Grande Irmão Tupiniquim 7

19 / 04 / 2007   Blogar

O leitor e blogueiro Yuri me enviou um email destacando a coincidência dos temas do artigo “A capa da Playboy, construção de galinheiros e a grande muralha da China” daqui do Webcétera e “Adsense não é nonsense” do mundo.it, blog que eu não conhecia, deve ser novo eheh, mas que se mantiver o nível dos posts será excelente, mesmo. Eu já virei assinante.

Pois bem, terminada a rasgação de seda, a coincidência, provavelmente, se deve ao fato de que esse uso indiscriminado de chavões de busca (”fulaninha da playbobo”,”Grande irmão tupiniquim 7″, etc…) encheu o… o… o balaio. Nas palavras dele:

Por isso, parei de ler três blogs famosos que considerava sérios desde semana passada. Foi logo depois de criarem posts sobre algum assunto, e darem um jeito de encaixar palavras-chave específicas para atrair as buscas relativas “àquela revista de fotos artísticas” com “aquela moça loira do Grande Irmão” (espero ter sido claro, porque fugi das palavras óbvias). Tava na cara demais, e queimou o filme.

E essa história de termos forjados no texto é só a ponta do Iceberg. Já falei aqui sobre splogs (blogs que atraem os usuários encaixando palavras em textos, só para atrair cliques), e para mim essa técnica é só uma variante. Quem força termos para atrair visitantes dessa forma é sim um sploguer! E merece o mesmo respeito: quase nenhum. O quase taí porque sploguer também é gente, e viva a declaração universal dos direitos humanos!

-Cê tá maluco? Agora vai querer impedir que os blogs citem temas famosos?!- Eu não quero impedir coisa alguma, até porque não tenho autoridade ou competência pra tanto, nem acho ruim que se cite a moça que fez bem-bom na praia, por exemplo. A questão é inserir termos e expressões fora de contexto visando isso. Engana o internauta nos sites de busca e dá pouquíssimo retorno. Que falar da moça bem torneada na revista masculina? Escreva um post falando do ensaio dela na revista masculina. -ah, mas meu blog não fala dessas coisas!- Então o “seu” blog (não seu, caro leitor, é uma terceira pessoa genérica) virou um splog.

Ainda citando o Yuri:

o site pode ter ganho muitos visitantes mas com certeza não teve inscrição de feeds na mesma proporção.

O que isso significa? Que se trata de uma armadilha. Como essa técnica não retem os visitantes, eles não se tornam leitores assíduos, é necessário repetir, repetir e sempre ilustrar o texto com essas belezas linguísticas. O blog se tornará uma arapuca, de vez em quando pega um desavisado, nunca será um site de referência.

Solução muito melhor foi a encontrada pelo Bruno Alves do Brpoint.net, criou um blog onde há espaço pra discutir esses assuntos. Eu vou na mesma linha, já registrei domínio e marca blogoide.com e já está quase pronto para o lançamento. Será um blog de besteirol. Ponto. Aí cabe.

Espero receber concordâncias e discordâncias.

enviado por Marcos V.

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1 Comentário »

  1. Comentário de rafa — April 19, 2007 @ 4:47 pm

    caras, vocês só esquecem que estão nos seus blogs falando contra outros blogs, ou seja: aproveitando o espaço de vocês como vocês acham melhor.

    e blog é isso: cada um faz o que quer, como quer, faz o que acha melhor. o filtro é feito pelo leitor, nunca por códigos de conduta ou achismos (’eu acho isso um mal exemplo’ ou ‘eu acho isso ruim pra internet’).

    a brecha para a poluição do conteúdo de blogs é causada pelo sucesso do google, tanto da busca como do adsense, e se isso é bom ou ruim a seleção natural do público vai dizer.

    o que podemos discutir é: o público é tosco, mal informado e não sabe o que quer? poxa, com certeza. daí temos o sucesso da globo (tv), do uol, do terra, que mesmo tendo 90% do conteúdo superficial e irrelevante, são os de maior audiência, provavelmente pelo público ser superficial e irrelevante também.

 

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