Uniban, ou sua marca na internet

10 / 11 / 2009   internet* 1 comentário

A Uniban está esfolada viva. Há até vídeos parodiando a situação com o nazismo. Nele, Hitler e seus asseclas sentem-se “humilhados” ao sofre comparação com a tal Universidade Bandeirantes. Mas como isso foi acontecer com a marca Uniban? Simples, um tal de youtube. Um tal de twitter e uns tais de blogs, orkuts e equivalentes. Mas nada é tão ruim que não possa piorar, não é mesmo? Pois bem, algum conselho de “dotores” resolver expulsar a moça que quase foi esfolada viva. Pra não mencionar as intenções de crime sexual. Repete-se assim a cantinhola das massas ignorantes (isso em uma universidade?!) que prega ser a vítima culpada das agressões. Os réus, aquela massa de covardes, são apenas executores de um destino que a tal moça do vestido curto cavou para si. Isso em uma universidade?!

Enfim, há posts e artigos e tudo o mais sobre o caso, não preciso ir aos detalhes. O que me interessa aqui é a marca Uniban. Convenhamos, já era. Os alunos com bom senso que lá estudam estão revoltados, assistem incrédulos à derrocada de seus investimentos em um curso superior. Sabem que por um bom tempo, sempre que apresentarem seu diploma da Uniban, ouvirão algo como “-ahh, aquela da moça do vestido curto!”. Se não com as orelhas, “ouvirão” na fisionomia do interlocutor. Há algo que se possa fazer? Bem, até há.

Primeiro, dar um jeito na bagunça. Readimitir a moça como estudante deve ser o primeiro passo. Identificar tantos agressores quanto possível (há imagens de sobra pra isso) e aplicar punição DURA, seria outra. O sujeito que aparece pendurado no vidro da sala onde Geyse está abrigada, se balançando como um King Kong no cio, esse sim, deveria ser expulso.

Segundo, muito trabalho de mídia. Vídeos de ações de inclusão ajudam. Claro, não chegarão a arranhar a visitação do “vídeo da loira da Uniban”, mas é o começo da reconstrução. Entrevistas e posicionamentos em sites e blogs. Mas pelo amor de Zeus, com gente que não escreva notas preconceituosas. A que justificava a exclusão da moça achei que era uma brincadeira. Inacreditável que uma universidade publique aquilo (uma universidade?!).

Terceiro, nas duas ações anteriores, fazer o “mea-culpa”. Demonstrar humildade como forma de superioridade.

Agora, o que é realmente inacreditável nessa história toda, é o despreparo completo em lidar com essas novas mídias. Essas que não dependem de assessoria de imprensa, até porque não lêem esse tipo de coisa. Essas que não se influenciam ou não por perder anunciantes, os anúncios do google adsense continuam aparecendo. O tal marketing de redes sociais não é um bixo de sete cabeças, é apenas OUTRO bixo de sete cabeças. (Sim, biXo).

Claro, vamos atestar o óbvio. Geyse foi fisicamente protegida (também, só faltava joga-la aos estupradores em potencial!), mas não moralmente. A Uniban quis deixá-la aos estupradores morais e acabou sendo ela, Uniban, identificada como algoz.  Em um novo cenário, a Uniban protege a moça e depois leva ao ministério público tantas informações quanto legalmente possível sobre os “loucos” que a perseguiram. Com a escalada do fato nas mídias diversas, faz inserções dizendo que jamais aceitará esse tipo de comportamente, os dos agressores em potencial, dentro de seus quadros ou instalações.

Daria um recado interno aos seus alunos (-Jamais aceitaremos que isso se repita) e um externo, ao mercado: -Somos uma universidade, um local para discussão e tolerância.

Mas, agora que Inês é morta (felizmente Geyse ainda é vivente), terão que recuperar o prejuízo. Viva o marketing de redes sociais.

enviado por Marcos V.

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1 Comentário »

  1. Comentário de Vinicius Moreira — 10/11/2009 @ 1:24 pm

    Excelente artigo, realmente a Uniban se lascou com tamanha burrada. Mas se souber como fazer ainda há tempo de recuperar um pouco da imagem arranhada.

 

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