A maioria dos portais acreditam que são hubs de tráfego, e são mesmo!, ou seja, possuem uma enorme visitação e com isso podem distribuir para sites afiliados (próprios ou não) e gerar pageviews, receitas, etc… É o modelo clássico de negócio dos portais.
Já participei de diversos processos de parcerias com mais de um portal e, apesar de perguntarem, o tráfego adicionado por um eventual novo parceiro é secundário. O que desejam é “agregar valor”. Reforçar a área em que são fracos. O blog A fornece um ponto de vista diferente para um determinado assunto que já cobrimos ou não? Então serve.
Hoje li uma notícia (AOL cria duas novas divisões) que indica a mudança desse paradigma, ao menos para a America On Line (AOL). Eles já foram a maior BBS do mundo, depois o maior portal da internet (chegaram a comprar a Time Warner!) e vem, desde o estouro da bolha, em queda. Perderam posição para Yahoo!, Google, MySpace, etc…
A empresa de internet foi repartida em PeopleNetworks e MediaGlow.
A PeopleNetworks ficará encarregada do Bebo, a rede social da AOL, e do AOL IM, o “messenger” deles. Vale lembrar que nos EUA o uso de múltiplas contas de messengers é muito comum.
Já a MediaGlow ficará com os mercados específicos, como o AOL Health, canal de saúde e bem estar, e o TMZ.com, um blog com notícias de celebridades.
Segundo o vice-presidente executivo do grupo, e agora presidente da MediaGlow, Bill Wilson
Nós não contamos com o portal para direcionar o tráfego. É uma grande diferença de como atuávamos há três anos. Agora realmente focamos no conteúdo editorial… e estamos focados em criar tantos pontos de entrada quanto possível. Outros possuem planos diferentes.
We’re not counting on our portal to drive traffic. That’s such a difference from where we sat three years ago. We’re really focusing on editorial voice . . . and we are focused on creating as many relevant starting points as possible. Others have different plans.
O EVP informa ainda que o lançamento da AOL Music representa mais um passo nessa direção.
Apesar de não acreditar que exista o modelo de negócios ideal, eu tendo a concordar com o que a AOL começou a utilizar. Quando resolvo “adotar” um blog ou site, não considero muito o que o site é (em termos de audiência) mas o que poderá reverter para a “matriz” depois de estabelecido.
Claro que as diferenças podem parecer sutis, mas há um ponto fundamental aqui: o modelo clássico espera conteúdo de qualidade e entra com os gastos (hospedagem, tráfego, layout, etc…) O modelo inverso entra com tudo isso e com maior liberdade para o site “filial”. Não é apenas liberdade editorial, mas a forma de se colocar na internet para atrair o tráfego.
Frequentemente um site isolado pode utilizar recursos que não cabem a um portal (criar comunidades em redes sociais, canais no youtube, etc…) e o estímulo a essas atitudes reflete-se em visitas na direção da matriz, que com o tempo voltam para a filial. É a versão positiva da faca de dois gumes.
E na sua opinião, qual o melhor modelo?






Nenhum comentário »
Nenhum comentário.
Enviar Comentário