Aviso aos navegantes: esse artigo não possui relação com blogar . Além de estar mais longo que de costume.
Eu confesso: não tenho vocação pra comunista. Sei que alguns devem estar clamando - eu avisei que ele é um porco nojento e insensÃvel! - mas fazer o que… Não tenho e nunca tive por mais de um mês e… -Opá! - Calma, é razoável supor que também fui um adolescente. A questão é que nesse mês resolvi me entregar a três estudos: a revolução francesa, o manifesto comunista e o primeiro volume do capital. Grosso modo, não aceito assassinato como instrumento polÃtico e não quero ser um e nem ser governado por um “proletário ditador”. leia mais…
Você acha que o Busho é o arquetipo do megalomanÃaco sanguinário? Pois é… mas olha o sujeito cantando contra a violência.
Já imaginou o trabalho danado que isso deve ter dado?
Essa veio do blog do Matt
Já falei sobre isso antes, mas acho que vale retomar o assunto, baseado em algo que vi em um dos sites mais visitados do mundo: disney.com .
Estava navengando (na versão em inglês) e vendo o que poderia mostrar pras crianças. Em todas as áreas do sites havia anúncios relacionados aos produtos em questão (brinquedos de algum personagem, jogos para pc e console, etc…). Faz todo o sentido, a “molecada” vê algo que gosta e pede mesmo. Ame ou odeie a sociedade de consumo, é assim que funciona. Mas ainda não havÃamos chegado lá, nada que realmente prendesse a atençao das minhas crianças até que fiz o óbvio, cliquei em pré-escolar (faixa etária deles). Enquanto se divertiam com o Pateta e o Mickey eu comecei a reparar que as propagandas eram direcionadas a adultos! O principal anunciante da página é a HP, com uma impressora de fotos. Faz todo o sentido, crianças dessa faixa etária não “navegam” desacompanhadas e quem (ainda) determina suas necessidades são os pais.
Agora vamos imaginar que os redimentos da página viessem do Google AdSense, ele varreria a página e apresentaria links para brinquedos relacionados. Os anúncios exibidos não interessariam à s crianças. Repare que eu disse “os anúncios ” e não “os itens anunciados “, há uma diferença importante. Certamente o boneco do Pato Donald seria muito bem vindo, mas clicar em um link “Minnie de pelúcia” ou “Ferrari do Mickey” é muito diferente de dizer “Papai, Mickey! Quero!”.
Por outro lado, como todo pai coruja da era digital - que compulsivamente tira ene -centas fotos dos seus filhos - eu me interessei pela impressora. De fato, cliquei no anúncio e já estou estudando os modelos… A Disney, mais uma vez, mostra que conhece o seu público (infantil ou adulto) e sabe o que anunciar e para quem.
Esse é o velho dilema do AdSense e similares. Se nesta página, caro leitor, vir anúncios de produtos infantis (que podem não te interessar em nada!) e não anúncios relacionados a blogs, hospedagem, tecnologia, etc…, saiba que o programa (AdSense e similares) funcionou muito bem. Fez a varredura da página, econtrou as “palavras fortes” (disney, mickey, brinquedos, etc… ).
O que os algoritmos ainda não possuem é “tino comercial”. O Adsense funcionou muito bem dentro do que foi programado, apenas errou o público. Afinal, e você, anuncia pra quem?
Que tal supor o seguinte paÃs: grande área (territorial), ao sul do equador, economia importante (ainda que não entre as 8 maiores), relevância regional e população entre as que mais gosta de navegar pela internet. Ahh, sim, um povo que adora futebol. Fácil, não? Claro que se trata da Austrália. E claro que o esporte é o futebol australiano, uma espécia de rugby para (mais) malucos.
Pois bem, conforme se aproxima a data das eleições um certo clima de hostilidade surgiu entre a mÃdia tradicional (jornais, revistas, televisão, etc…), personificadas no magnata Rupert Murdoch, - ei, o cara é dono da Fox e eu gosto pacas dos Simpsons - e uma nova mÃdia, os blogs. O que aconteceu na terra dos marsupiais é o aumento da importância de alguns blogueiros (Mumble , Pollbludger , Possums Pollytics , etc…) nas análises polÃticas, sobretudo na interpretação de pesquisas de opinião. Murdoch, principal acionista da Newspoll , o ibope de lá, desqualificou os blogs para estas análises. Disse algo como -Nós somos o instituto de pesquisa, apenas nós estamos aptos a analisar os dados. Entre as diversas empresas de Murdoch está o jornal The Australian , um dos principais do paÃs. Também há outras empresas que realizam pesquisas de opinião (Nielsen , Morgan , etc…), quase sempre ligadas a algum veÃculo de comunicação. O mesmo que ocorre por aqui, “O Globo” encomenda uma pesquisa ao Ibope, “A Folha” ao datafolha, por aà vai.
Como gastaram um belo dinheiro encomendando a sua pesquisa, e obtem os dados antes dos outros veÃculos, publicam longas reportagens e interpretações das informações que recebem. Interpretações dos dados de UMA pesquisa. Já os blogueiros não encomendaram nada e não possuem compromisso alguns com os institutos, podem “viajar” à vontade pelos números. O resultado é, nos blogs, o constante cruzamento de dados de pesquisas realizadas por diferentes institutos. Entramos na discussão sobre metodologias distintas, dias em que as perguntas foram realizadas e toda a sorte de arugmentos dos dois lados. Mas será que o ponto é realmente análise estatÃstica?
O que nos interessa aqui é que a “nova mÃdia” vem sendo mais procurada para essas análises do que a mÃdia tradicional. Se abocanham um pedaço da audiência, cedo ou tarde, vão levar uma fatia do mercado publicitário. Eis a raiva de Murdoch. Convenhamos, não há essa história de “forma alternativa”, há apenas uma luta por audiência.
No Brasil a briga está se resolvendo por outro caminho, os portais associados aos grandes veÃculos de comunicação buscam ou produzem novo blogueiros (em geral jornalistas) e os abrigam. Exemplos não faltam: Juca Kfouri no uol (grupo folha), Ricardo Noblat no globo, Reinaldo Azevedo na veja (grupo Abril), etc…
Se os 10 ou 20 maiores blogueiros independentes desta Terra Tupiniquinaes se reunissem em um grupo, poderiam ir até as agências de publicidade e buscar partes mais gordas dos orçamentos. -Ei, nós temos 20% da audiência única da internet brasileira todos os meses, vocês não vão anunciar nada?  Uma CooperBlog brigaria de igual para igual. Nesse caso verÃamos uma verdadeira guerra blogs x mÃdia tradicional. Ops, força do hábito. Uma guerra: (eu vou levar esses anunciantes) x (não, eu que vou!)
Como diriam os “Ultraje A Rigor”: -mim gosta ganhar dinheiro!