A velha mídia e seus velho modelo de negócio

30 / 08 / 2009   ads, adsense, anuncios, google, internet, marketing, mídia, monetização, yahoo* comente esse artigo

O assunto do momento entre os “mídias”, nome auto-dado a quem estuda comunicação, publicidade, etc… é uma pesquisa da Price Waterhouse que constatou que 62% dos internautas estão dispostos a pagar por conteúdo online. Alguns grandes jornais, como o Sunday Times, segundo o próprio dono do jornal, o bilionário australiano Ropert Murdoch, cogita cobrar pela informação em seu novo site. O Washington Post nunca saiu desse modelo, seu site foi, ainda é e deve permanecer cobrando pelo acesso. o The New York Times, já foi pago, virou gratuito e cogita voltar a ser pago.

No Brasil
Por aqui os três maiores jornais impressos do país seguem o mesmo modelo de negócio.
O Estado de São Paulo
adota o modelo mesclado, cobra pelo acesso a algumas notícias e editoriais  em seu site (apenas notícias da vesão impressa e ao custo de R$ 29,90/mensais), mas com acesso livre para assinantes da versão impressa.
A Folha de São Paulo também segue essa linha, os assinantes da versão impressa ou do UOL (o controle acionário do portal é do Grupo Folha) podem ler as notícias da versão impressa, os demais internautas apenas da versão online.
E finalmente O Globo, cobra R$ 35,90 pela versão digital. Nos três casos, o assinante também possui acesso ao “histórico” do jornal.
Um modelo diferente foi o da Editora Abril para a revista semanal Veja, o acesso online à edição atual é restrito aos assinantes, todo o resto, incluindo o arquivo de edições, está liberado.

Quem vai bem com o modelo pago?
Até agora, quem vai bem com o modelo pago são os sites que fornecem informações muito valiosas a poucos usuários. Dois dos exemplos mais famosos são a Bloomberg e o The Wall Street Journal. Mas é interessante notar que boa parte do conteúdo de noticiário está liberado. O que é (bem) pago são entrevistas, análises e, claro, as informações do mercado financeiro, especialidade das duas instituições. Pelas últimas informações liberadas pelos controladores, os dois negócios vão muito bem, obrigado, mesmo nesse período de crise internacional.

Por que insistir no pago?
Os grandes grupos de informação dizem que não é possível fornecer um material de alta qualidade apenas com a receita publicitária. Segundo eles, o custo de obtenção da informação (jornalistas, viagens, equipamentos, backoffice, etc…) é muito alto, proibitivo mesmo, tornando a operação inviável.

Sinceramente, isso é muito estranho. Certamente não existe nenhuma operação de internet é mais cara que o Google. Acredita-se que o  líder absoluto das buscas na internet possua centenas de milhares de pequenos servidores e links na casa dos terabits. São milhares de funcionários e boa parte deles dedicados apenas às inovações de amanhã, ou seja, muita gente trabalhando em algo que possivelmente nunca irá pro ar. Então como sobrevive e obtem seus gordos lucros? O Google, e também o Yahoo! foram capazes de montar eficientes sistemas para a venda de anúncios online. Curiosamente os dois sites são especialistas nos opostos do espectro de anúncios: o Google tem a frente no varejão e o Yahoo! nos anúncios Premium.

Além dos dois há muitas outras redes de anúncios surgindo e se estabelecendo, todas apostando em conteúdo gratuito, afinal, é esse tipo que fornece o maior número de visitas, consequentemente o maior número de cliques e renda. Pra quem não sabe, nessa modalidade de negócio (geralmente) a anunciante só paga quando seu anúncio é clicado, e o veículo, que pode ser um blog como esse, só recebe nessa mesma situação, quando o anúncio é clicado.

Conclusão
A conclusão com maior probabilidade de estar correta é que estamos em um momento de transição do modelo de arrecadação com anúncios, e quem não entender o novo mecanismo ficará pra trás, quem sabe até lidando com o fim do próprio negócio. É muito cômodo aos grandes grupos dizer que não é viável viver apenas de propaganda (quando sabemos que sim, é possível, ou ninguém mais lembra que a TV aberta SEMPRE viveu apenas disso?) . Mais difícil e provavelmente mais eficiente a longo prazo, seria construir parcerias e equipes de vendas mais agressivas e/ou sintonizadas com os novos tempos.

Apenas como nota final, muito se diz que os blogs não seriam competição para os “jornaizões” por não terem equipe ou buscarem a notícia no lugar real. Cada vez menos verdadeira essa visão, há vários blogs com equipes PAGAS e até mesmo enviados. É como disse, apenas são mais enxutos nos custos e eficientes na hora de vender seus espaços  publicitários.

enviado por Marcos V.

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as 5 regras básicas para escrever um bom post no seu blog

28 / 08 / 2009   Blogar, comentários, escrever* 4 comentários

Se você quer atrair cada vez mais visitas e garantir que elas voltem, só há uma forma: bom conteúdo! Todos visitamos um blog porque tem informação útil, ou inútil a ponto de nos fazer rir. O conceito de utilidade certamente varia de leitor para leitor, mas existe um denominador comum que não é difícil de ser encontrado. Por exemplo, se na sua escola, faculdade, local de trabalho, etc… todos riem das bobagens que você diz, ótimo, isso pode ser um bom conteúdo, escreva suas gracinhas no seu blog. Mas vamos às regras:

1. Escreva bem
Escrever bem não significa nunca cometer um erro gramatical ou fazer o Pasquale se sentir no pré-primário. Escrever bem é transmitir uma idéia com clareza, seguir as regras de um bom texto e ser capaz de prender a atenção do leitor.

2. Promova a discussão
Um blog começa no post, mas termina nos comentários dos seus leitores. Promova a discussão entre eles incentivando os comentários. Frases como “E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário” realmente funcionam. Apenas tome cuidado para não promover uma guerra na área de comentários do blog.

3. Escolha temas relevantes
Quanto mais importante o tema maior a probabilidade das pessoas se interessarem por ele. Isso independe do nicho do seu blog. Escolha algo que seu público gostaria de saber mais a respeito. Para blogs temáticos, uma boa regra é fazer a pergunta: “Se eu fosse leitor desse blog, gostaria de saber mais sobre isso?” Seja sincero consigo mesmo e, convenhamos, se nem você se interessaria pelo tema, por que seus visitantes iriam gostar?

4. Não se prolongue
Esse item deveria ser apenas: seja tão breve quanto possível. Mas vou quebrar essa regra e me extender :) Se a sua intenção é escrever a nova versão de “Os Sertões” a cada post, seus leitores irão fugir. Há quem goste e quem odeie o fato de os internautas não gostarem de posts bíblias de tão longos, mas é um fato: posts sucintos, que vão direto ao ponto, atraem mais leitores. Se você quiser que seu site seja algo além do “blog do eu sozinho”, tem que respeitar esse fato.

5. Escolha temas atuais ou eternos
Na hora de escolhar o tema do artigo, há três possibilidades: 1. pode ser um assunto extremamente atual, como a grande notícia do dia; 2. uma questão eterna, daquelas que estão sempre nas rodas de discussão; 3. notícia velha.
Qualquer post que se encaixe nos casos 1 e 2 está ótimo, mas não existe nada melhor pra espantar leitores que tratar um assunto que foi mediamente importante há dois ou três meses como se fosse o grande tema do momento.
obs: pra quebrar esse tese, se você conseguir “requentar” um assunto, marcará muitos pontos com seus leitores.

E pra lembrar do item 2: deixe um comentário sobre o que te faz ler um post até o final.

enviado por Marcos V.

Digg It! Digg It! Del.icio.us

HugeURL, o gigantismo na web

27 / 08 / 2009   internet* comente esse artigo

Os sites de microURL são uma febre na web, eu mesmo estou terminando um que será lançado nos próximos dias :) . Tudo por conta do Twitter. Como a ferramenta de microblog permite textos com apenas 140 caracteres, uma URL muito longa ocuparia todo o espaço da mensagem. Assim, um endereço como http://www.webcetera.com.br/blog vira http://jomp.me/10 E aí, já descobriu qual será o nome do site?

Claro que toda a boa idéia sempre gera uma boa piada, por isso foi criado o HugeURL. Um site que transforma qualquer endereço cotoco em uma trapizonga sem fim. Só para ter idéia, o endereço aqui do blog vira esse negócio ai embaixo:

http://www.hugeurl.com/?MmNiZGFkNDI5MDc1YWFjODkxZDk5OTFiMjVi
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É ou não uma daquelas sensacionais perdas de tempo que todo mundo adora?! Eu achei que o mundo já havia ouvido falar do hugeurl, mas como conversando com um pessoal no trabalho, NINGUÉM conhecia, resolvi postar por aqui.

enviado por Marcos V.

Digg It! Digg It! Del.icio.us

A Microsoft no corredor polonês

26 / 08 / 2009   ads, internet* comente esse artigo

Já dizia o ditado e o conto de Edgar Allan Poe: em terra de cego, quem tem um olho é rei. O que dizer então da internet, com seu bilhão de olhos escrutinando tudo o que acontece. A vítima da vez foi a Microsoft. A gigante de Redmond colocou no ar uma campanha publicitária exibindo uma mulher branca, um homem negro e um oriental. Isso na versão em inglês, veja a imagem abaixo:

homem negro em anúncio da microsoft

homem negro em anúncio da microsoft

Já na versão em polonês, a cabeça do homem negro foi trocada pela de um homem branco (ah, o photoshop!). O detalhe interessante é que a mão continua negra. Veja a foto abaixo:

homem branco em anúncio da microsoft

homem branco em anúncio da microsoft

Tenho certeza que todo mundo consegue compreender “localização” de um anúncio, ou seja, torna-lo mais parecido com o público alvo. Como deve haver poucos homens negros na Polônia, fizeram a “dança das cabeças”. O que gerou reclamação foi o fato do oriental continuar lá, isso evidenciaria racismo. A Microsoft se desculpou, informou que iria retirar o anúncio do ar e procurar os responsáveis pela manipulação da imagem.

Opinião desse blogueiro: eu compreendo que se troque o homem negro por um branco para o anúncio na Polônia. E também entendo que não tivessem “trocado” o oriental. Desde que o Japão começou a inundar o mundo com suas traquitanas eletrônicas, lá na longinqua década de 1970, que orientais são relacionados à tecnologia, escopo do anúncio.

enviado por Marcos V.

Digg It! Digg It! Del.icio.us

Como transformar fast-food em iguarias

26 / 08 / 2009   internet* comente esse artigo

Eu vivo dizendo pra todo mundo que encontro que não é difícil ganhar (algum) dinheiro com Internet, você só precisa de duas coisas:

  1. criar um site sobre algo que REALMENTE gosta!
  2. atualizar o site com regularidade (de preferência diariamente). Claro que isso não será difícil, afinal trata-se de um assunto que você REALMENTE gosta.

Esse post é um exemplo de uma sacada genial sobre isso. Alguém teve a brilhante idéia de exibir receitas de alta gastronomia feitas apenas com… fast-food (o famoso McLixo, não que eu não goste, heim!)

O site é muito bem feito, fotografado, escrito e filmado, um trabalho de primeira. Não tenho dúvida alguma que com o tempo certo poderá trazer retorno aos seus criadores. Aliás, pelo menos um tipo importante de retorno ele já conseguiu, mídia gratuita, há um bocado de artigos em sites, jornais, rádios, tv, etc…

Veja no exemplo abaixo, esse “chique” confit aí abaixo foi preparado com…

cofit feito com mcnuggets

cofit feito com mcnuggets

… uma porção de McNuggets!

porção de mcnuggets

porção de mcnuggets

Apenas para apreciar o belo trabalho de feitura do site, eis o vídeo da “arte”:

Se você tiver um pouco de paciência, dá até pra enganar e fazer bonito com a namorada/namorado.

enviado por Marcos V.

Digg It! Digg It! Del.icio.us

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