Com efeito, que é definir? É encerrar a ideía de uma coisa nos seus justos limites. E que é dividor? É separar uma coisa em suas diversas partes. - Erasmo de Rotterdam, Elogio da Loucura.
A maioria dos artigos são dissertativos, esse também. Então vale as perguntas: o que é uma dissertação e como escrever uma?
O que é uma dissertação?
No dicionário Houaiss há a seguinte definicão:
dissertação - substantivo feminino: 2. exposição escrita de assunto relevante nas áreas científica, artística, doutrinária etc.; monografia
Para mim, o termo mais importante da definição acima é “exposição escrita”. Vou expor (mostrar) algo da forma mais direta possível e, quando couber, definir também. A forma mais simples de se alcançar esse resultado é dividindo o texto em três partes básicas: introdução, desenvolvimento e conclusão.
Como escrever uma dissertação?
Desenvolvendo os três pontos citados acima. Vamos a eles.
A introdução é a apresentação da(s) questão(ões) ou tema(s) e suas hipóteses. Ex: Qual a melhor forma de se posicionar os anúncios em um blog? Os usuários se “cansam” dos anúncios? etc…
O desenvolvimento é a construção da argumentação. Vou explicar porque considero essa ou aquela a melhor maneira de exibir os anúncios e como evitar a “cegueira” por parte dos meus visitantes.
A conclusão é o desfecho. Baseado na argumentação apresentada no desenvolvimento, posso chegar a três conclusões para cada uma das perguntas:
- A melhor maneira para apresentar os anúncios é essa.
- Não há “melhor” maneira para apresentar os anúncios.
- Não é possível concluir se há ou não melhor maneira de apresentar os anúncios.
Um erro comum é descartar o item 3 como uma possibilidade de conclusão. Do ponto de vista da estrutra, ela é tão boa quanto as outras duas.
Pois bem, agora que já defini como vou estruturar o texto, por que não buscar técnicas que facilitem o trabalho? Eu coloquei esse artigo na categoria “criatividade”, e não foi sem motivo. Já disse aqui [no blog] que criatividade não é algo inato, mas sim uma característica a ser treinada e desenvolvida. Pra quem tiver interesse, é só olhar os artigos com exercícios para desenvolver a criatividade. Baseado nisso, vou apresentar os 7 passos para facilitar a construção de um texto dissertativo.
1. Defina o tema - Pense bem sobre o assunto que deseja desenvolver e frases que possam apresenta-lo. Ex: exposição de anúncios. Evitar “cegueira” dos anúncios, etc…
2. Palavras-chave - Selecione algumas palavras que não podem faltar na argumentação. No caso dos sites e blogs esse trabalho é facilitado porque as palavras são basicamente as tags escolhidas. Ex: anuncios, adsense, design, cores
3. Dividir o desenvolvimento - Elabore as perguntas que precisam ser respondidas. Já escrevi um artigo sobre as 6 perguntas para desenvolver um post , basta aplicar a regra. Depois de formuladas as perguntas que cabem, é “só” responde-las.
4. Definir a conclusão - Isso pode parecer estranho, mas ao menos que seu trabalho dependa de dados experimentais desconhecidos de antemão, geralmente é melhor já definir qual será a conclusão do texto. Não significa que não posso mudar de idéia com o desenvolvimento do tema, mas é melhor já saber onde quero chegar.
5. Impor limites ao tema - Qualquer tema a ser desenvolvido - qualquer um mesmo! - pode acabar nas perguntas fundamentais do universo e da vida. Como não queremos isso, é melhor repassar os items 1, 2, 3 e 4, sobretudo o terceiro, e descartar o que foge do tema central a ser desenvolvido. Uma coisa boa sobre esse “descarte” é que você já estará selecionando alguns temas para outros posts/artigos. Algo que seria excessivo aqui, será excelente se for comentado sozinho.
6. Argumentação - Formular a argumentação para as perguntas que “sobraram” do item 3, de forma que nos leve às conclusões desejadas (item 4).
7. Mãos à obra - Hora de aplicar o seu estilo e colocar os itens em ordem. Primeiro enunciar o tema (perguntas) [ item 1], em seguida apresentar a argumentação [item 6] e por último enumerar suas conclusões [item 4].
Essa técnica eu aprendi nos tempos de escola e vestibular, apliquei muito durante a faculdade e utilizo até hoje na minha vida profissional. Claro que nem todos os artigos são dissertativos, há outras formas - narração, descrição, etc… - mas, mesmo nesses casos, quase sempre há uma “dissertaçãozinha” embutida ali no meio.
Gostaria muito de conhecer as técnicas de outros “escreventes”.
Se você é como eu e acha que mover o mouse é algo chato, deve utilizar bastante as teclas de atalho do Google. Se ainda não está acostumado, eis a lista:

OpenID está se tornando o padrão de autenticação na Internet. Agora já são 5 grandes empresas a apoiar a iniciativa: Google, Yahoo, Microsoft, IBM e Verisign. Com isso, 6 dos mais acessados sites do mundo já dão ou darão suporte ao formato. Incluindo os “5 mais”: Yahoo, Google, Youtube, WindowsLive e MSN.
Para quem nunca ouviu falar, OpenID é um padrão que permite logar-se a vários sites com apenas um login e senha. A responsabilidade dessa informação fica a cargo de um provedor de openid, há vários gratuitos. Isso é bom para o usuário, que não precisa criar uma infinidade de senhas web afora, e para os sites, que diminuem a trabalheira com sua base de usuários.
O que muita gente não sabe é que se você possui uma conta em algum site que já implementou o padrão, sua identificação OpenID já é válida. Para blogueiros, dois dos endereços mais comuns são Wordpress.com e Technorati.
Quem desejar instalar OpenID no Wordpress, para autenticar usuários, claro, pode contar com alguns plugins. Eu testei esse e funcionou bem.
Acostume-se com o OpenID, você ainda vai ter uma conta.
Acabou de sair do forno mais uma correção para o Wordpress, a 2.3.3. Basicamente corrige um bug que permite a qualquer usuário cadastrado (isso mesmo, qualquer usuário cadastrado) a editar os posts de qualquer outro usuário. Se o seu blog possui mais de um usuário é bom correr e instalar essa versão.
Você pode fazer o download apenas do xmlrpc.php, e substitui-lo na raiz do seu blog, ou do pacote completo do Wordpress.
Esse artigo foi escrito para um dos meus outros blogs, mavit.com, mas como o assunto cabe bem aqui, vou reproduzir. Os leitores do webcétera são mais bem informados em internet que os de lá, por isso alguns pontos podem parecer óbvios. Fora isso, boa leitura.
A Google Inc. tem oferecido ajuda e parceria a qualquer empresa com uma fatia considerável de mercado. A razão é simples, impedir os avanços da Microsot. Por isso a já noticiada retomada de conversas entre os executivos das duas gigantes da internet. Tenta-se uma parceria pois uma tentativa de compra dessas empresas por parte da Google dificilmente seria aprovada em uma comissão anti-monopólio.
Um exemplo recente dessa política da Google é o contrato firmado com o portal Ask.com: US$ 3.5 bilhões pelo direito de vender anúncios nas buscas durante um período de 5 anos. A participação de mercado da Ask.com foi de 1,1% em dezembro de 2007, segundo a comScore. Se considerarmos a fatia do Yahoo!, 12,8%, o valor seria de US$ 40 bilhões por 5 anos. Um ganho de US$ 10 bilhões sobre o projetado. Os rendimentos do Yahoo! com venda de anúncios em 2007 foi de US$ 6 bilhões.
Ainda não ficou claro se a dinheirama seria usada para tentar recomprar ações nos mercados ou oferecer dividendos aos acionistas e tentar livra-los da tentação de venda para a Microsoft.
A empresa da California, assim como Google e Microsoft, também possui uma rede de venda de anúncios. Esse é o filão mais lucrativo da internet no momento. As duas empresas, no entanto, apostaram em modelos distintos de negócios. O Yahoo!, assim como o WindowsLive e a AOL, montou uma série de sites próprios. Essa colossal quantidade de visitas e páginas garante o volume necessário de exposição e cliques para atrair anunciantes de todas as áreas. O Google partiu para montar a maior rede de sites para exibição de anúncios, através de seu programa adsense. Nesse modelo de negócio, qualquer um que possua um site ou página na internet pode exibir seus anúncios. A principal diferença está no ganho que cada uma das estratégias traz para a empresa. Calcula-se que para cada dólar pago por anunciantes o Google fica com apenas 20%, o resto vai no programa de parcerias e sua administração. O inverso das redes próprias, nesse caso a maior parte fica com a empresa.
Esse é o principal motivo da Microsoft enxergar um grande pontencial na compra do Yahoo!. Mesmo com um faturamento menor, as duas redes de anúncios combinadas, teriam uma lucratividade igual ou talvez um pouco maior que a rede Google.
Já há alguns anos que se anuncia o incômodo que os produtos Google (planilhas, editores, sistema operacional, etc…) causariam para a Microsoft, que parecia fazer pouco a respeito. Agora, com o agressivo Steve Ballmer ainda à frente da companhia e sem a sombra de Bill Gates, a empresa de Redmond prepara o seu ataque. Certamente ainda veremos muitos lances dessa guerra.