Introdução: antes de mais nada gostaria de expor meu ponto de vista sobre inovações: elas são muito, muito raras e geralmente naufragam na primeira tentativa e só prosperam quando deixam de ser inovação e passam a evolução: (Houaiss) processo gradativo, progressivo de transformação, de mudança de estado ou condição; progresso
Depois de alguma especulação (na verdade bem pouca, pois a Google mantém tudo em segredo) finalmente pudemos ver o navegador Google Chrome. Começou a ficar óbvio que estava pra acontecer quando a Google parou de prestar o serviço do Google Browser Sync para firefox. Voltando ao Chrome, o navegador em si é muito interessante, e concorrência é sempre bom, mas vou deixar a descrição detalhada do processo pra outros, apesar que citarei alguns pontos mais abaixo. Prefiro comentar o burburinho que está em quase todos os forums. Os senhores do holocausto já anunciam o fim do firefox. Morreu, acabou, faleceu. Eu não sou Pitonisa, mas acho improvável que isso aconteça, ao menos no curto prazo. Vamos aos fatos.
A parceria
1. O google é o principal patrocinador da fundação Mozilla, em 2006 (última informação), representou US$ 31 milhões de um total de US$37milhões arrecadados. Há dois meses renovou seus contratos com os fabricantes do firefox até 2011. No mínimo, a fundação tem três anos para continuar o trabalho. Diga-se, US$ 31 milhões/ano para desenvolver um browser é uma pechincha.
2. Apesar da parceria tão estreita, alguns pontos de conflito futuro começaram a ficar claros em 2006, época em que o conceito do Chrome parece ter surgido dentro da Google. A Mozilla começou a anunciar planos para a iniciativa Mozilla Labs, muito parecida com o Google labs. Basicamente vão desenvolver e apoiar o desenvolvimento de serviços online e interação Desktop-Web. Alguns produtos como Weave (sincroniza Favoritos, cookies, senhas, etc… entre os navegadores em diferentes computadores), Personas (permite firulas na aparência do browser - e as pessoas adoram esses adornos!) e Prism (um produto para “retirar” aplicativos da web e deixa-los no desktop) já estão em fase de testes. Mas se comenta até de aplicativos tipo office (editor de texto, planilha, etc..) que iriam em concorrência direta com o Google docs.
3. Também já se fala em parceria da Mozilla com outras iniciativas como a wikisearch e por aí afora.
Comparação
Todo mundo adora uma comparação, não sou diferente, vamos a elas.
1. Velocidade. O Chrome é mais veloz na renderização que o firefox 3. Ponto. Mas não é mais rápido que o Firefox 4 rodando o Gecko 2. Usuários Linux que quiserem sentir a diferença, instalem o epiphany como Gecko 2, o bicho voa. Portanto, no próximo release do firefox essa vantagem deve desaparecer. Só pra não passar batido: a partir da próxima versão o epiphany também utilizará o Webkit, o mesmo motor de renderização do chrome.
2. Segurança. Os desenvolvedores do Chrome utilizam o conceito de Sandbox (caixa de areia) para controlar o que o navegador pode fazer. A idéia básica é dizer para o browser que ele só pode “brincar” dentro da caixa de areia. Isso, sem dúvida, aumenta em muito a segurança. Mas a crítica parece ser mais dirigida ao internet explorer do que ao Firefox, que utiliza um conceito bastante parecido. Há até mesmo plugins para aumentar ainda mais a segurança do firefox. Mas façamos justiça, o chrome vem com isso “de linha” hoje.
3. Estabilidade. Aqui o navegador da Google dá um banho. Teoricamente. Digo “teoricamente” porque, por mais que tenha sido testado internamente, ainda precisamos ver como se comportará na prática. Entender o porque dessa vantagem é fácil. O I.E. e o Firefox vem de longa linha de desenvolvimento. Quando começaram seus ciclos de produção o computador médio era bem inferior ao que existe hoje, e deveriam se adaptar a ele. Em projetos grandes, como esses, não se reinventa a roda a cada versão, assim, muito ainda vem desde os primórdios. Entre esses pontos está o isolamento de memória. Os navegadores mais antigos utilizam um grande “balde” de memória e vão colocando seus tantos de água (as páginas) nesse balde. Se um dos baldes vem contaminado, perde-se tudo. Em outras palavras, o programa trava, fecha, vai pro beleléu. O Chrome abre um balde para cada página. Se aquele balde estiver contaminado não afeta os outros, pois não se comunicam.
No entanto, para fazer isso utiliza mais recursos do computador, principalmente memória. Como é um produto em ciclo de desenvolvimento bastante recente, essa memória média está disponível na maioria dos computadores. Ponto para o chrome.
4. Extensões. O pessoal do Chrome diz que quer desenvolver um navegador que não tenha excesso de características e possibilidades, mas que também não tenha poucas. Nessa primeira versão falta muita coisa que o firefox já tira de letra. Ponto para a Mozilla.
5. Novidades. Exceto pela parte de estabilidade (item 3), não vi na apresentação do Google nada que já não exista para o firefox, seja diretamente ou como extensão. Busca inteligente, smart keywords, nova aba com “inteligência”, etc… tudo isso já existe. Empate.
6. Desenvolvedores. Vou ficar devendo essa. Desenvolver para o Firefox é fácil, para o Chrome eu ainda não sei. Não li a documentação nem tentei produzir nada. Mas gostei, e muito, do conceito da API (o “material” para desenvolvimento) pública. Tudo o que não precisamos são mais APIs fechadas. De qualquer maneira, da forma como é apresentada pelo Google, acho que veremos uma integração grande em material para desenvolvimento entre os dois.
Internet Explorer
Está tão atrás na briga, que prefiro esperar o release da versão 8 para comentar.
Conclusão
Para mim a conclusão é fácil, vou continuar utilizando o Firefox, pelo menos até que saia uma versão do Chrome para Linux :). Mas se velocidade fosse meu único problema, utilizaria o epiphany no meu dia a dia.
De qualquer forma, creio que desenvolvedores devem colocar mais um browser na lista de testes.






[...] ser ainda muito recente, foi lançado ontem!, comento o novo navegador da Google nesse outro [...]
duvida vc saberia me dizer se o google chrome tem a opção de reabrir aba recem fechada ? tentei achar essa opção com o botao direito do mouse nao achei e no firefox tem essa opção quando fecho uma aba consigo reabrir ela . agorei , gostei muito de ter conhecido o google chrome promete e muito …parabens pelo seu artigo ..abraços
ps.: tambem vou esperar com muita ansiedade o lançamento do google chrom pra linux , vc tem ideia previsão ?
marcio
linux
também não encontrei nenhuma referência a reabrir uma aba recém fechada. Como sempre deixo passar esses detalhes, fui a alguns foruns e tem um monte de gente reclamando da mesma coisa.
Quanto ao lançamento da versão para linux, a única posição oficial da Google é que será lançado, mas não há informações sobre prazos.
[]s.
[...] Na imagem abaixo é possível ver o consumo do Chrome e do Internet Explorer. Já expliquei porque o Chrome consome mais memória. Chrome [...]
Estou testando o Chrome e não achei problemas até agora.
Quanto ao pedido do Márcio, quando se abre um nova aba, aparece a opção: “abas recém fechadas” num menu amarelo dentro da nova aba aberta, à direita dos favoritos. Lá estão os links das páginas que fechou anteriormente até que feche totalmente o browser. Então esse menu some até que abra e feche novamente alguma página.
Bem esclarecedor o seu post.
Valeu.
Um abraço!
valeu pelo aviso, eu não havia percebido.
[]s
Quais são os pontos positivos e negativos da Google Chrome, do Firefox e EI?
crtl+shift+t reabre a última aba fechada
Ainda não confio no Chrome pra abrir sites que possam instalar malware. Firefox com Nocript é infalível. Será que posso confiar no Chrome sobre instalações não solicitadas?
a resposta é não. Mas não apenas para o Chrome, para QUALQUER programa que você instalar. Não existe grandes projetos de programação sem bugs, então é melhor se precaver.
[]s
ADOREI MUITO POIS FICOU COMO EU QUERIA
FICOU MUITO INTERESSANTE PARA TODOS LE