Linux chega 1% do mercado de sistemas operacionais

05 / 05 / 2009   Genéricas* 1 comentário

linux-tux-1-02-percentA comunidade do pinguim está em polvorosa, chegamos a 1% do mercado de sistemas operacionais, segundo o instituto de pesquisas Nielsen, uma espécie de Ibope americano. Tá, alguém pode dizer que 1% é uma bela porcaria. Na verdade, o que mais se comemorou foi o crescimento de 0,69% a 1,02% do mercado em menos de um ano. Nos últimos dois anos o crescimento relativo foi de 150%.

Eu me lembro que há 15 anos estimava-se algo em torno de 20% de mercado para o Linux. Então o que deu errado? Provavelmente (e não atirem as pedras) foi o excesso de liberdade. Em sistemas como o Windows ou o MacOS, uma única corporação controla todos os aspectos do desenvolvimento, marketing, suporte, etc… Quem pensa em windows pensa na Microsoft, o mesmo vale em relação ao MacOS e a Apple. Mas não há uma resposta simples quando queremos saber quem faz o linux. O resultado disso foi um enorme esforço, porém dividido, sem foco.

Um programa para Windows é um programa para Windows e pronto. Exceto por uma questão de versão (p.e., roda no XP, mas não no Vista e vice-versa), sei que é o programa certo. No Linux as coisas são um pouco mais complicadas. Há várias distros (distrubuições) diferentes. Com o tempo as principais geraram filhotes e o número de diferentes versões chega ao infinito. As principais famílias hoje são:

  • RPM: RedHat, CentOS, Fedora, etc…
  • Debian: Debian, Ubuntu, etc…
  • SUSE: Suse
  • Slackware: slackware
  • Gento
  • e muitas outras

Cada uma delas utiliza uma forma diferente de encapsular os programas ou caminhos diferentes para armazenar as partes do sistema.

Curiosamente, as mais bem sucedidas são aquelas que possuem grandes empresas bancando o desenvolvimento. No caso dos linux baseados em pacotes RPM, está a RedHat. No Suse, a Novell. A Canonical banca o Ubuntu (que é baseado no Debian). É justamente esse movimento de “adoção” que permite que o sistema ganhe a confiança do mercado e cresca.

O Ubuntu está tomando o mercado de desktop linux de assalto. O sistema é amigável, estável, confiável, possui uma centralização de desenvolvimento e suporte para empresas. Outro projeto bem sucedido é o Fedora (bancado pela RedHat) que possui as mesmas características de usabilidade.

Porém, talvez o passo mais importante em tudo isso é que já há vários anos o desenvolvimento do Kernel (o cérebro do sistema operacional) é bem centralizado. Assim, empresas como IBM, Oracle, Novell, Sun, etc… sempre foram colaboradores. Ao participar do desenvolvimento elas se sentem mais confiantes para criar produtos e serviços baseados na plataforma e oferecer aos seus clientes.

Agora, temos que acompanhar os próximos relatórios e ver se foi um soluço ou um movimento sustentável de crescimento.

enviado por Marcos V.

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