A previsão e a realidade
Em 2003 a gigante da consultoria Siemens IT Solutions and Services teve o seu momento pitonisa e previu que a fatia do linux no mercado de desktops chegaria a 20% em 2008 (leia matéria aqui). Como provavelmente ninguém que lê esse artigo esteve em coma profundo nos últimos 5 anos, já sabe que isso não aconteceu. Na verdade, as estimativas mais otimistas apontam um mercado menor que 2% para o sistema operacional do pingüim.
Claro que o número não foi “chutado”, segundo o estudo apresentado a adoção do linux no mercado corporativo representaria uma redução de custos de 50% em licensas de software e 20% em hardware instalado. Ou seja, o linux era melhor do ponto de vista econômico. E continua sendo, apesar da excelente qualidade do XP.
A diferença está na mobilidade
Há um pedaço do mercado, no entanto, em que a previsão parece poder se confirmar, senão para esse ano, para os próximos: dispostivos móveis.
A Microsoft já acusou o golpe e no final do ano passado anunciou que ampliará o suporte do WindowsXP para dispositivos de armazenamento flash. E tem se esforçado para atender o mais rápido possível os fabricantes de hardware. Uma mudança importante, até pouco tempo a empresa dizia algo como: você não quer seguir nossas exigências? Tudo bem, está fora de 95% do mercado. O objetivo de toda essa bondade é não ficar pra trás em computadores de baixo custo, como o OLPC-equivalentes (o original é um fiasco), o Asus Eee, entre outros, que, na sua maioria, saem de fábrica com algum sabor de Linux instalado.
Até o momento a ofensiva parece ter apresentado alguns resultados positivos para a gigante de Redmond (anunciou acordo com a Asus para o Eee PC com WindowsXP) mas um dos problemas reside na complexidade e segredos dos sistemas operacionais da Microsoft. Tanto que nem se fala em Windows Vista nesses equipamentos, o trabalho ficará a cargo do XP, que tem morte certa já decretada. Por outro lado, qualquer fabricante de hardware pode adaptar o linux às suas necessidades, com um grau de dependência bem menor.
A intel, que não perde tempo há 40 anos, já anunciou sua linha de produtos MID (Mobile Internet Device - Dispositivo Móvel para Internet) e criou um grupo de trabalho (Moblin) destinado a preparar o sistema operacional do pingüim para mobilidade e oferecer recursos para desenvolvedores dessa nova geração de aplicativos móveis.
A realidade no mercado de aplicativos
Se na parte de sistemas operacionais para desktop a previsão é de nevascas e tempestados para o Tux (esse pingüim ai em cima é que é o mascote do Linux), nos aplicativos a guerra começa a ficar mais interessante. O Firefox deve fechar o ano com mais de 30% do mercado na Europa e próximo aos 20% 25% no mercado global. O OpenOffice, mesmo com todas as brigas internas na organização, já abocanhou quase 20% do mercado corporativo nos EUA. E a fundação Mozilla já estuda um trabalho específico para provomover seu cliente de email, o Thunderbird, concorrente do Outlook.
Apesar desses programas fazerem sucesso por rodar também no Windows, claro, seu crescimento permite ao público vislumbrar um horizonte além dos domínios da Microsoft e, talvez, se aventurar também nos sistemas operacionais.
O futuro
É muito improvável que no médio prazo a Microsoft consiga meter tanto os pés pelas mãos para perder uma parcela significativa do mercado de SOs, mas os dispositivos móveis abrem um novo mercado que, se não é igual para todos, é menos desigual.
enviado por Marcos V.
Quem tem filhos e filhas sabe: crianças gostam de histórias. Acontece quase sem querer. Uma bela noite elas vão pra cama e você pergunta de forma quase inocente -Quem quer ouvir uma historinha? . A resposta, mesmo com sono, costuma vir com a estridência característica -EEEEEEEEEEEEUUUUUUUUUU! Foi assim que começou aqui em casa e assim é até hoje. Não é nada raro, pensando bem é o normal, após o “fim” vir uma vozinha manhosa -Outra, papai! Os que não tem filhos (ainda) podem acreditar, esse “papai” é um arrasa-coração.
Descobrir o óbvio, nesse caso “crianças gostam de histórias”, é sempre emocionante. A única sensaçao superior é a redescoberta. Então vamos a ela.
Por conta de uma séria de fatos e fatalidades cheias de idas e voltas um tanto longas demais para serem contadas, freqüentamos uma lar para crianças abrigadas. Para quem não sabe o que vem a ser isso, como eu não sabia, é o local onde ficam as crianças quando o estado decide que os responsáveis não podem ou não devem cuidar delas. Há crianças em todas as situações: abandonadas, espancadas, exploradas ou, o mais comum, de pais desempregados e que simplesmente não conseguem mais alimentar seus filhos mas se recusam a mendigar com eles pelas ruas.
Um sábado qualquer estávamos lá e minha esposa resolveu ir ao berçário (toda mulher tem fissura por bebês?), eu fiquei com os mais “velhos”. Por “velhos” entenda-se crianças de 2 a 5 anos. A monitora olhou pra minha cara e foi decretando -Marcos, hoje você vai brincar com elas! -Quem, eu? Tem outro Marcos aqui? Ihh, parece que sou eu mesmo. Comecei a fazer o que faz todo o homem: usei o corpo, porque a mente, como se sabe, não dá pra muito. Foi um tal de levanta daqui, gira de lá, faz gangorra, joga pra cima e… meu Zeus, isso cança. Muito! E a bagunça e gritaria, a situação estava fora de controle quando finalmente uma alma caridosa coloca um livro em minhas mãos e avisa a criançada que está na hora da história. Opa! Eu sou bom nisso! Ou não tão ruim. E eles ficaram quietos. Tudo bem que uns 5 tentaram ficar no meu colo durante a história, mas isso é gerenciável. Fui seguindo o livro, pontuando as frases com a minha canastrice e eles prestando atenção. Assim que acabei todos queriam um livro pra si. E folheavam como fazem os pequenos, “lendo” suas invencionices. Quando se entediavam de “criar” os textos pediam para eu ler o que estava escrito em cada um de seus livrinhos. Não sei o dia foi mais emociante pra mim ou pra eles. Talvez tenha sido pra Chapeuzinho Vermelho e sua Vovó.
O que sei é que aquelas crianças quiseram ler. E com o hábito de ouvir contos irão querer cada vez mais. Pra incentivar qualquer um a ler e estudar não são necessários grandes recursos ou um ímpar talento didático. Basta cutucar o que já está lá, em cada um deles. Mas é preciso colocar o dedo. Cutuque você também.
-Criançada, chegar na casa da Vovó foi legal, mas quem quer ouvir a história da volta? -EEEEEEEUUUUUUUU!
Esse post é parte da Blogagem Coletiva proposta pela Georgia com o apóio da Meire.
Participam da blogagem: Abigobaldo, Abiose, Adao Braga, Adelino, ADesenhar, Adri, Alealb, Alê, Aline D, Allan, Alice, Amigos da Blogosfera, Ana C, Ana C. Zumpano, Ana Laura D, Andrea Motta, Aninha Pontes, Anny, Antonia Y, Aru’, Bárbara Matias,Bárbara M.P,Bel, Bel 2, Bete, Bia, BionRJ, Blogosfera Solidaria, Blue R, Bruna P., C. Antonio, Canha,Carla B, Carla T, Carolina, Carol R, Ce Junior, Celia, Celia Malmqvist, Célia Rodrigues, Celia Santos, Chicoelho, Cidao, Cilene Bonfim, Claudia Campos, Claudia Clarke, Claudia Pit, Clausia, Crispassinato, Christiani R, Cristiane A., Cybele M., Cris Penaforte, Cris Santos, Crys, Danda, Daiana, Daniela, Debora, Denise BC., D. Afonso XX, o Chato, Doni, Drops Azul Aniss, Du, Edilene Mora, Eduardo, Eduardo W., Efeneto, Ela, Elaine, Ernani M, Elena, Elisabete C, Elisangela, Elvira Villani, Fabio A, Fabio Mayer, Fátima F, Fátima R, Fernanda, Fernanda J., Fernando Cals, Fernando Z., Flainando na Web, Flavia M, Flavio V., Frodo, Georgia, Gi, Gilson, GuGa, Guillian, Hairon A,Hebert D., Henry Felippe , Ingrid, Iza, Jandira S, Jan T., Jessica M, Joao Bosco, Joao Maria, Julio M., Jussara, Kall, Karine Leao, Krika, Laura, Leniß, Leo, Leonardo, Leonor Cordeiro, Leticia Coelho, Lili Bettina, Lili Faz sua parte, Lilian Britto, Lino Resende, Lis, Liz, Loba, Lola, Lou, Lu, Lucas, Lu Cavichioli, Luci100, Luci Lacey, Lucia Freitas, Lucia, Luiz R, Luiz Ramos, Lulu, Luma, Lunna F., Lunna, Lusinha, Luiz, Luiza Helena, Luiz Valério, LysFigueiredo, Manu, Marcelo, Marcelo M, Marcia F, Marcos, Marcos Santos, Marcos V., Maria Augusta , Maria Fernanda, Marilac, Mario, Marlene Mora, Marta Ribeiro, Mayna Nabuco, Meire, Mi, Michel Q., Milla,Miriam Salles, Motivacao, Nadia, Nadja, Naldy, Nanci Natalia, Nando D, Nina, Oscar, Ozeca, Pablo Ramos, Paloma, Patti, Paulo, Paola Madrid Sartoretto, Paulinha, P-Paulinha, Pedro Freire, Pri, Prof° Cristiana P, Prof° Josenilton, R., Radio Santa Cruz, Rap, Renata, René, Ricardo, Ricardo Rayol, Ricardo Soares, Rober P, Roberta, Roberto B, Rogério B, Ronald, Rosa, Rosacea, Rosana, Rosane , Roseli V, R Petterson, Sandrinha, Scliar, Saramar, Semíramis A, Sérgio C, Sergio Issamu, Sergio F, Sergio Nascimento, Simone L., Sonia H., Sonia Regly, Suellen N, Suelly Marquez, Taliesin, Tamara, Tanya, Tata, Tina, Veneza A. Babicsak, Veridiana, V. Carlos, Vi Leardi, Vinícius, Vitória, Vivi, Vivi Amorim, Viviane B, Vó Heda, William, Xico Lopes, Zel, você.
enviado por Marcos V.
Tenho um notebook, que chamo de “escritório”. Não é um topo de linha, é algo que se me roubarem só vou ficar chateado e não tentarei arrancar os poucos fios de cabelo que restam. Basicamente, se estou com ele estou trabalhando. Mas vou confessar, às vezes é um pé-no-saco. O bicho pesa 2kg e a tela de 15.4″ pode ser boa pra trabalhar, mas é grande para ser transportada. Ainda bem que eu não comprei a de 17″!
Na verdade eu gostaria de ter dois, um maior pra trabalhar e visitar clientes e um menor pra pequenas viagens e deixar na mochila. Andei pesquisando os micronotebooks e estou aguardando por algo que me agrade. Parece que surgiu o primeiro, o Asus eee-900. Eu só sei de uma pessoa que possui um eee (o Mariposo, tá na hora de você postar algo dizendo como está sendo a experiência finalmente contou suas aventuras com a velhinha maníaca e o eee). Também vi no Usuário Compulsivo um vídeo demonstrativo feito por uma revista de Hong Kong. É amadurecer um pouco a idéia.

Atenção, olhe para o computador!
Também sou viciado em ler. Tenho sempre um livro no carro ou mochila. Toda vez que tomo um chá de cadeira ou tenho que pegar fila em algum lugar saco o livro e os minutos demoram menos a passar. Até que finalmente aconteceu, em uma maldita espera por um cliente, acabou o livro! Pânico! Desespero! Uma ida ao bebedouro, uma ao banheiro e dez minutos olhando a vista pela janela. Que no caso era o muro da casa vizinha.

É justamente pra essas situações que existe a tecnologia antiga. Como detesto ler na tela do celular, o meu é muito bom pra ouvir música (outros dos meus vícios) e falar, não pra ler, resolvi ressuscitar meu antigo iPaq 1940h. Há um tempo resolvi reler os clássicos (sim, sinal veemente de idade avançada), baixei uma série de livros, a maioria em PDF, que fica uma droga pra ler em pequenas telas, transformei em txt e taquei tudo nele. Tenho uma pequena biblioteca para momentos de desespero. Sem mencionar que cabe no bolso. -Pô, porque você não compra um IPhone? Humm, primeiro acho um absurdo o que cobram no Brasil por eles e depois eu tenho uma certa restrição a marcas monopolistas como a Apple. Enfim, ideologia e muquiranice, quer argumentos melhores?
Agora só falta as editoras utilizarem a massa encefálica que teoricamente possuem seus diretores e disponibilizarem os lançamentos para download. Afinal, TODOS os livros que procurei no eMule ou um torrent estão lá. TODOS. Se o argumento pra não soltar versões eletrônica é combater a pirataria, lamento informar que a batalha está perdida antes de começar. No entanto, eu, e acredito que a maioria, gastaria R$ 30,00 ou US$ 10,00 pra ler o que quero.
E antes que alguém resolva mandar a polícia lá em casa, eu não faço o download, sério, gasto uma bela grana na Livraria Cultura e na Amazon. Só que esses viraram os livros de cabeceira, que leio naqueles minutos antes dos olhos desabarem. Como o tempo é restrito leio pouco e, consequentemente, consumo menos. Miram no pirata e acertam no consumidor. Como sempre.
enviado por Marcos V.
O Comite Gestor para Internet no Brasil, o anônimo CGI, anunciou agora há pouco (às 15h05) uma mudança importante nas regras para registro de domínios. Até agora apenas pessoas jurídicas (empresas ou entidades com CNPJ ou equivalente) podiam registrar domínios .com.br. Pois bem, a partir do dia 1 de maio de 2008, pessoas físicas cadastradas na receita federal, ou seja, com CPF, também serão autorizadas.
Essa é uma das mais importantes medidas para a popularização de domínios .com.br. E já vem tarde. Nada, nada, prevejo uma corrida ao ouro no primeiro de maio. Preparem-se.
Eis a íntegra do email com a notificação.
Prezado(a) Usuário(a),
COM.BR com CPF
--------------
Por decisão do CGI.br, o domínio COM.BR, destinado a atividades
comerciais genéricas na Internet, também poderá ser registrado sob um
CPF. Ou seja, pessoas naturais com atividades comerciais e afins
poderão registrar domínios COM.BR.
Esta modificação terá efeito a partir do dia 01/05/2008.
Inicialmente, somente o domínio COM.BR estará disponível nesta nova
categoria, genérica, que permite registro tanto com CNPJ quanto com
CPF. Lembramos que, para manter a transparência do registro de
domínios .br, pessoas físicas responsáveis por domínios COM.BR estarão
sujeitas aos mesmos procedimentos das entidades cadastradas
previamente.
Com eu recebo uma média de 30 emails por dia do registro.br,tenho o péssimo hábito de ignora-los solenemente durante todo o dia. Quem alertou para essa informação foi o Jonny Ken na lista da blogosfera. O Jonny é esse rapaz simpático na foto ao lado. Dizem que ele queria o papel de mestre Yoda, mas após ser preterido entrou em um processo de pokemonização.
enviado por Marcos V.
Chego cedo ao escritório porque as crianças entram cedo na escola, que é perto daqui. Descarrego a meninada lá e eu aqui. E começo o trabalho.
Mas tem dias que simplesmente não dá. Minha concentração tá pra lá de cochabamba. Quando isso acontece coloco uma música e vou ler blogs, informações relevantes que irão restaurar minha capacidade de concentração.
- O que fazer se sua sogra for sequestrada?
- Consuma apenas itens essenciais.
- A vaca mais inteligente do mundo.
- Como espantar um fumante.
- Loser Manos.
enviado por Marcos V.
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