A comunidade do pinguim está em polvorosa, chegamos a 1% do mercado de sistemas operacionais, segundo o instituto de pesquisas Nielsen, uma espécie de Ibope americano. Tá, alguém pode dizer que 1% é uma bela porcaria. Na verdade, o que mais se comemorou foi o crescimento de 0,69% a 1,02% do mercado em menos de um ano. Nos últimos dois anos o crescimento relativo foi de 150%.
Eu me lembro que há 15 anos estimava-se algo em torno de 20% de mercado para o Linux. Então o que deu errado? Provavelmente (e não atirem as pedras) foi o excesso de liberdade. Em sistemas como o Windows ou o MacOS, uma única corporação controla todos os aspectos do desenvolvimento, marketing, suporte, etc… Quem pensa em windows pensa na Microsoft, o mesmo vale em relação ao MacOS e a Apple. Mas não há uma resposta simples quando queremos saber quem faz o linux. O resultado disso foi um enorme esforço, porém dividido, sem foco.
Um programa para Windows é um programa para Windows e pronto. Exceto por uma questão de versão (p.e., roda no XP, mas não no Vista e vice-versa), sei que é o programa certo. No Linux as coisas são um pouco mais complicadas. Há várias distros (distrubuições) diferentes. Com o tempo as principais geraram filhotes e o número de diferentes versões chega ao infinito. As principais famílias hoje são:
- RPM: RedHat, CentOS, Fedora, etc…
- Debian: Debian, Ubuntu, etc…
- SUSE: Suse
- Slackware: slackware
- Gento
- e muitas outras
Cada uma delas utiliza uma forma diferente de encapsular os programas ou caminhos diferentes para armazenar as partes do sistema.
Curiosamente, as mais bem sucedidas são aquelas que possuem grandes empresas bancando o desenvolvimento. No caso dos linux baseados em pacotes RPM, está a RedHat. No Suse, a Novell. A Canonical banca o Ubuntu (que é baseado no Debian). É justamente esse movimento de “adoção” que permite que o sistema ganhe a confiança do mercado e cresca.
O Ubuntu está tomando o mercado de desktop linux de assalto. O sistema é amigável, estável, confiável, possui uma centralização de desenvolvimento e suporte para empresas. Outro projeto bem sucedido é o Fedora (bancado pela RedHat) que possui as mesmas características de usabilidade.
Porém, talvez o passo mais importante em tudo isso é que já há vários anos o desenvolvimento do Kernel (o cérebro do sistema operacional) é bem centralizado. Assim, empresas como IBM, Oracle, Novell, Sun, etc… sempre foram colaboradores. Ao participar do desenvolvimento elas se sentem mais confiantes para criar produtos e serviços baseados na plataforma e oferecer aos seus clientes.
Agora, temos que acompanhar os próximos relatórios e ver se foi um soluço ou um movimento sustentável de crescimento.
enviado por Marcos V.
Você conhece o Décio? E o irmão do Décio? Sorte sua se a resposta for sim, porque eu não conheço nenhum dos dois, apenas o blog do segundo, diga-se de passagem, um SENHOR blog! O irmão do Décio também é conhecido (para os que, ao contrário de mim, o conhecem) como Du Oliveira. É uma artista gráfico raro no mercado (mundial), daqueles de entender as ferramentas de trabalho, ter a aptidão artística e o conhecimento técnico para desenhar obras de arte automotivas.
Já imaginou como ficaria uma Rural Willys nos dia de hoje? O irmão do Décio, ops, o Du Oliveira se deu a esse trabalho. O resultado é essa beleza da imagem abaixo:

Nova Rural na visão do Du Oliveira
Não se engane, não é uma foto, mas um desenho feito no computador. Pois bem, Entre os carros que sofreram “releitura” estavam vários da VW. O que aconteceu está relatado no blog, ele recebeu uma notificação extra-judicial do departamento jurídico da montadora alemã aqui no Brasil. Se a empresa tivesse o MÍNIMO de bom senso mandaria uma carta agradecendo o carinho que ele tem com os carros da marca, seus desenhos e, por que não?, convidando para algum evento. Mas não os manda-chuvas do lugar, eles “pediram” que fossem retirados TODOS os desenhos de carros da VW ou entrariam com ação judicial contra o artista. Preste atenção, não houve contanto nenhum, de cara o sujeito recebeu um calhamaço de 25 páginas assinado por um “exército de advogados alemães e brasileiros”, nas palavras do próprio Du. Sim, ele retirou todas as imagens de carros da marca e já disse que também retirou a possibilidade de possuir um VW no futuro.
Repare bem, alguém presta uma homenagem a uma marca, com um trabalho 100% original e é cassado.
A história foi parar em vários blogs, entre eles o do jornalista Flávio Gomes, que contou sobre sua indignação com o ocorrido. O blog do FG é um dos mais lidos do país e, consequentemente, um dos principais pra quem curte carros e automobilismo. A história repercurtiu (principalmente na blogosfera) com artigos e posts pipocando aqui e ali. Pois bem, deu no site da Quatro Rodas que a VW admitiu seu engano e que o trabalho do designer em nada prejudica a marca. Cá entre nós, isso é eufemismo: o trabalho dele PROMOVIA a marca.
Mas por que a empresa voltou atrás (puxa vida, tenho que escrever um artigo sobre “voltar atrás”)? Não tenho a menor dúvida em afirmar que foi a repercussão negativa do episódio. Sim, foram os foruns, blogs e sites e todas as opiniões negativas sobre a empresa que mudaram isso. Começa a acontecer no Brasil algo que já é constante nos EUA, as opiniões emitidas em um grande número de blogs é tão importante para uma marca quanto aquelas veículadas pela mídia tradicional (jornais, revistas, rádio, tv).
A VolksWagen descobriu que não vale a pena estra contra todos na blogosfera.
enviado por Marcos V.
Acabei de ler um artigo chamado “Geração Navio vs. Geração Submarino” no blog do Alexandre Freire que na autodescrição aparece como “Consultor Sênior do Instituto MVC e professor dos MBAs Executivos da FGV”. A tese defendida é do conflito de gerações. Segundo a visão do autor, aqueles anteriores à geração web tinham que se esforçar mais para conseguir a informação. Faz sentido, hoje basta abrir o browser para ter acesso a portais e jornais de todo o mundo. No meu período de escola e faculdade as informações estavam na banca de jornais (tinha que ler o papel), nos livros, etc… Aquele filme antigo? Só na locadora ou em alguma mostra. Músicas do exterior? Alguém tinha que trazer. O mais comum eram os pedidos de “compra esse disco pra mim quando for pra Nova York?” Na tese defendida, nós “mais velhos” somos a “geração submarino”, ou seja, vamos mais profundamente na informação.
Já os jovens da web possuem uma visão e conhecimento geral maior que os jovens de 20 anos atrás. Mas uma menor capacidade analítica. Eis o trecho em questão.
“E daí? Você deve estar pensando… E daí que, a geração digital, está começando sua inserção no mercado de trabalho. Porém, são os profissionais da geração “profundidade” que contratam. Uma gerente de RH me confidenciou que durante as entrevistas, uma pessoa da geração digital discorre com facilidade sobre os acontecimentos do mundo inteiro. São versáteis, rápidos e decididos sobre o que querem.
Porém, quando confrontados com perguntas sobre o contexto dos acontecimentos, fazem cara de desentendidos ou dão respostas vagas sobre os assuntos. Essa gerente disse ainda que eles têm dificuldade para analisar as informações e sofrem com a necessidade de ter que iniciar em uma função que não esteja à altura deles.”
Voltei. Vamos aos pontos. Considerando que a web surge em 1994, mas que sua popularização no Brasil começa por volta de 2000, temos, de fato, uma geração que passou boa parte da vida escolar e toda a universidade já inserida no mundo digital, são, portanto, como ressalta o autor, uma geração digital. Diz ainda a gerente de RH mencionada que eles “discorrem com facilidade sobre os acontecimentos do mundo inteiro”. Ok, os acontecimentos (noticiário) do mundo inteiro estão a apenas um click. O problema surge quando 1.)devem contextualizar os acontecimentos, aí ficaria claro como seriam “rasos”. Mais, 2.) também se sentem incomodados quando devem iniciar a carreira em uma situação que consideram inferior.
Quanto ao primeiro ponto, os jovens são sempre acusados (corretamente) de afobados, indivíduos que agem antes de pensar. E o que é a tal experiência de vida senão analisar um fato à luz dos ocorridos anteriormente? A capacidade de contextualizar uma informação é tanto maior quanto o peso dado a cada um dos referenciais, mesmo que implícitos. Explico. Na juventude, quando lia sobre uma guerra com motivações religiosas pensava: -esses caras são malucos! Hoje penso: -A educação do ódio levou essa gente a uma guerra sem fim. Antes compreendia o fato (a guerra), hoje compreendo suas motivações e circunstâncias.
O segundo ponto eu nem compreendo como pode gerar alguma dúvida? Todo o jovem deve sonhar, -semana que vem vou ser presidente dessa empresa! E é confrontado com o choque de realidade: -Parabéns pelo seu primeiro emprego, você será subestagiário do auxiliar do adjunto do almoxarifado, onde ficará camelando por uns dois ou três anos até que alguém perceba sua existência. E o sujeito deve ficar satisfeito?
Não, eles não são rasos ou “navios”, são apenas jovens. E jovem, como diria Chico Anísio, ahh, jovem é outro papo.
enviado por Marcos V.
Na matemática, diz-se que uma equação é canônica se está na sua forma mais simples, por exemplo: (x^2 -1)/(x+1) não está na forma canônica, mas (x-1), que é o resultado da divisão, está.

Conteúdo duplicado é um dos assuntos que mais gera controvérsia entre webdevigners (developer+designer) e SEOs em geral. Não se chega a um consenso, apesar de os sites de busca fornecerem bastante informação sobre o que é conteúdo duplicado ou não. Uma das principais preocupações de um blogueiro ou administrador de site antenado é evitar repetições dentro do próprio site. Um exemplo clássico que costumo dar é se há uma categoria com o mesmo nome de uma tag (internet, por exempl0) e TODOS os posts daquela categoria receberam também a mesma tag (leia aqui sobre a diferença entre categorias e tags). O resultado disso são duas páginas iguais, mas uma delas está em http://siteexemplo.com.br/categorias/internet e a outra em http://siteexemplo.com.br/tags/internet. Isso acontece e muito. Nunca vi um site ser punido por esse tipo de ocorrência, mas tem muita gente preocupada. Para evitar punição nos casos em que duas URLs diferentes levam ao mesmo conteúdo, o Google criou uma nova tag a ser inserida no html, trata-se do “canonical”.
Se no seu site há duas páginas com urls diferentes e mesmo conteúdo, agora é possível informar ao Google qual URL deve ser indexada. Para fazer isso basta adicionar um <link> no cabeçalho da página e passar e especificar o relacionamento (”rel”) “canonical”. No exemplo acima, eu poderia adicionar a seguinte linha na página de categorias:
<link rel=”canonical” href=”http://siteexemplo.com.br/tags/internet” />
Quando o Google encontrar esse comando no cabeçalho (<header>) da página de categorias, entenderá que a página que dever ser indexada é a de tags. O melhor de tudo isso é que as características como o pagerank também são transferidas.
O Google também preparou um faq sobre canonical que reproduzo abaixo (a partir desse momento, “Nós” é o Google falando, não o Webcétera).
[Google]
rel=”canonical” é uma indicação (hint) ou diretiva?
É uma indicação que recomendamos fortemente. Levaremos em conta sua preferência, em conjunto com outros fatores, quando calcularmos a página mais relevante para exibir nos resultados da busca.
Posso utilizar um caminho relativo para especificar o canonical, como <link rel=”canonical” href=”tags/internet” />?
Sim, caminhos relativos são reconhecidos da forma esperada quando se utiliza a tag <link>. Se você incluir a tag <base> na sua página, caminhos relativos serão resolvidos de acordo com essa URL base.
Há alguma problema se a canônica não é uma cópia exata do documento?
Nós permitimos pequenas diferenças, por exemplo, na ordenação de uma tabela de produtos. Também poderemos varrer a página canônica e a duplicada em momentos distintos, então poderemos “ver” versões diferentes do seu conteúdo. Para nós tudo isso está correto.
E se o link em rel=”canonical” retornar um 404 (página não econtrada)?
Nós continuaremos a indexar seu conteúdo e utilizar um algorítimo heurístico para encontrar a canônica, mas recomendamos que você específica uma URL válida como canônica.
E se a URL em rel=”canonical” ainda não tiver sido indexada?
Como todos os documentos públicos na web, nós nos esforçamos para varrer rapidamente a URL designada como canônica. Assim que a indexarmos, nós imediatamente levaremos em consideração a indicação rel=”canonical”
rel=”canonical” pode ser um redirecionamento?
Sim, você pode especificar uma URL que redireciona como sua URL canônica. O Google então irá processar o redirecionamento da forma comum e tentará indexar o resultado.
E seu eu tiver rel=”canonical” contraditórios?
Nosso algorítimo tenta “suavizar”: nós podemos seguir cadeias canônicas, mas recomendamos fortemente que você atualize os seus links para apontar para uma única página canônica como forma de garantir resultados canônicos ótimos.
Posso indicar um canônico em um domínio diferente?
Não. Para migrar para um domínio diferente, um redirecionamento permanente (301) é mais apropriado. O Google aceitará sugestões canônicas entre contas em subdomínios, mas não entre domínios. Por exemplo, www.exemplo.com vs. exemplo.com vs ajuda.exemplo.com são aceitas, mas exemplo.com vs. outro-domínio.com não é aceito.
[/Google]
enviado por Marcos V.
No post anterior eu já havia dito que os métodos para medir a audiência da internet variam muito. Pois bem, aqui vai uma nova tabela, com os dados de Dezembro/2008 da comScore. A variação em relação à Internet World Stats é de 30%! Além de mudar a ordem dos países. Esses dados são muito mais úteis de forma qualitativa (tendências de crescimento, acesso de casa ou trabalho, etc…) do que quantitativa (quantas pessoas de fato acessam).
Mas se você é viciado em estatísticas, como eu, sempre vale a pena dar uma olhada.
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Os 15 países líderes em audiência na internet
December 2008
Idade 15+, Acesso de Casa & Trabalho
Source: comScore World Metrix |
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País
|
Visitantes únicos (000)
|
% no Mundo
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Worldwide
|
1,007,730
|
100.0%
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|
China
|
179,710
|
17.8%
|
|
United States
|
163,300
|
16.2%
|
|
Japan
|
59,993
|
6.0%
|
|
Germany
|
36,992
|
3.7%
|
|
United Kingdom
|
36,664
|
3.6%
|
|
France
|
34,010
|
3.4%
|
|
India
|
32,099
|
3.2%
|
|
Russia
|
28,998
|
2.9%
|
|
Brazil
|
27,688
|
2.7%
|
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South Korea
|
27,254
|
2.7%
|
|
Canada
|
21,809
|
2.2%
|
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Italy
|
20,780
|
2.1%
|
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Spain
|
17,893
|
1.8%
|
|
Mexico
|
12,486
|
1.2%
|
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Netherlands
|
11,812
|
1.2%
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enviado por Marcos V.
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