Freud, o “cocô” vira um presente para os pais. É a primeira vez, no curso da vida, em que há controle das vontades. Adultos “anais”, comumente, manifestam comportamento sádico e/ou masoquista. Também se relaciona aos avarentos. O prazer de acumular riquezas proporcionaria a mesma sensação que se tem no controle das fezes.
No blog: Após um começou claudicante, seu blog finalmente começa a ter uma visitação mais constante e chegam os comentários. Nos primeiros comentários tudo é festa, depois de um tempo surge um certo prazer sádico em bloquear ou desqualificar comentaristas ou, pelo lado oposto, em ser desqualificado por eles. O esfincter do blog passa a ser o botão de “publicar comentário”.

Fase fálica: dos 3 aos 5 anos. O foco do prazer está no órgão genital. Os meninos desenvolvem um interesse narcisístico pelo próprio pênis, nas meninas desenvolve-se a chamada “inveja do pênis” e o conseqüente ressentimento com a mãe que “não lhe deu um pênis”.
No blog: alguns blogueiros passam a ter enorme satisfação com a ferramente em si e passam o dia verificando o blog em todos os seus detalhes. São aqueles que mudam os temas todos os meses, estão sempre adicionando novos plugins e gadgets, etc… O blog é o pênis. Os que não conseguem - por dificuldade técnica, falta de tempo, pouco talento, etc… - manter seu blog no mesmo ritmo assumem a “inveja do blog” alheio. Desqualificam tudo feito pelos outros.

Édipo: Ainda no período de 2 a 5 nos desenvolve-se o Édipo. A mãe é a figura de desejo do menino e o pai, por impedir esse acesso, passa a ser seu rival. Como é o pai que tem acesso à mãe, o menino passa a se espelhar nele, escolhendo-o como modelo de comportamento. Na menina ocorre o inverso, a paixão pelo pai e a rivalidade com a mãe, que se torna seu modelo. É nessa fase que ocorre a internalização das regras sociais, copiadas de seus respectivos modelos, e meninos e meninas passam a participar do mundo social.
No blog: é comum eleger um blog como seu modelo. Passa-se a admirar e copiar seus métodos, estilo, guarda-roupa (tema) e tudo o que o configura como um elemento social da blogosfera. Após um tempo, já confiante em ter assimilado as regras, começa a seguir um caminho cada vez mais independente.

Fase genital: ocorre durante a puberdade e o objeto de interesse erótico já não está mais no próprio corpo, mas em um objeto externo: um outro indivíduo. Meninos e meninas já possuem consciência de suas identidades sexuais distintas e buscam relacionamentos para satisfazer suas necessidades eróticas.
No blog: já satisfeito com o próprio blog, o autor procura se relacionar com outros blogs. Inscreve-se em listas, redes sociais, indicadores e outras ferramentas. Convida e é convidado por outros blogueiros a escrever artigos. É agora um cidadão “virtual” pleno.

Sei que muita gente deve ler esse artigo e dizer “mas eu faço tudo isso ao mesmo tempo agora”. É provável, mas deve existir um comportamente que caracteriza o seu momento. E asim como há pessoas que nunca “atravessam” completamente uma fase, e acabam desenvolvendo perversões sexuais, também há blogueiros que “param” em um determinado instante do seu desenvolvimento.

Afinal, em que fase está seu blog?

enviado por Marcos V.

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3 tipos de blogs

21 / 01 / 2008   Blogar, Sem categoria* comente esse artigo

Pesquisando tipos de blogs pra coplementar o artigo “6 tipos de blogs“, encontrei um post muito interessante no evilgeninusmarketing. Aqui os blogs são classificados em três. Fiz a minha classificação baseada na comportamento do blogueiro, lá é sobre a origem do conteúdo, uma opção também muito interessante, eis o que escreve EGM:

Produtores: são blogs que criam conteúdo origina (a maior parte). A maioria dos posts tendem a ser um pouco longos, apesar de isso não ser necessariamente correto. Eu colocaria meu próprio blog (o blog dele, apesar que eu também classifico o webcétera aqui) como pertencente a essa categoria. Produtoes são a fonte de muito do material original [que se lê por aí].

Revisores: São blogs que pegam material originado em outro lugar adicionam seu próprio “tempero” a ele. Freqüentemente irão expandir o assunto ou levá-lo a uma direção diferente.

Apontadores: São blogs que conectam seus leitores a conteúdos econtrados em algum outro lugar. Às vezes esses são agregadores em alguma área bem específica, às vezes em um espectro mais amplo de interesses. Não é incomum haver pouco ou nenhum comentário [por parte do autor do blog] sobre os links indicados.
Assim como na minha classificação, a maioria dos blogs poderia ir em pelo menos duas. Quando classifico um blog não levo em consideração todos os posts existentes, mas a maioria deles. Se 90% dos posts são com conteúdo original, considero o blog original, se 80% são posts “apontadores”, considero apontador, e assim vai.

Continuo procurando formas de classificar, agradeço a quem tiver sugestões.

enviado por Marcos V.

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6 tipos de blogs

18 / 01 / 2008   Blogar* 1 comentário

Quase todo mundo gosta de classificações, eu não sou diferente. Resolvi classificar os blogs (pessoais) em categorias. Vamos a elas?

  1. Diário ou impressões - Um blog diário é mais que do que aquele estilo “Meu nome é Zé, sofro de hemorróidas e gosto de presunto defumado. Ontem tomei chá na casa da tia Cotinha“. Pode ser algo como um diário de viagens, a vida na faculdade, no trabalho, etc… Também coloco na mesma categoria “impressões”. Pode ser sobre um livro ou filme, o big brother ou a cena política. Não é exatamente uma dissecação, mas um relato das sensações causadas.
  2. Consultor ou especialista - São os blogs, como este, de quem trabalha ou tem profundo interesse em alguma área e tenta explicar ou resolver dúvidas. Pode ou não ser uma ferramente de apóio profissional.
  3. Humor - Provavelmente é o blog do sujeito que sentava com a “turma do fundão” e dizia besteira a aula inteira. De alguma forma precisa recriar essa sensação e acaba reproduzindo ou aprimorando o estilo e linguajar dos “bons tempos”, tirando sarro de tudo e/ou de todos.
  4. Apontador ou lista de links - O blogueiro que reúne links e notícias que acha interessante, geralmente são quase clippings do noticiário.
  5. Jornalístico - O blog é jornalístico mas o blogueiro não precisa ser jornalista. O conteúdo também pode ser original ou baseado em outros meios de comunicação.
  6. Obcecado - O sujeito que fala da sua banda favorita, coleção de qualquer tranqueira, do time de futebol ou da série de televisão. O/A típico(a) fã. É diferente do especialista, que usa o conhecimento para “construir”. O obcecado satisfaz sua mania consumindo.

E então, você concorda com essa classificação? Acha que falta alguma coisa? Gostaria muito de ler outras opiniões.

enviado por Marcos V.

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blogueiro chinês é espancado até a morte

17 / 01 / 2008   Blogar, blogosfera* comente esse artigo

Os leitores assíduos do site sabe que sempre noticio abusos contra blogueiros, tão típicos dos regimes autoritários. É uma forma de lembrar a todos o quanto a democracia precisa ser preservada e aprimorada. Mas vamos aos fatos.

No domingo (13/01/08), o blogueiro Wei Wenhua, que trabalhava como gerente de uma companhia de construção em Tianmen, passou por um confusão entre guardas municipais e moradores. Como “jornalista comunitário” que era, imediatamente sacou o celular e começou a filmar o ocorrido. Foi o que bastou para que os cerca de 50 fiscais, conhecidos como ‘Chengguan’, se voltassem contra ele e exigissem que apagasse a gravação.

Wei fez mais do excluir o arquivo, entregou o celular ao bando de covardes. Não bastou. Os ‘homens da lei’ começaram a espanca-lo e continuaram por aproximadamente cinco minutos.

No último domingo (13/01), o blogueiro Wei Wenhua, gerente de uma companhia de construção na cidade chinesa de Tianmen, passou por um tumulto entre guardas municipais e moradores do local.

Wei usou seu celular para filmar o protesto, mas foi visto e cercado por um grupo de cerca de 50 fiscais, conhecidos como ‘Chengguan’, que exigiram que ele apagasse a gravação. Quando Wei se recusou a fazer isso, foi espancado por cerca de cinco minutos, mesmo tendo entregado o telefone. Mais quatro pessoas foram feridas na balbúrdia.

Wei Wenhua morreu no dia 13 do 01 de 2008 por tentar denunciar oficiais da lei que cometem abusos. Com os blogs, a internet, mesmo um governo ditatorial como o Chinês é obrigado a prestar contas a seus cidadãos e ao mundo. 24 pessoas já foram presas, 100 guardas municipais estão sob investigação e o celular de Wenhua foi recuperado. Mas o arquivo já havia sido apagado.

“Wei é o primeiro ‘jornalista comunitário’ a morrer na China pelo que ele estava tentando filmar. Ele foi espancado até a morte por fazer algo que está se tornando cada vez mais comum e que era uma forma de expor oficiais da lei que continuam a passar dos limites”, manifestou-se a organização Repórteres Sem Fronteiras, segundo o site vnunet.com.

enviado por Marcos V.

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Diferenças entre categorias e tags

09 / 01 / 2008   Blog Design, Blogar* 2 comentários

Eu relutei muito em colocar qualquer plugin para tags nos blogs que tenho ou administro, esperando o suporte nativo a tags do wordpress. A razão é simples, assim que chegasse essa era (e finalmente o pessoal do wp adicionou as tags) corria-se o risco de incompatibilidade entre o sistema do plugin e o nativo. Teria que refazer tudo. Tá bom, eu sei, o nome disso é preguiça. Mas enfim, não havia colocado. Agora que já temos (as tags) resta saber como utiliza-las. As questões que surgem são: O que é taxonomia? O que são tags? O que são categorias? Como coexistir? Vamos a elas com um exemplo prático: um romance de José Lins do Rego.

1. O que é taxonomia?
Taxonomia vem do grego e pode ser traduzido como “utilizado para classificar”. Ou seja, denota uma qualidade que pode ser aplicada a um elemento e ajude a identifica-lo. Eu não vou citar Kant pra não ser taxado de blogueiro intelectual pela “blogopanela analfabeta funcional”. Apenas pense em uma cadeira da sua casa e liste suas características: branca, feita de madeira, é um móvel, etc… Pronto, você fez uma classificação. Também poderia fazer de forma hierárquica: Móvel > Madeira > Branco

2. O que são tags?
Tags (etiquetas) são marcadores para um texto, qualificam ou discriminam o conteúdo. Não trazem peso hierárquico. Para o livro poderíamos ter como tags: jose lins do rego, literatura, regionalismo, engenho, nordeste. Note que não há nenhuma hierarquia entre elas. A tag nordeste, por exemplo, não indica ‘literatura > nordeste’ nem ‘politica > desenvolvimento > nordeste’. Quer dizer apenas nordeste, ou seja, o texto, imagem, video, etc… tem alguma relação com ‘nordeste’, mas não sei qual.

3. O que são categorias?
Categorias são indexadores hierarquicos, não chegam aos detalhes do texto mas indicam do que se trata. Um exemplo, em uma livraria há diversas áreas: literatura, literatura estrangeira, informática, auto-ajuda, etc… Se eu desejar encontrar um livro do José Lins do Rego devo ir em Literatura > Regional > Nordeste. Nesse caso o ‘nordeste’ possui um ‘pai’, ‘regional’, que por sua vez está atrelado a ‘Literatura’. Essa qualidade ‘nordeste’ já traz uma indicação de como se relaciona com o texto, é literatura nordestina, diferentemente da tag ‘nordeste’ do item 2.

4. Como coexistir?
Eu sempre tive muitas categorias (não hierarquizadas) aqui no blog, porque, no fundo, sempre utilizei categorias como tags (lembra da minha preguiça?). Agora vou começar uma limpeza, diminuir a quantidade de categorias e ‘etiquetar’ os textos mais antigos.

Se antes eu tinha as categorias vecom, yahoo e google, agora posso ter apenas ’sites de busca’ e em cada post relacionado adicionar as tags dos sistes em questão. Esse corte não deve ser aleatório. Pense bem e planeje antes de começar. Quais os principais assuntos do seu blog? Quais as buscas que normalmente trazem seus leitores? Esses são pontos que provavelmente merecem ser elevados a categorias. Os demais é melhor deixar como tags.

Há quem não admita repetições, eu não sou radical. Se você inseriu um post na categoria ’sites de busca’ não vejo nenhum motivo para não ter uma tag ’sites de busca’, é uma qualificação válida. Apenas não recomendo muitas tags, em geral entre 3 e 5 são mais do suficientes para um texto.

Outro problema que sempre aparece é a acentuação. Eu tenho por norma não colocar acentos nas tags, quero que todos vejam da mesma forma, independente da página de código. Também tinha por hábito sempre utilizar minúsculas, mas esses dias tive que abrir uma exceção. Num blog sobre política utilizei a tag ‘pt’, assim em minúsculas. Quando vi na ‘nuvem’ parecia mais abreviação de ‘português’ do que sigla de partido político. O bom senso, claro, deve prevalecer.

tag_cloud.jpg E por falar em nuvem de tags, ela é fundamental. Provavelmente todo mundo já sabe o que é, uma região onde as tags mais utilizadas aparecem em tamanho maior, como na imagem. Cada expressão, claro, é um link.

Para adicionar uma nuvem no wordpress basta inserir o seguinte comando:

<?php wp_tag_cloud(’smallest=8&largest=18′); ?>

Nesse caso estou indicando que as tags menos freqüentes aparecerão com um tamanho de fonte 8 e as mais freqüentes com tamanho 18.

O assunto não é novo, mas como tenho visto muito confusão por ai, achei que valia o post.

enviado por Marcos V.

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