No post anterior eu já havia dito que os métodos para medir a audiência da internet variam muito. Pois bem, aqui vai uma nova tabela, com os dados de Dezembro/2008 da comScore. A variação em relação à Internet World Stats é de 30%! Além de mudar a ordem dos países. Esses dados são muito mais úteis de forma qualitativa (tendências de crescimento, acesso de casa ou trabalho, etc…) do que quantitativa (quantas pessoas de fato acessam).
Mas se você é viciado em estatísticas, como eu, sempre vale a pena dar uma olhada.
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Os 15 países líderes em audiência na internet
December 2008
Idade 15+, Acesso de Casa & Trabalho
Source: comScore World Metrix |
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País
|
Visitantes únicos (000)
|
% no Mundo
|
|
Worldwide
|
1,007,730
|
100.0%
|
|
China
|
179,710
|
17.8%
|
|
United States
|
163,300
|
16.2%
|
|
Japan
|
59,993
|
6.0%
|
|
Germany
|
36,992
|
3.7%
|
|
United Kingdom
|
36,664
|
3.6%
|
|
France
|
34,010
|
3.4%
|
|
India
|
32,099
|
3.2%
|
|
Russia
|
28,998
|
2.9%
|
|
Brazil
|
27,688
|
2.7%
|
|
South Korea
|
27,254
|
2.7%
|
|
Canada
|
21,809
|
2.2%
|
|
Italy
|
20,780
|
2.1%
|
|
Spain
|
17,893
|
1.8%
|
|
Mexico
|
12,486
|
1.2%
|
|
Netherlands
|
11,812
|
1.2%
|
enviado por Marcos V.
Esses dados são sempre curiosos. Abaixo a tabela compilada pela Internet World Stats em julho de 2008. Você não irá encontrar duas tabelas idênticas porque os critérios sobre o que é um usuário ativo variam, além de ser amostral, como em pesquisas eleitorais.
Só para efeito de comparação, os dez países mais populosos, por ordem decrescente de população, são: China, Índia, Estados Unidos, Indonésia, Brasil, Paquistão, Bangladesh, Nigéria, Rússia e Japão. Note que apenas Bangladesh e Nigéria não estão nas listas dos 20 maiores da internet, e que Brasil e México são os únicos representantes da Ámerica Latina.
E você, o que achou da lista?
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OS 20 PAÍSES COM MAIS USUÁRIOS DE INTERNET (Julho/2008)
|
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| # |
País
|
Usuários Ativos |
% Populaç. |
% no Mundo |
Populaç.
(Est. 2008) |
Crescimento
(2000 - 2008) |
|
1
|
China |
253,000,000 |
19.0 % |
17.3 %
|
1,330,044,605
|
1,024.4 % |
|
2
|
Estados Unidos |
220,141,969 |
72.5 % |
15.0 % |
303,824,646
|
130.9 % |
|
3
|
Japão |
94,000,000 |
73.8 % |
6.4 %
|
127,288,419 |
99.7 % |
|
4
|
Índia |
60,000,000 |
5.2 % |
4.1 %
|
1,147,995,898
|
1,100.0 % |
|
5
|
Alemanha |
52,533,914
|
63.8 %
|
3.6 %
|
82,369,548
|
118.9 %
|
|
6
|
Brasil |
50,000,000 |
26.1 % |
3.4 %
|
191,908,598
|
900.0 % |
|
7
|
Reino Unido |
41,817,847 |
68.6 % |
2.9 %
|
60,943,912
|
171.5 % |
|
8
|
França |
36,153,327 |
58.1 % |
2.5 %
|
62,177,676
|
325.3 % |
|
9
|
Coreia do Sul |
34,820,000
|
70.7 %
|
2.4 %
|
49,232,844
|
82.9 %
|
|
10
|
Itália |
34,708,144
|
59.7 % |
2.4 %
|
58,145,321
|
162.9 % |
|
11
|
Russia |
32,700,000
|
23.2 %
|
2.2 %
|
140,702,094
|
954.8 % |
|
12
|
Canadá |
28,000,000
|
84.3 %
|
1.9 %
|
33,212,696
|
120.5 %
|
|
13
|
Turquia |
26,500,000 |
36.9 % |
1.8 %
|
71,892,807
|
1,225.0 % |
|
14
|
Espanha |
25,623,329 |
63.3 % |
1.8 %
|
40,491,051
|
375.6 % |
|
15
|
Indonésia |
25,000,000
|
10.5 %
|
1.7 %
|
237,512,355
|
1,150.0 %
|
|
16
|
México |
23,700,000 |
21.6 % |
1.6 %
|
109,955,400
|
773.8 % |
|
17
|
Irã |
23,000,000 |
34.9 % |
1.6 %
|
65,875,223
|
9,100.0 % |
|
18
|
Vietnã |
20,159,615 |
23.4 % |
1.4 %
|
86,116,559
|
9,979.8 % |
|
19
|
Paquistão |
17,500,000 |
10.4 % |
1.2 %
|
167,762,040
|
12,969.5 % |
|
20
|
Austrália |
16,355,388 |
79.4 % |
1.1 %
|
20,600,856
|
147.8 % |
| 20 primeiros |
1,115,713,572 |
25.4 % |
76.2 %
|
4,388,052,548
|
284.5 % |
| Resto do mundo |
347,918,789 |
15.2 % |
23.8 %
|
2,288,067,740
|
391.2 % |
| Total de usuários no mundo |
1,463,632,361 |
21.9 % |
100.0 %
|
6,676,120,288
|
305.5 % |
enviado por Marcos V.
Crise
A crise atingiu forte as empresas de tecnologia, principalmente as de web, como era de se esperar. São empresas muito alavancadas nas bolsas de valores (possuem valor de mercado até dezenas de vezes maior que seus faturamentos) e o olho do furação atingiu o mercado financeiro. Por isso estamos diariamente lendo notícias como essas:
- Digg deve cortar até 10% dos funcionários. A empresa começa a focar em lucratividade e por isso está montando um time de vendas. Apesar de atrair cerca de 30 milhões de usuários por mês, o faturamente nos três primeiros trimestres de 2008 foi de “apenas” US$ 6.4 milhões.
- Microsoft anuncia corte de 5.000 empregos. O lucro líquido da companhia caiu 11% no segundo trimestre de seu ano fiscal, para US$ 4.3 bilhões. Por isso, 5.000 empregos serão cortados nos próximos 18 meses, 1.400 imediatamente
- Google vai demitir 100 recrutadores. Essa é uma mudança bastante interessante. Até há pouco tempo a Google tinha por política recrutar jovens universitários que demonstrassem algum talento, mesmo que não houvesse necessidade da mão de obra. Esse movimento gerou uma séries de inovações e a companhia sempre se gabou disso. Diminuir o ritmo de formação nas “categorias de base” dá a noção do horizonte previsto para uma empresa que vive de vender espaço publicitário em um mercado sem grana pra anunciar.
Não sou economista nem pitonisa, mas duvido que o pior já passou. O pior da tempestade não são os raios, mas a inundação que se segue, às vezes até depois que chuva parou. E apesar das tentativas de diversos governos ao redor do mundo para dar maior liquidez às suas economias, creio que 2009 será um ano terrível para quem vive de anúncios, e internet, como se sabe, é uma “mídia”.
As novas empresas
Por que o mar de lama seria bom para quem está começando? Na verdade, é bom apenas para quem inicia um projeto mas não vive dele. É de se esperar um corte nos investimentos dos projetos de web já estabelecidos em função da diminuição da arrecadação com publicidade. Como os principais canais são veículos e anunciantes ao mesmo tempo, o jogo não fica igualado, mas o tamanho do abismo diminui.
Além disso é sempre mais fácil para quem está começando mudar o plano de negócio. Um exemplo concreto, na nova fase do Cupido.com.br (site de encontros e namoro online) havia um debate se deveríamos cobrar mensalidade ou não. Com o baixo crescimento previsto, em torno de 2%, e o aumento do desemprego que deve vir, há um bom ambiente para um site gratuito. Numa sociedade endinheirada, um serviço de baixo custo ou um gratuito (desde que ofereçam serviços equivalentes) costumam ser vistos com os mesmos olhos. Quem nunca ouviu uma frase como essa -Ahh, a quantia X reais mensais não faz diferença pra mim, se tiver que pagar eu pago. No entanto, mesmo que a renda não tenha diminuido mas a pessoa não esteja muito certa sobre se continuará empregada ou não, a tendência é economizar, nesse caso, ponto para o gratuito.
Ciclo
Esse é o ciclo do capitalismo: crescimento, estagnação ou recessão seguido de novo crescimento. O que importa é que ao final de cada ciclo de crescimento a economia mundial estará em situação melhor que no final do ciclo anterior. E já tive a oportunidade de ler alguns estudos mostrando que os protagonistas dos períodos áureos tendem a surgir durante as crises. Faz sentido, na fartura qualquer um consegue o seu bocado de mercado, mas a crise é Darwiniana, apenas os mais aptos sobrevivem. Quando os “dias terríveis” acabam o mercado está enxuto, menos e melhores concorrentes. Agora cabe ao verdadeiro empreendedor aproveitar-se disso.
enviado por Marcos V.
Com um pouco de atraso vou comentar aqui o relatório da hitslink para novembro/2008. Nesse mês o firefox ultrapassou a barreira dos 20% de mercado pela primeira vez. Isso ia acontecer cedo ou tarde, o FF 3 é um produto melhor que o IE 7. O que achei mais interessante foram as razões que o pessoal da fundação Mozilla encontrou para isso. São três:
- Houve a eleição americana, aumentando o tráfego internacional em direção aos EUA, onde se concentra a maior parte da aquisição de dados, e o tráfego não caiu de forma significativa após a vitória de Obama.
- O feriado de ação de graças, talvez o mais importante na tradição americana, que é a típica data familiar. As pessoas ficam ou vão para casa.
- Um mês possui em média 8.57 dias de finais de semana. Em novembro houve um a mais, passando para dez dias. Ou seja, mais tempo para utilizar a internet a partir de casa.
Daí é possível concluir que:
- Fora dos EUA o firefox é mais utilizado. (sim, já sabíamos que isso era verdade).
- Apesar de no trabalho ainda se utilizar muito o IE, por razões de suporte corporativo, em casa a preferência pelo firefox aumentou. Sempre houve a alegação que em casa os usuários tendem a utilizar as ferramentas com as quais lidam diariamente nas empresas, como se vê, essa cultura parece estar mudando.
Bom, chega de blá, blá, blá e vamos aos números:

Pariticipação de mercado dos navegadores:
Internet Explorer: 68,15%
Firefox: 21,34%
Safari: 7,93%
Chrome: 1.04%
Opera: 0,71%
Outro ponto que chama a atenção é que o Chrome parece estar estabilizado em torno de 1%. Após o lançamento bombástico, ficou claro que o produto ainda precisa amadurecer um bocado, apesar de ser uma boa promessa. E vale ressaltar que os números do Safari continuam subindo, compatível com o aumento de mercado dos computadores da Apple.
enviado por Marcos V.
A maioria dos portais acreditam que são hubs de tráfego, e são mesmo!, ou seja, possuem uma enorme visitação e com isso podem distribuir para sites afiliados (próprios ou não) e gerar pageviews, receitas, etc… É o modelo clássico de negócio dos portais.
Já participei de diversos processos de parcerias com mais de um portal e, apesar de perguntarem, o tráfego adicionado por um eventual novo parceiro é secundário. O que desejam é “agregar valor”. Reforçar a área em que são fracos. O blog A fornece um ponto de vista diferente para um determinado assunto que já cobrimos ou não? Então serve.
Hoje li uma notícia (AOL cria duas novas divisões) que indica a mudança desse paradigma, ao menos para a America On Line (AOL). Eles já foram a maior BBS do mundo, depois o maior portal da internet (chegaram a comprar a Time Warner!) e vem, desde o estouro da bolha, em queda. Perderam posição para Yahoo!, Google, MySpace, etc…
A empresa de internet foi repartida em PeopleNetworks e MediaGlow.
A PeopleNetworks ficará encarregada do Bebo, a rede social da AOL, e do AOL IM, o “messenger” deles. Vale lembrar que nos EUA o uso de múltiplas contas de messengers é muito comum.
Já a MediaGlow ficará com os mercados específicos, como o AOL Health, canal de saúde e bem estar, e o TMZ.com, um blog com notícias de celebridades.
Segundo o vice-presidente executivo do grupo, e agora presidente da MediaGlow, Bill Wilson
Nós não contamos com o portal para direcionar o tráfego. É uma grande diferença de como atuávamos há três anos. Agora realmente focamos no conteúdo editorial… e estamos focados em criar tantos pontos de entrada quanto possível. Outros possuem planos diferentes.
We’re not counting on our portal to drive traffic. That’s such a difference from where we sat three years ago. We’re really focusing on editorial voice . . . and we are focused on creating as many relevant starting points as possible. Others have different plans.
O EVP informa ainda que o lançamento da AOL Music representa mais um passo nessa direção.
Apesar de não acreditar que exista o modelo de negócios ideal, eu tendo a concordar com o que a AOL começou a utilizar. Quando resolvo “adotar” um blog ou site, não considero muito o que o site é (em termos de audiência) mas o que poderá reverter para a “matriz” depois de estabelecido.
Claro que as diferenças podem parecer sutis, mas há um ponto fundamental aqui: o modelo clássico espera conteúdo de qualidade e entra com os gastos (hospedagem, tráfego, layout, etc…) O modelo inverso entra com tudo isso e com maior liberdade para o site “filial”. Não é apenas liberdade editorial, mas a forma de se colocar na internet para atrair o tráfego.
Frequentemente um site isolado pode utilizar recursos que não cabem a um portal (criar comunidades em redes sociais, canais no youtube, etc…) e o estímulo a essas atitudes reflete-se em visitas na direção da matriz, que com o tempo voltam para a filial. É a versão positiva da faca de dois gumes.
E na sua opinião, qual o melhor modelo?
enviado por Marcos V.
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