A maioria das pessoas já escutou a expressão “risco de morte”, que está rondando por aí… Outro dia, desatento, soltei uma dessas enquanto visitava meus pais. Um olhar lateral, uma respirada e meu pai soltou -Filho, não é porque algum grupo de mídia resolveu matar o “risco de vida” que você deve fazer isso também. O pior é que nunca fui adepto da versão alternativa da expressão, mas resolvi pensar sobre o assunto e fui tentar descobrir quem é o inventor do “risco de morte”.
Do criador eu não tenho provas, mas pelo que pude apurar o divulgador da pérola seria um professor de português (sim, um professor de português!) consultor de algumas empresas de comunicação. O mais chocante é a justificativa para o uso de uma em detrimento da outra. Segundo um colega que viu tal programa de tv, a “razão” seria um “erro de lógica”. Aguarde, querido leitor, isso só irá ficar melhor e melhor…
De acordo com o tal “ilustrado”, não se corre “risco de vida”, afinal, há risco em morrer e não em viver. Zeus nos acuda, como um docente solta uma dessas!
Antes de seguirmos em frente, recuperei minha gramática do ginásio (Novíssima Gramática - Domingos Paschoal Cegalla) e lá encontro a seguinte definição em figuras de construção (especificamente, figuras de linguagem):
Elipse. É a omissão de um termo ou oração que facilmente podemos subenteder no contexto. É uma espécie de economia de palavras. São comuns as elipses dos pronomes sujeitos, dos verbos e de palavras de ligação… Pode ocorrer a elipse total ou parcial de uma oração…
Pois bem, “risco de vida” significa “risco de perder a vida”. Não é óbvio?! Porém o mais ridículo dessa história toda é que a expressão escolhida pelo “mestre” para substituir a “ilógica” também é um elipse. Na verdade, são duas elipses! “Risco de morte” vem de “risco de encontrar a morte”. -Ei, e a segunda elipse?- Acontece que “risco de encontrar a morte” vem de “risco de encontrar o anjo da morte”! Atualmente os gramáticos (quase) todos concordam que, em línguas, o uso (costume) é mandante. Se quisesse evitar a elipse deveria utilizar “risco de morreR“.
Um adendo, no cinema o anjo da morte ficou conhecido por ser aquele “sujeito” vestido com capa e capuz pretos e segurando uma foice com enorme cabo. Trata-se, na tradição cristã, de um dos quatro cavaleiros do apocalipse. Há um equivalente na tradição talmúdica, mas não me recordo o nome, se alguém puder enviar agradeço.
-Tá, o que isso tem a ver com esse blog? O tal “professor” (não cito o nome aqui pois não encontrei uma declaração dele fazendo tal afirmação, tenho apenas um relato), como já disse, é consultor da principal rede de comunicação do país. Esse é um risco constante de qualquer tipo de consultoria (esse blog incluso): apontar erros que não existem. Cria-se um problema onde não há nada errado, ou pior, erra-se onde está tudo certo para justificar a “consultoria”.
Resumo da ópera, sempre que um consultor apresentar algo bombástico, muito utilizado mas, segundo o consultor, completamente errado e que ninguém havia percebido, desconfie. E desconfie de novo.
-Ahh, então vou desconfiar desse artigo também!






Achei interessante o artigo.
Por hora, risco de vida, Perigo de vida, parece, de fato, estranho nos nossos ouvidos ou olhos.
Por outro lado, risco de morte parece-nos mais, digamos, correto.
Popr hora, acho que o correto então, seria escrever:
“Risco de PERDER a vida” ou invés de “Risco de Morte”.
VinÃcius,
Também não tenho nada contra o “risco de morte”, até porque não está errado, o que acho perturbador é que seja apresentado como A “versão correta”.
“Risco de vida” pode até parecer estranho para alguns, mas não está errado, e esse é o ponto importante. Qual o embasamento de alguém que divulga uma informação dessas? Não podemos igualar essa expressão a “a nÃvel de” como tenho visto por aÃ.
Quanto a deixar o verbo “perder” na oração, não tenho nada contra mas também não sei se é necessário pois o sentido de “perder a vida” fica claro, baseado nos usos e costumes da lÃngua e da sociedade.
De qualquer forma, o tema foi um pretexto para “seja um leitor melhor”, desconfie da informaçao que recebe.
Na minha opinião você costuma exercitar essse senso crÃtico no leitura diária.
[]s
Pois é Marcos!
Essa nossa lÃngua portuguesa é algo complicado. Eu, particularmente, ando meio fora de forma quanto a questão gramatical.
Esse seu artigo achei interessantÃssimo!
Muito obrigado pelo espaço Marcos.
Sucesso!!!
Oi, Marcos. Você se refere a um consultor que saiu com essa pérola. Pois eu lhe digo que vi ainda no Matéria Prima, do Serginho Groisman(não sei se é assim), um famoso jornalista dado a mestre de lÃngua portuguesa com essa mesma argumentação “lógica”. No mesmo programa, ainda teve a pachorra de criticar a gÃria “correr atrás do prejuÃzo”, com a mesma “lógica” (todos fogem do prejuÃzo). Mal sabe a criatura que a expressão quer dizer que se corre atrás para consertar os estragos do prejuÃzo. Isto é, o prejuÃzo passa e nós corremos atrás para consertar o estrago.
Abraço.
Lenita,
vamos ter que suar e correr muito atrás do prejuÃzo educacional nessepaiz.
[]s
Eu estou simplesmente revoltado com a forma que essa “mudança” foi enfiada guela abaixo da população, eu cresci ouvindo risco de vida e não vejo nada de errado nessa expressão e não vou parar de usar só porque a mÃdia quer!
Concordo com tudo que foi dito mas, gostaria que fizessem uma corressão na digitação para que eu possa mandar esse arquivo para uma Amiga. Obrigado.
Luiz,
“casa de ferreiro, espeto de pau”. Fiz uma atualização do servidor de base de dados e esqueci de verificar a página de código das tabelas, quando dei por mim estava tudo errado. Aos poucos estou corrigindo os posts mais antigos, atendendo ao seu pedido este já está certo.
Agradeço pelo contato e pelo puxão de orelha rsrs.
[]s
[...] O Estadão ajuda a por ordem na casa. Quer entender? Leia aqui. [...]
Risco de vida é o correto de acordo com a lógica. Risco de morte é uma construção moderna equivocada. Analisando a semântica do vocábulo risco, ele quer dizer justamente perigo iminente, provável. Ora, a morte está correndo perigo iminente ou a vida? A morte não está em risco, apenas a vida. Portanto o correto semanticamente é risco(perigo iminente) de vida.
[]s
se analisarmos a luz da Bíblia a morte será sempre morte e a vida vai ser sempre vida, as vezes pensamos que que alguem morreu, só que ele apenas perdeu o corpo físico. bom! se o risco de perder a vida é de apenas perder o corpo (vira pó)não ha razão para nos preocuparmos se o certo é “risco de vida” ou “risco de morte” pois o importante é o que se quer dizer com a frase. Se estamos diante de um perigo temos que tomar alguma decisão. Qual a sua decisão diante de tamanho risco de perder a vida (morrer)? Aquele que crer que Jesus é o filho de Deus e o confessá-lo como seu Senhor será salvo da morte certa. Isto sim é importante, preocupar-se com o lugar que estaremos após a morte (do corpo). Tem gente que acha que morrer é lucro, e você?
só a liberdade de expressão pra liberar um comentário religioso em um texto gramatical.
E a vida segue.
Também acho que devemos adotar pára-chuvas. Guarda-chuvas é outro equívoco da língua portuguesa. Afinal, alguém guarda a chuva? Pra quê? …… De todas os vocábulos “mudernos” o que eu mais gosto ainda é proativo / proatividade. João é um carinha muito proativo / João é um carinha muito “a favor de” ativo. Ela demonstrou que tem muita proatividade / Ela demonstrou que tem muito “a favor de” atividade. E assim vamos inventando uma nova língua. Abraço.
O colega não quis mencionar mas eu o farei. A anta que criou o “risco de morte” chama-se Professor Paquale. Eu vi o programa em que ele declarava essa bobagem. Pra mim sempre foi e sempre será “risco de vida”
Também tive a oportunidade de ler a gramática que escreveu e achei bem interessante.
[]s
No comentário acima eu quis dizer “Pasquale”
Se e certo ou errado a forma de expressao, realmente nao interessa. O que incomoda e a midia tentar mudar o nosso portugues de todo dia. Esta doendo os olhos e os ouvidos. O Aurelio deve estar revirando na sepultura. Pegar o jornal e ler que alguem corre risco de perder a morte e o fim da picada. Se alguem corre risco, corre risco de perder alguma coisa, se corre risco de morte vai perder a morte…Se corre risco de vida, corre risco de perder a vida. Fulano nao corre perigo de morrer, Cicrano nao corre risco de morrer.
MUITO BOM!
A mídia tem se comportado de forma arrogante e presunçosa em vários aspéctos. E este, no caso do “risco de vida”, tornou-se um clássico da presunção e autoritarismo.
Somente para acrescentar ao lúcido texto do autor, a legislação brasileira (civil, administrativa e penal) utiliza largamente e exclusivamente as expressões “perigo de vida”, “periclitação da vída e saúde” e “risco de vida”.
Parece que com este suposto achado, revogou-se metade da legislaçao brasileira.
[]s
Meu caro Marcos
Você deve ser uma pessoa infeliz. Algo deve ter acontecido entre você e o tal “mestre” que disse risco de morte.
Desde que entrei na primeira série a mais de uma década já havia visto esta expressão, ela não é nada nova.
Você tenta, através da Elipse, explicar um fato que acha correto, porém, não é. Na verdade, o que ocorre nas frases “risco de vida” e “risco de morte” não são propriamente elipses. No caso específico do “risco de vida” o que existe é um pleonasmo. Exatamente, como o tal professor disse não razão para correr determinado risco se o fato já está acontecendo, ou seja, a pessoa não corre um risco de viver se já está viva. Por outro lado, o “risco de morte”, conteria uma elipse somente dentro de um contexto, exemplo: “Após o acidente o motorista corre risco de morte”, mas mesmo contendo esta Elipse, o risco de morte acabaria sendo mais adequado para a frase, pois Elipse não está enquadrado como um erro gramatical, porém um pleonasmo ( quando não é usado para dar alguma enfase ) é.
Concluo dizendo que fiquei triste ao ver este artigo, pois o senhor me parece uma pessoa limitada e fechada, que não compreende que o mundo, regras e convenções estão abertas a discussões e evoluções.
Sem Mais
Raphael Gurian F. Moura
( Se preciso usarei neolinguistica. Me desculpe! )
antes de mais nada gostaria de agradece-lo por sua análise da minha personalidade, afinal nos conhecemos há tantos anos… exceto pelo fato de jamais ter ouvido falar a seu respeito.
Segundo, se REALMENTE acredita que não há elipse em “risca de vida” e “risco de morte”, que é a sua tese, essa discussão acaba aqui.
Bons estudos.
Ao Paulo:
Serei breve.
O senhor já procurou quantos erros gramaticais, ortográficos e de concordância existem em livros oficiais e quantas correções a alterações são feitas por dia nos mesmo ?
Apenas pesquise antes de indagar algo.
Cuidado com a raiva incosciente pelo governo caros colegas, muitos comentários aqui postados apenasforão feitas com a finalidade de criticar o governo e a mídia. Não é bem assim que funciona.
Sem mais
Raphael Gurian F. Moura
A Senhora Kika:
Relei seu texto, preste atenção e por favor o reescreva de uma forma correta, pois o texto da senhora sim que nos incomoda os olhos !
Sem mais…nunca mais !
Bom, faço direito, e no artigo 1540 que estabelece o casamento nuncupativo ou in extremis, que é quando algum dos noivos estiver em iminente risco de vida.. vai saber né..uashausahsua
Esta questão faz parte do grande negócio que fabricar pegadinhas se tornou no país, o chamarisco para se vender apostilas onde se ensina a falar e a escrever errado. Mas é muito simples tirar a prova dos nove: arranje um atestado de que corre risco de vida, pela profissão que exerce, pelo lugar onde mora, etc. e vá fazer um seguro de vida. Agora arranje um atestado de que corre risco de morte e tente de novo. O seguro de vida cobre risco de morrer em situações em que há risco/perigo de vida, mas não cobre risco de morrer em situações em que haja risco/probabilidade de morrer, e mesmo o seguro de vida se torna mais oneroso quanto maior o risco de morrer envolvido no risco de vida. A confusão nasce na mente de analistas apressados da Língua. São duas coisas distintas, embora relacionadas. Risco de vida corre-se em determinadas situações, mas nestas situações corre-se risco de morte quem não segue as regras de prevenção adequada. Em um acidente com muitas vítivas, o socorrista deve saber distinguir entre risco de vida (todos os que foram acidentados) e risco de morte (os que têm lesões mais severas); se não souber fazer a distinção poderá socorrer um risco de vida e deixar à morte quem está com risco de morte! Risco significa em primeiro lugar perigo, como está no Raphael Bluteau, de 1712, depois é que passou a se referir, também ― não foi revogado o sentido antigo! ― probabilidade/possibilidade. São vários os exemplos que se pode dar, mas a regra geral é: se perder um concurso por causa de um ponto que lhe foi tirado por ter sido embrulhado por disseminadores de pegadinhas como se verdades da Língua fossem, faça uma pesquisa adequada e encontrará os autores que consagraram o uso, não apenas desta locução, mas de muitas outras que se dizem “erradas”. Não aprenda a falar e a escrever pela televisão, pela mídia em si, lei, pesquise e corra atrás de seus direitos. A mídia está ensinando um novo dialeto português, o português dos manuais de redação, cheios de bobagens deste naipe. mais em autores.com/gilberto
Risco de vida está consagrado nos Manuais de Redação da Lingua Portuguêsa, os grandes autores: Clarice Lispector, Aloísio de Azevedo, Eça de Queirós, Camilo Castelo Branco, Visconde de Taunay, Rui Barbosa, etc. Em se pesquisando, mais se achará. Pesquise sempre antes de abrir a boca para disseminar pegadinhas: seu filho perdeu o vestibular para engenharia eletrônica por causa de um ponto, ao escrever “televisão a cores”? Recorra, pois na grade curricular do curso constam disciplinas que ensinam os fundamentos da televisão… a cores!
Pelo tipo de respostas que o usuário de nome Raphael dá, concluo que não é um site que deva ser frequentado por pessoas de boa índole., Raphael, venda o seu peixe sem machucar os outros, Teu Ego se fere com bastante facilidade e dás patadas, meu caro.
extrapolar a índole de todos os frequentadores do site pelos comentários de um usuário é um exagero. No entanto, não sendo de baixo calão, calunioso, etc.. costumo liberar todos os comentários. Liberdade de expressão acima de tudo.
[]s.
Caro Raphael, habitue-se a fazer pesquisas antes de emitir conceitos: em risco de vida e risco de morte não há elipse, assim como em habitar não há elipse de morar, em risco não há elipse de perigo, nem de probabilidade. O uso de uma palavra ou locução não está “elipsando” seu sinônimo. Depois, a morte não se encontra, e náo há dados suficientes para se afirmar que “encontrar a morte” venha de “encontrar o anjo da morte”. Mas, fale o quanto quiser, democracia é isto, permite-se ate falar bobagens.
claro que aqui bobagens são permitidas, prova disso é que seu comentário foi aprovado.
Se você acha que a expressão “encontrar o anjo da morte” não existe, sugiro que comece seus estudo pelo Egito. O antigo, caso não tenha ficado claro. E siga por TODAS as civilizações que determinaram nossa história. SEMPRE há um equivalente que irá te encontrar e levar para o reino dos mortos (ou algo parecido).
O que não ficou claro é se você acredita que “risco” e “morte” são sinônimos. Se for essa a sua tese, Zeus que olhe por ti!
Meu ka entrou por sua porta
que aberta estava,
meu ba me ensina
não cansar meu sarcófago
com este tipo de discussão.
Mas..
Ou você não leu o meu escrito,
ou seu nível de compreensão de testo
é muito baixo.
E por que se esconde
entre colchetes?
Te imitando: “essa discussão acaba aqui”
Vade retro!
Que Xeus o abençoe, qualquer que seja o valor que dê a X.
Oi, Marcos
Concordo com vc em gênero, grau e número. Ops… será que alguém já modificou novamente e não se pode mais falar estas expressões?
Sempre que escuto na TV a expressão “risco de morte”, doi o coração. Gente, o que fizeram com a gramática? jogaram fora as palavras de Machado de Assis, Clarice Lispector, José de Alencar, entre outros!!!!
Acho, ainda, que o Sr. Raphael está equivocado quando diz que “risco de morte” é a mesma coisa que “risco de morrer”. Independente de ser elipse ou não, se fóssemos pela lógica como eles querem, então veríamos que:
1 - “risco de vida” significaria a vida em risco, o que seria correto;
2 - “risco de morte”, diz que a morte está em risco. Aí seria bom, afinal não mais morreríamos!!!!!
3 - “risco de morrer” - caso eles não quisessem errar poderiam então utilizar esta expressão que não deixa dúvidas de forma alguma.
Espero que a mídia e estes ditos “professores” leiam mais a gramática e parem de ficar inventando moda, para que não tenhamos que sentir nossos ouvidos agredidos a cada vez que escutamos estes modismos.
você me deu uma ótima idéia para um artigo, vou falar sobre a a expressão “gênero, número e grau”.
Muito obrigado.
[]s
RISCO DE VIDA X RISCO DE MORTE
A VIDA É UMA SITUAÇÃO COMPLEXA QUE TEM UMA DEFINIÇÃO TAMBEM COMPLEXA, QUE NÃO VEM AO CASO.
A MORTE É SIMPLESMENTE A AUSÊNCIA DA VIDA.
COMO ENTÃO PODE-SE ARISCAR OU POR EM PERIGO ALGO( A MORTE) QUE É APENAS UMA EXPRESSÃO DA FALTA DA VIDA?
O TERMO RISCO DE MORTE PARA MIM É COMPLETAMENTE INADEQUADO, VISTO QUE O QUE SE ARISCA OU PÕE EM PERIGO É ALGO CONCRETO, A VIDA.
como aponto no texto, as duas formas estão corretas, só que uma é infeliz ou, como você bem disse, inedaquada.
Apenas um lembrete de nettiqueta: textos em caixa alta são considerados gritos. Sua idéia chegaria da mesma forma em minúsculas.
[]s
Adorei a discussão, mas quero lembrar que não é agradecê-lo e sim agradecer-lhe. Ah! só para engrossar o caldo: o que corre risco é a vida… a morte é certa. risos
o que há de melhor nessa discussão são as tiradas que aprendo, essa sua é ótima!
Quanto ao “agradecê-lo”, não serve como desculpa, mas justifica: preciso parar com esse hábito de escrever sonado.
Obrigado pela visita.
Os conhecedores da língua portuguesa sempre interpretaram a expressão “RISCO DE VIDA”, como o “RISCO DE PERDER A VIDA”. Além disso, NOSSAS LEIS falam em “gratificação por risco de vida”, o CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA fala de “iminente risco de vida” e o DICIONÁRIO DO HOUAISS e o Dicionário RAPHAEL BLUTEAU, no verbete “RISCO”, exemplificam com RISCO (PERIGO) DE VIDA.
O termo “RISCO DE MORTE” pode ser usado obedecendo a um CRITÉRIO DIFERENTE, deve vir acompanhado de um adjetivo (risco de MORTE SÚBITA, de morte PRECOCE, de morte INDIGNA) ou sugere uma estrutura verbal subjacente (risco de morte POR AFOGAMENTO, de morte POR PARADA RESPIRATÓRIA, de morte NO 1º ANO DE VIDA, etc.) - ficando evidente a impossibilidade de optar por risco de vida nessas duas situações.
Risco de vida e risco de morte são, portanto, duas coisas distintas e agora, com o pasqualês, estão todos falando risco de morte quando deveriam usar risco de vida.
Um profissional de saúde, humana ou ambiental, um advogado, quem mexe com seguros, PERDE PONTOS EM UMA PROVA OU REDAÇÃO, simplesmente por NÃO SABER DIFERENCIAR entre risco de vida e risco de morte.
A gramática existe pra não haver dúvida. “O QUE CORRE RISCO É NOSSA VIDA POIS NOSSA MORTE ESTA ASSEGURADA”.
gostei muito dos exemplos, se algum dia eu revisar esse texto terei que fazer menção ao que diz. Obrigado.
Quanto ao pasquelês, se apenas um qualitativo, vá lá. Mas quero dizer novamente que ouvi do professor Pasquale, muito constrangido por “corrigir” um colega, que as duas expressões são válidas. Já disse antes aqui, desses consultores todos acho que ele está entre os melhores. Também sempre gostei muito do Eduardo Martins, jornalista e autor do manual de redação e estilo do Estadão.
[]s
Parabens, concordo com seu artigo, quem corre risco é de perder algo ou alguma coisa, e ninguem perde a morte, mas, sim a vida, portanto a expressão “Risco de Morte” está fora do contexto.
Parabens, pelo bom uso do sentido das palavras em Português.
risco de vida é uma forma elíptica de “risco de perder a vida” agora só porquê a mídia (Pasquale) resolveu em adotar o “risco de morte” está certo? não, a mádia não está certa, e se Machado de Assis e outros grandes literários que já usaram o “risco de vida” em seus texto estivessem vivos estariam rindo, e pode ter certeza eles estão dando pulos de tristezas em seus túmulos.
[]s
E tem mais uma, Machado de Assis estar correndo “risco de morte” e prestes à ressuscitar e ensinar a mídia que “risco de vida” é a forma correta.rsrsrs
E só pra ajudar ao pasquales a raciocinar melhor sobre que ele inventou, “morte” não sofre nem um risco “perigo”
Primeiro: eu não acredito que teve uma criatura que conseguiu levar este assunto para o lado evangelístico!!!!! hahahahh…. cada coisa…
Segundo: gostei muito do texto porque nunca soou bem aos meus ouvidos o tal do “risco de morte”. Sempre entendi que risco de vida significava risco de perder a vida. Irrito-me com essa história de “risco de morte”!
A elipse é risco de morte iminente.
Essa é uma das possíveis, mas não compreende todas as situações. Exemplo: um lento envenenamento, que pode levar anos até o ponto fatal, apresenta um “risco de morte” nada iminente.
Vale lembrar que o anjo da morte é figura mais antiga e muito utilizada em textos há mais de 2.000 anos.
[]s
O melhor comentário foi da Emanuela (26) e ponto final.
Sou prof. de Port/Inglês.
Li tudo e gostei.
Já participei de simpósios com o prof. Pasquale .
Ele se acha!
Parabéns Marcos.
Que tal um comentáro sobre a nova ortografia?
grato pelo comentário e pela sugestão. Estão no forno artigos sobre expressões latinas e as novas regras.
Uma observação, o professor a que me refiro no texto não é o Prof. Pasquale.
[]s
Marcos, quem saiu e se encarregou de difundir que o certo é risco de morte e ridicular “Risco de vida”, foi o prof. Pasquale sim. Eu tenho o VHS que gravei do Nossa Língua Portuguesa, Programa dele na TV Cultura,da primeira série de programas.
Outro dia, vi na TV cultura, o professor Pascuale afirmar que deveriamos parar de usar o “gerúndio” “essa praga horrorosa” concluía ele. Eu sou fã do Prof. Pascuale. Mas isso me tirou o sono.
Aqui no Brasil usamos sim, graças a Deus!, os tempos do progressivo, também chamado contínuo, em todos os tempos: Progressivo presente, passado e futuro, com o auxílio das locuções verbais. Isso não sou eu quem está inventando. Isso tem o respaldo da nossa honrosa ABL (Academia Brasileira de Letras). Sendo assim posso afirmar que o “GERÚNDIO PODE!!!”.
Na verdade, o gerúndio sempre fez parte da língua portuguesa, e foi herdado do latim. Os Lusíadas, obra clássica da língua portuguesa, é repleta de gerúndio. Curiosamente, hoje os portugueses usam o infinitivo gerundivo (estou a escrever), enquanto os brasileiros usam a forma clássica (estou escrevendo).
então ele mudou de opinião, porque vi uma entrevista que deu ao jornalista Juca Kfouri em que defendeu o óbvio, trata-se de uma elipse. Quanto ao gerundismo, eu concordo com a opinião geral de que é muito feio. Se é dúbio, como dizem alguns, tenho minhas dúvidas. Não acho que “farei” seja mais preciso do que “estarei fazendo”. Ainda, até onde sei é apenas um anglicismo, não me lembro de nenhum trecho em que Camões utiliza o gerúndio como tempo futuro. Se tiver, por favor, envie pra mim, adoraria escrever sobre isso.
[]s
Eu,particularmente na minha opinião,e pelo meus estudos de antigamente,o que hoje já não vale mais nada,por ser hoje classificados como péssimos os formandos de hoje em dia.Aprendi a escrever smpre o correto,mais com certeza pela lógica é,se a pessoa está correndo um risco,a palavra mais adequada é:corre risco de morte,pq ninguém corre risco de VIDA!!!!Haja paciência para aguentar tanta coisa ridícula nessa nossa linguagrm ortográfica da lingua portuguêsa.Só falta agora é me dizerem que essa palavra PORTUGUÊSA TBM NÃO TEM ACENTO ^CIRCUNFLEXO^…..eSSA É DEMAIS!!!!!!!
[]s
Muito bom o texto. Já até vi discussões acerca desse assunto. Esse povo vive inventando erro pro português, é muita tosquice mesmo. Mas esse professor citado no artigo é o Paschoale? Se for, não me assusto em nada, esse cara pensa que é dono da língua portuguesa.
Gostei tanto da discussão entre os comentaristas que me atrevo a participar, mesmo “correndo o risco de errar”. Sou radialista e aprendí bastante com o debate que conforme observo se arrasta por vários meses.
Da minha parte prefiro continuar utilizando o termo, “o paciente não corre risco de vida”, mesmo ouvindo William Bonner dizendo, ” o paciente não corre risco de morte”.
Parabens
O dicionário Michaelis define risco como “possibilidade de perigo, ameaça” Em inglês escreve-se risc of death. Acho ridículo alguém dizer que está correndo risco de vida como uma coisa má. Mas risco de morte sim é assustador, pois significa a possibilidade de morte ou ameaça de morte. Não sei quem inventou esse risco de vida mas cometeu um grave engano.
Quem inventou eu não sei, mas segue uma pequena porém significativa lista de quem utilizou: Camões, José de Alencar, Aluísio de Azevedo…
Se um indivíduo escala um edifício sem a menor segurança, ele corre risco de perder a vida (risco de vida); ele arrisca a vida! A nossa lingua corre risco de se perder nas multidões de bobagens que a telinha luminosa cria todos os dias.
Pelo amor de Deus ó Globo, ó SBT, tenha dó!
Vocês sabem o por que nos semáforos, nos sinais luminosos de trânsito para pedestres há o desenho de um homem, a silhueta de um ser humano?
Normalmente aparece em verde para sinalizar que ele deverá atravessar a rua, o trânsito está aberto para ele. E porque no sinal vermelho ele não está deitado como que morto? Porque o risco é de vida e não de morte.
Se as duas estão corretas, fico com o risco de vida, foi com essa que eu cresci e aprendi a usar.
Já ouvi falar também que o risco de morte veio da tradução do inglês da expressão death risk. Assim como o gerundismo dos teleatendimentos, “Estarei entrando em contato” (I’ll be contacting). Por que não escrever “entrarei em contato”? Mais simples e bonito de se ouvir e ler.
Voltando ao risco de vida/morte. Lógico que o risco é de perder a vida, afinal ninguém volta dos mortos, pelo menos até hoje isso nunca aconteceu na vida real (somente na ficção).
Marcos, embora você tenha dito, acima que não se referia ao Prof. Pasquale, posso afirmar que ele também tem a opinião que o correto é “risco de morte”, alegando - num comentário infeliz - que o único “risco de vida” é engravidar, por causa da camisinha furada. Se você quiser algo concreto de que ele escreveu isso, basta entrar em seu twitter (http://twitter.com/Prof_Pasquale) e procurar em seus posts. Gosto muito dele, porém, nisso, ele que “furou”! Como ele diz: “É isso!”
Um abraço!
A expressão risco de vida não contém nenhum erro gramatical e é perfeitamente entendida por todos, portanto não há o que se corrigir. Também não se trata de pleonasmo, como defendeu um agressivo leitor mais acima.
Qual a lógica em “risco de morte”? Quando alguém é atropelado o que está sendo posto em risco? Avida do sujeito que sofreu o acidente ou a morte dele? Heim??
COLOCAR A VIDA EM RISCO É CORRER RISCO DE VIDA. NÃO SE TRATA DE UM COMPARATIVO ENTRE OS TERMOS CHANCE E RISCO (CHANCE PARA COISAS BOAS, ESPERADAS, POSITIVAS E RISCO PARA COISAS RUINS, NEGATIVAS). PORTUGUÊS NÃO É MATEMÁTICA, NÃO É ESTATÍSTICA, E OS MESTRES DA NOSSA LÍNGUA E DA NOSSA LITERATURA NÃO SÃO IMBECIS.
“Risco de morte”
A morte é certa. Todos os vivos irão morrer.
Se a morte é certa, a vida é incerta. Então se arrisca a vida.
Pôr a vida em risco. Risco de vida.
Adorei!!!
Nunca entendi dizerem que correm “risco de morte”. Risco de vida é perder a vida, risco de morte é o que?
Tambem estudei pela Novíssima Gramática de Domingos Paschoal Cegalla nunca esqueci o que estudei e acho um absurdo para os jovens assistirem na tv, toda hora os jornalistas (mau formados) afirmarem …”corre risco de morte…” . no meu simplista entendimento o que se arrisca é a vida e não se arrisca a morte, contudo alguem pode sim correr risco de morrer, foi o que aprendi e que por pouco, se não fosse esse artigo, já estava acreditando que o que me fora ensinado na “novissima gramática” foi esquecida com a nova regra gramatical do nosso portugues universal….paciencia, né?? Depois que li uma redação sobre o que o aluno achava do vale do paraiba e ele afirmava que o vale do paraiba seria tão importante quanto o vale refeição, ví o quanto nossos comunicadores estão bem assesorados e quão bem preparados estão para formar gerações de imbecis esqualidos intelectualmente….
Muito boa cara!
Sabia que alguem veria isso.
Risco é a probabilidade de perda e ponto final.
” PORTUGUÊS NÃO É MATEMÁTICA, NÃO É ESTATÍSTICA, E OS MESTRES DA NOSSA LÍNGUA E DA NOSSA LITERATURA NÃO SÃO IMBECIS.”
E respeitosamente sobre esse comentário infeliz acima o “RISCO” é matemático, é estatístico e os mestres da nossa língua e da nossa literatura não são imbecís mas também cometem falhas e invadiram a casa dos outros.
Olá, gostei muito desta discussão, e vou colocar minha opinião (e espero que não faça feio com o português). Acho que o correto seria risco de vida. Vou explicar: digamos que eu more de aluguel e um determinado mês deixe de pagar. Estarei correndo risco de perder a casa, e não de perder “embaixo da ponte”. É isso.
AHAHAHA, sensacional! Essa eu adorei!
Alguem corre o risco de morrer, alguem arrisca a vida, mais ninguem, absolutamente ninguem corre o risco de morte.
Pode-se correr o risco de morrer
pode-se correr o risco de vida
voce não arrisca a morte, voce arrisca morrer…se voce esta morto, não tem mais nada para arriscar, logo, enquanto vivo, voce arrisca sua vida com perigo de morrer, perigo de morte. Porque ninguem corre o perigo de viver
[...] Risco de vida ou risco de morte? – Sim, é risco de vida. Risco de morte é invencionice recente. Quer saber? Fale como quiser. Eu falo risco de vida [...]
[...] Risco de vida ou risco de morte? – Sim, é risco de vida. Risco de morte é invencionice recente. Quer saber? Fale como quiser. Eu falo risco de vida
Diletos amigos, sempre tive como acertada, mais por intuição que por estudo efetivo, a forma “risco de (produzir o evento) morte”. Ou então “vida em risco”. Até porque o risco traz uma ideia negativa (assim como perigo), ao contrário de chance.
Concordo que caçoa do nosso intelecto a explicação da dupla elipse, mas continuo achando mais apropriado o risco de morte.
Fazendo um exercício intelectual podemos ver que ambas expressam a ideia a que se propõem (ex.: risco de saúde/de doença). Enfim, parece-me uma discussão de cátedra sem grande relevância prática na comunicação.
O que corre risco não é a morte e sim a vida do ser, então nada mais lógico que risco de vida.
Enfim uma pessoa de bom senso! Tenho dito o mesmo pro meus alunos, e quase que uma professora de português me bateu. E olha que eu usei lógica semântica pra explicar hein! fantástica discussão.
o chocante e esse adesismo dos professores de português.
[]s
[...] do que pensam muitos, esquecer nem sempre é ruim. Devido ao meu esquecimento, acabei esbarrando no texto do webcétera, que fala exatamente sobre isso, inclusive dando uma teoria de onde surgiu a expressão [...]
Encontrei este site na tentativa de encontrar uma explicação para o uso da “nova expressão”, porque ela me incomoda bastante.
Depois que resolveram mudar o “risco de vida”, fiquei pensando bastante na ordem da língua e em sua lógica. Acabei por perceber que corremos riscos de verbos (viver, morrer, etc) e não de substantivos… o que tornaria tanto “risco de vida”, quanto de “morte” errados. O que me fez pensar: “porque tanta gente usava uma expressão que não tem lógica?”.
Mas quem disse que quando eu falo risco de vida, digo do meu risco? Não seria uma expressão fazendo alusão à Vida? A Vida não corre o risco de viver, sim de morrer, assim como a Morte não corre o risco de morrer, logo, risco de vida é a morte e risco de morte é a vida.
Ainda estou testando esta lógica para explicar como a antiga expressão faz sentido e a nova não.
Desculpe se alguém aí em cima já havia dito isso ou algo parecido… não me dispus a ler todos os comentários, mas se isso aconteceu então já seríamos dois, o que tornaria nosso pensamento mais propenso à razão!
Se alguém puder contestar esta idéia, o faça, pois não busco o costume e sim, a lógica.
Coisa de emo!
Olá. A primeira vez que ouvi esse negócio de “risco de morte” foi numa charge do Millôr Fernandes. Um sujeito estava preso em areia movediça, dois outros conversavam e um deles disse “parece que o fulano está correndo risco de vida”. O outro retruca, “no meu entender, ele corre é risco de morte”. Caí na gargalhada. Bem, parece que o tal professor de português levou a piada a sério.
Caríssimo Marcos
morri de rir com a imensa polêmica causada pelo uso, ou não, da expressão “risco de vida” ou “risco de morte”. O que irrita é exatamente a discussão em torno de uma forma já mais que consagrada na Língua Portuguesa de dizer que uma pessoa pode ou não morrer em decorrência de um fato havido; expressão que nunca deixou dúvidas do seu significado quando é usada. Seu texto é excelente, bem escrito, claro, cheio de humor. A discussão que se seguiu é hilária!
Fica a sugestão: que tal falar de “gerundismo”… Certamente seríam horas de boas gargalhadas!
Saudações Nordestinas!
ESTUDO MEDICINA LEGAL . O TERMO É TÉCNICO É NÃO POPULAR.EXISTEM RISCO DE VIDA QUE É DIFERETE DE RÍSCO DE VIDA.
PERIGO DE VIDA - EM MEDICINA LEGAL, OCORRE PERIGO DE VIDA QUANDO A LESÃO FOR DE TAL GRAVIDADE QUE A SUA EVOLUÇÃO POSSA RESULTAR EM MORTE.
EX.O ATOR GERSON BRENE FOI TROCAR UM PNEU NA ESTRADA E FOI BALEADO NA CABEÇA. FOI UMA LESÃO DE TAL MAGNITUDE QUEPODERIA TER RESULTADO A MORTE.
SOBREVIVEU POR CAUSA DE UMA SÉRIE DE TRATAMENTOS.ASSIM APESAR DE TER SOBREVIVIDO, A LESSÃO SOFRIDA PODERIA TER RESULTADO EM MORTE.
RISCO DE VIDA - É A LESAO QUE TEM PODENCIAL PARA CAUSAR A MORTE MAS NÃO CHEGA A EFETIVÁ-LA.
PEDRO BIAL FOI ASSALTADO NA NIEMEYER ATIRARAM NA CABEÇA DELE PORÉM CHAMUSCOU O CABELO, MAS O TIRO NÃO PEGOU FOI UMA LESÃO TÃO SUPERFICIAL QUE NÃO LEVARIA O INDIVÍDUOÀ MORTE. ISSO É RISCO DE VIDA.O QUE O HOMEM POSSUI É A VIDA E NÃO A MORTE. É UM ERRRO CRASSO USAR AS EXPRESSÕES COM A PARCA INDOMÁVEL.
COMO SE CONSULTA POROREDEM. 1° O DICIONÁRIO, VÊ-SE A FORMAÇÃO DA PALAVRA, CONOTATIVA, DENOTATIVA, POLISSÊMICA E ETC. 2° VAI-SE AO ICIONÁIO ESPECILIZADO, POR EXEMPLO DE SOCIOLOGIA, LIVROS TÉCNICOS DE DIREITO, MEDICINA ,ODONTOLOGIA E ETC.SÓ AI O INTEECTUAL DEPOIS DA REFLEXÃO E ANALISE CRÍTICA (SÓ ACEITA O QUE É CERTO E COMPROVÁVEL)
ANALISA E APLICA O VOCÁBULO.
BIBLIOGRAFIA. MEDICINA LEGAL DE HIGINO DE C. HÉRCULES. MEDICINA LEGAL DE GENIVAL VELOSO F. E MEDICINA LEGAL DE HÉLIO GOMES EDIÇÕES ATUALIZADAS PELO PROF. GENIVAL VELOSO.
” POR FAVOR NÃO DEIXEM USAR ESSE ABSURDO QUE TEM VÁRIOS NOMES NA GRAMÁTICA PORTUGUESA.QUE TAL BARBARISMO? AMFIBOLOGIA? ETC.
ASSINADO
PROF. DR, REYNALDO GOMES DA MOTTA, PROFESSOR DE QUÍMICA, FÍSICA E MATEMÁTICA E ATUALMENTE DE DIDÁTICA GERAL.
HOUVE UM ERRO. NA PRIMEIRA FRASE ONDE SE LÊ RISCO DE VIDA.LÊ-SE PERÍGO DE VIDA,
RISCO DE VIDA # PERIGO DE VIDA.
NA 17ª LINANO INÍCIO, AO INVEZ DE ” COMO SE CONSULTA PORORODEM, LEA-SE COMO SE CONSULTA POR ORDEM.
Também vi a declaracao desse nobre consultor. Confesso que fiquei chocado na hora em que ouvi o que ele dizia. Ele tentou explicar um erro de portugues com um outro erro. Justifica risco de morte (que é errado), por risco de morrer (que também é errado).
Risco é a chance de alguém perder alguma coisa: risco de (perder a) vida, risco de (perder a integridade) integridade, risco de salário…
A palavra que poderia ter sido usada (para se admitir a palavra morte), e que nao está sendo, é chance: chance de morrer, chance de morte, chance de vitória…
Existe um outro sentido que o leitor poderia preferir utilizar, no que se refere ao sentido das palavras “chance” e “risco”: como relativos a “coisa boa” e “coisa ruim”; também chegamos à mesma coisa. Chance de vitória: a pessoa pode ter a vitória. Risco de vitória: a pessoa tem chance de nao ter a vitória. Risco de vida: vai acontecer alguma coisa de ruim com a vida, portanto a pessoa vai morrer…
Se a gente observar outros idiomas, vai notar que em outras linguas se usa risco de vida:´
- risk of life, lebensbedrohlich, la vie en danger, en peligro la vida, pericolo di vita, livshotande, hengenvaarallinen, sao os termos usados em ingles, alemao, frances, espanhol, italiano, sueco e finlandes, e todos querem dizer risco de VIDA.
Por que só o portugues brasileiro que deveria usar a forma inversa. Ao invés de estarmos mostrando que somos mais inteligente do que todos, talvez mostraríamos o contrário: que basta alguem falar alguma coisa sem fundamento na televisao, que todos passariam a imitá-los, pois nao tem nenhum embasamento escolar.
Parabéns a todos pelos comentários deixados aqui.
Sou formado em Publicidade e Propaganda, e percebo que meus colegas que militam na área da Comunicação Social escrevem e falam mal. Cometem muitos erros. Gosto do português bem escrito e falado. E tinha, há alguns anos atrás, quando costumava ler jornais mais do que o faço hoje, o costume de ficar corrigindo os textos escritos no Jornal do Brasil, principalmente. E como descobria erros! Assim, o que se percebe é que, pelo fato de nem sempre dominarem bem o português, os “jornalistas”, da imprensa escrita e falada, “inventam” o que acham que lhes é mais conveniente, que lhes soa certo. E, aí, nascem essas “pérolas”. Típica preguiça de consultar a gramática, típica acomodação. Como amante da Língua Pátria fico indignado!