Por que tipo de conteúdo online você pagaria?

16 / 02 / 2010   ads, anuncios, marketing, mídia, monetização* 2 comentários

A Nielsen, maior empresa de pesquisas do mundo, um “Ibope” de abrangência global, resolveu perguntar aos internautas do mundo se eles pagariam por conteúdo online de notícias e entretenimento. A resposta surpreendeu muita gente: nem sim, nem não, mais para um “depende”. Veja o gráfico abaixo:

Grafico: porcentagem de usuários que pagariam por conteudo online

Grafico: porcentagem de usuários que pagariam por conteudo online

Pagar ou não pagar, eis a questão:
A pesquisa foi realizada com 27.000 internautas de 52 países. Claro que a imensa maioria (85%) prefere que o conteúdo continue gratuito, mas aceitam pagar se for algum produto de alta qualidade, como filmes, seriados, música e jogos dos principais estúdios e produtores. Mas por um conteúdo de produção mais barata e caseira, como o gerado por outros internautas, a tendência é simplesmente procurar por algo equivalente e ainda gratuito.

Lei da compensação
Ainda segundo a pesquisa, a maioria dos internautas concorda que um conteúdo, para merecer ser pago, deve atender a determinadas condições.:

  • 78% dos entrevistados acreditam que suas assinaturas de produtos offline (revistas, jornais, tv a cabo,…) devem fornecer acesso ao conteúdo online sem custo adicional.
  • 71% afirmou que pagariam por um conteúdo apenas se ele fosse muito superior a um equivalente gratuito.
  • 79% não utilizariam mais um serviço online que começasse a cobrar. Esse grupo iria procurar por um equivalente gratuito.
  • 62% afirmam que caso efetuassem uma compra, deveriam ser livres para copiar ou compartilhar o conteúdo.

Não há consenso se a qualidade do conteúdo sofrerá danos caso as empresas não consigam cobrar por seus serviços: 34% acreditam que sim, enquanto 30% afirmam que não; os 36% restantes não possuiam opinião formada sobre o assunto.

Apesar de crescer entre as empresas a noção de que só é possível obter lucro considerável, ou mesmo o mínimo necessário para operar, cobrando pelos serviços, não há consenso sobre o melhor modelo a ser seguido. As empresas estão experimentando diversas alternativas, da assinatura às compras individuais e alguns modelos intermediários. Um pouco mais da maioria dos entrevistados (52%) dizem preferir compras individuais, apesar de algumas dificuldades de implementar a fase de cobrança desse modelo. Ainda, 43% afirmaram que um método de pagamento mais fácil facilitaria a decisão de efetuar uma compra.

Na briga entre conteudo gratuito com anúncios e conteudo pago sem anúncios, surgiu o modelo intermediário: conteúdo pago com alguns anúncios. Ainda que 47% dos internautas aceitam mais propagando do que há hoje para subsidiar conteúdo gratuito, mostrando boa relação com os anúncios, 64% não querem anúncios em nenhum conteúdo pelo qual pagaram.

E você, pagaria por conteúdo online? Se sim, por que tipo de conteúdo? Deixe seu comentário.

enviado por Marcos V.

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A velha mídia e seus velho modelo de negócio

30 / 08 / 2009   ads, adsense, anuncios, google, internet, marketing, mídia, monetização, yahoo* comente esse artigo

O assunto do momento entre os “mídias”, nome auto-dado a quem estuda comunicação, publicidade, etc… é uma pesquisa da Price Waterhouse que constatou que 62% dos internautas estão dispostos a pagar por conteúdo online. Alguns grandes jornais, como o Sunday Times, segundo o próprio dono do jornal, o bilionário australiano Ropert Murdoch, cogita cobrar pela informação em seu novo site. O Washington Post nunca saiu desse modelo, seu site foi, ainda é e deve permanecer cobrando pelo acesso. o The New York Times, já foi pago, virou gratuito e cogita voltar a ser pago.

No Brasil
Por aqui os três maiores jornais impressos do país seguem o mesmo modelo de negócio.
O Estado de São Paulo
adota o modelo mesclado, cobra pelo acesso a algumas notícias e editoriais  em seu site (apenas notícias da vesão impressa e ao custo de R$ 29,90/mensais), mas com acesso livre para assinantes da versão impressa.
A Folha de São Paulo também segue essa linha, os assinantes da versão impressa ou do UOL (o controle acionário do portal é do Grupo Folha) podem ler as notícias da versão impressa, os demais internautas apenas da versão online.
E finalmente O Globo, cobra R$ 35,90 pela versão digital. Nos três casos, o assinante também possui acesso ao “histórico” do jornal.
Um modelo diferente foi o da Editora Abril para a revista semanal Veja, o acesso online à edição atual é restrito aos assinantes, todo o resto, incluindo o arquivo de edições, está liberado.

Quem vai bem com o modelo pago?
Até agora, quem vai bem com o modelo pago são os sites que fornecem informações muito valiosas a poucos usuários. Dois dos exemplos mais famosos são a Bloomberg e o The Wall Street Journal. Mas é interessante notar que boa parte do conteúdo de noticiário está liberado. O que é (bem) pago são entrevistas, análises e, claro, as informações do mercado financeiro, especialidade das duas instituições. Pelas últimas informações liberadas pelos controladores, os dois negócios vão muito bem, obrigado, mesmo nesse período de crise internacional.

Por que insistir no pago?
Os grandes grupos de informação dizem que não é possível fornecer um material de alta qualidade apenas com a receita publicitária. Segundo eles, o custo de obtenção da informação (jornalistas, viagens, equipamentos, backoffice, etc…) é muito alto, proibitivo mesmo, tornando a operação inviável.

Sinceramente, isso é muito estranho. Certamente não existe nenhuma operação de internet é mais cara que o Google. Acredita-se que o  líder absoluto das buscas na internet possua centenas de milhares de pequenos servidores e links na casa dos terabits. São milhares de funcionários e boa parte deles dedicados apenas às inovações de amanhã, ou seja, muita gente trabalhando em algo que possivelmente nunca irá pro ar. Então como sobrevive e obtem seus gordos lucros? O Google, e também o Yahoo! foram capazes de montar eficientes sistemas para a venda de anúncios online. Curiosamente os dois sites são especialistas nos opostos do espectro de anúncios: o Google tem a frente no varejão e o Yahoo! nos anúncios Premium.

Além dos dois há muitas outras redes de anúncios surgindo e se estabelecendo, todas apostando em conteúdo gratuito, afinal, é esse tipo que fornece o maior número de visitas, consequentemente o maior número de cliques e renda. Pra quem não sabe, nessa modalidade de negócio (geralmente) a anunciante só paga quando seu anúncio é clicado, e o veículo, que pode ser um blog como esse, só recebe nessa mesma situação, quando o anúncio é clicado.

Conclusão
A conclusão com maior probabilidade de estar correta é que estamos em um momento de transição do modelo de arrecadação com anúncios, e quem não entender o novo mecanismo ficará pra trás, quem sabe até lidando com o fim do próprio negócio. É muito cômodo aos grandes grupos dizer que não é viável viver apenas de propaganda (quando sabemos que sim, é possível, ou ninguém mais lembra que a TV aberta SEMPRE viveu apenas disso?) . Mais difícil e provavelmente mais eficiente a longo prazo, seria construir parcerias e equipes de vendas mais agressivas e/ou sintonizadas com os novos tempos.

Apenas como nota final, muito se diz que os blogs não seriam competição para os “jornaizões” por não terem equipe ou buscarem a notícia no lugar real. Cada vez menos verdadeira essa visão, há vários blogs com equipes PAGAS e até mesmo enviados. É como disse, apenas são mais enxutos nos custos e eficientes na hora de vender seus espaços  publicitários.

enviado por Marcos V.

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A crise, os ciclos do capitalismo e as novas empresas

22 / 01 / 2009   anuncios, economia, internet* comente esse artigo

Crise
A crise atingiu forte as empresas de tecnologia, principalmente as de web, como era de se esperar. São empresas muito alavancadas nas bolsas de valores (possuem valor de mercado até dezenas de vezes maior que seus faturamentos) e o olho do furação atingiu o mercado financeiro. Por isso estamos diariamente lendo notícias como essas:

  • Digg deve cortar até 10% dos funcionários. A empresa começa a focar em lucratividade e por isso está montando um time de vendas. Apesar de atrair cerca de 30 milhões de usuários por mês, o faturamente nos três primeiros trimestres de 2008 foi de “apenas” US$ 6.4 milhões.
  • Microsoft anuncia corte de 5.000 empregos. O lucro líquido da companhia caiu 11% no segundo trimestre de seu ano fiscal, para US$ 4.3 bilhões. Por isso, 5.000 empregos serão cortados nos próximos 18 meses, 1.400 imediatamente
  • Google vai demitir 100 recrutadores. Essa é uma mudança bastante interessante. Até há pouco tempo a Google tinha por política recrutar jovens universitários que demonstrassem algum talento, mesmo que não houvesse necessidade da mão de obra. Esse movimento gerou uma séries de inovações e a companhia sempre se gabou disso. Diminuir o ritmo de formação nas “categorias de base” dá a noção do horizonte previsto para uma empresa que vive de vender espaço publicitário em um mercado sem grana pra anunciar.

Não sou economista nem pitonisa, mas duvido que o pior já passou. O pior da tempestade não são os raios, mas a inundação que se segue, às vezes até depois que chuva parou. E apesar das tentativas de diversos governos ao redor do mundo para dar maior liquidez às suas economias, creio que 2009 será um ano terrível para quem vive de anúncios, e internet, como se sabe, é uma “mídia”.

As novas empresas
Por que o mar de lama seria bom para quem está começando? Na verdade, é bom apenas para quem inicia um projeto mas não vive dele. É de se esperar um corte nos investimentos dos projetos de web já estabelecidos em função da diminuição da arrecadação com publicidade. Como os principais canais são veículos e anunciantes ao mesmo tempo, o jogo não fica igualado, mas o tamanho do abismo diminui.

Além disso é sempre mais fácil para quem está começando mudar o plano de negócio. Um exemplo concreto, na nova fase do Cupido.com.br (site de encontros e namoro online) havia um debate se deveríamos cobrar mensalidade ou não. Com o baixo crescimento previsto, em torno de 2%, e o aumento do desemprego que deve vir, há um bom ambiente para um site gratuito. Numa sociedade endinheirada, um serviço de baixo custo ou um gratuito (desde que ofereçam serviços equivalentes) costumam ser vistos com os mesmos olhos. Quem nunca ouviu uma frase como essa -Ahh, a quantia X reais mensais não faz diferença pra mim, se tiver que pagar eu pago. No entanto, mesmo que a renda não tenha diminuido mas a pessoa não esteja muito certa sobre se continuará empregada ou não, a tendência é economizar, nesse caso, ponto para o gratuito.

Ciclo
Esse é o ciclo do capitalismo: crescimento, estagnação ou recessão seguido de novo crescimento. O que importa é que ao final de cada ciclo de crescimento a economia mundial estará em situação melhor que no final do ciclo anterior.  E já tive a oportunidade de ler alguns estudos mostrando que os protagonistas dos períodos áureos tendem a surgir durante as crises. Faz sentido, na fartura qualquer um consegue o seu bocado de mercado, mas a crise é Darwiniana, apenas os mais aptos sobrevivem. Quando os “dias terríveis” acabam o mercado está enxuto, menos e melhores concorrentes. Agora cabe ao verdadeiro empreendedor aproveitar-se disso.

enviado por Marcos V.

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Minta (muito!) sobre o seu blogueiro favorito

31 / 03 / 2008   anuncios, concursos* 11 comentários

Está meio em cima da hora, mas antes tarde do que nunca.

Vou lançar o primeiro concurso aqui do webcétera, e pra comemorar o 1o de Abril que vem aí, amanhã,
levará o prêmio quem contar a melhor mentira sobre algum blogueiro. Como estou liberal, vale até auto-mentira.

As regras são simples, basta escrever o seu post até o dia 06/04/2008, porque primeiro de Abril é amanhã (essa mania de fazer as coisas em cima da hora), e linkar para este artigo (permalink), assim eu posso saber quem escreveu. O juri, que na verdade sou eu mesmo, escolherá a calunia mais deslavada e absurda.

Tá, e o que eu ganho com isso? Você poderá escolher entre um dos dois prêmios abaixo:

  1. Um ano de hospedagem no meu servidor particular. Vou abrir uma conta com direito a 3 domínios, 5GB de espaço em disco e 10GB de transferência mensal para o vencedor. Claro que se você colocar algum aplicativo ou plugin que coma toda a capacidade da minha CPU, ou qualquer conteúdo ilegal, levará um sonoro pé-na-bunda.
  2. Se você já tem hospedagem, então fique com o vale compra de R$ 100,00 nas americanas.com. Atenção, desde que o seu caluniado não seja você mesmo, você poderá dividir o prêmio com ele, serão dois vales compra de R$ 50,00

Se você acha que um mísero postzinho vale um dos prêmios acima, comece a escrever.

enviado por Marcos V.

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Blogada coletiva “Dia da Mulher”

07 / 03 / 2008   anuncios* 1 comentário

Se você é mulher e se gosta ou é homem e gosta das mulheres da sua vida, não deixe de participar – como autor ou leitor/comentarista – da blogada coletiva sobre o dia da Mulher. Eis o link da convocação no site da Meiroca. Eu já estou preparando algo. Amanhã estará aqui.

enviado por Marcos V.

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