Uma vez, conversando com um jornalista especializado no noticiário econômico que havia sido escalado para acompanhar o Oscar e publicar a cobertura no portal online, questionei se ele não ficava irritado de ter que cobrir um assunto tão… fuinha quanto esse. Sua resposta foi ótima. Claro que se interessava mais por assuntos “sérios”, como economia e política, mas sua verdadeira paixão era o jornalismo, ou seja, informar os outros sobre fatos, eventos, etc…
No caso desse jornalista, se ele tivesse um blog, qualquer assunto estaria de bom tamanho, desde que fosse sobre “atualidades”, sobre o que ocorre no Brasil e no mundo agora. Falar sobre as melhores técnicas de criação de carpas, por mais bonitos e simpáticos que sejam esses peixões, dificilmente seria algo satisfatório.
Pois bem, o mesmo serve pra qualquer blog. Seja sincero consigo mesmo ao responder a questão: -Eu REALMENTE gosto do assunto principal do meu blog? Se a resposta for não, é melhor começar a mudar sua linha editorial. Acredite, ninguém aguenta fazer por muito tempo o que não gosta. Depois da empolgação inicial, ou os posts param ou ficam “burocráticos”, sinal de que se escreve apenas por obrigação.
Esse sinal é ainda mais claro quando alguém escreve sobre um determinado assunto simplesmente porque é o “da moda” ou porque há mais gente interessada naquele nicho. Chega a ser ridículo ver clichês absolutamente ultrapassados, simplesmente colocados alí para encher linguiça e atrair alguns leitores. Esse tipo de blog NUNCA vai pra frente.
Por outro lado, se o assunto é do seu interesse, sempre haverá um novo anglo a ser explorado, uma nova descoberta que fez e que sentirá enorme prazer em compartilhar com todos. E ssa paixão será refletida no texto, nos comentários, no burburinho que os melhores posts são capazes de causar.
Quando alguém me pergunta sobre como começar um blog, e eu escuto isso um bocado, acreditem, sempre dou a mesma resposta: Do que você gosta? Escreva sobre isso. Eu sigo a minha própria regra, e tem dado certo.






artigo muito bom.